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Artigos - 27/12/2013 - 15h30

O vice-presidente das Organizações Globo, os repórteres e o ‘Chefe Ely Moreira’




Arquivo pessoal Armando Anache

No Palácio do Planalto, Armandinho Anache e o vice-presidente das Organizações Globo, jornalista João Roberto Marinho

Arquivo pessoal Armando Anache

Vice-presidente das Organizações Globo, jornalista João Roberto Marinho; e jornalistas Armandinho Anache e Edit Silva
Por Armando de Amorim ‘Armandinho’ Anache (*)

O Dia do Radialista, comemorado em 7 de novembro, se transformou em um dia histórico para o Rádio no Brasil, em 2013. A presidente Dilma Rousseff assina, no Palácio do Planalto, em Brasília, o decreto de migração das emissoras AM para FM.
Depois da cerimônia, reencontro a querida e competente colega 
Edit Silva. Trabalhamos juntos no Sistema Globo de Rádio, nos anos 1980. Ela, correspondente em Brasília, DF. Eu, baseado na sede, no Rio de Janeiro e, depois, em 1988 e 1989, coordenador de jornalismo da região Nordeste, em Recife, PE.
Junto com a colega Edit Silva, bati um papo com o vice-presidente das Organizações Globo, jornalista João Roberto Marinho. Rimos um pouco e ele, atento, ouvia as nossas histórias dos velhos e bons tempos de reportagem. João Roberto, ao lado dos irmãos Roberto Irineu, o mais velho; e José Roberto, o caçula; teve como chefe de reportagem, no jornal "O Globo", no Rio de Janeiro, o jornalista Ely Moreira da Silva, que exerceria o mesmo cargo, anos depois, no Sistema Globo de Rádio.
Ely Moreira sempre nos contava, na redação do SGR-Rio: "O doutor Roberto [Marinho, presidente das Organizações Globo], o maior e melhor patrão do mundo, mandou para mim, na redação do jornal 'O Globo', os seus três filhos; ali eles aprenderam tudo sobre jornalismo e reportagem, anonimamente, pois ninguém que aqueles garotos eram filhos do dono."
Quando lembrei do "nosso" Ely Moreira, funcionário fundador da TV Globo, em 1965, João Roberto logo relembrou, sorrindo educadamente e falando em tom baixo e com forte sotaque carioca: "Grande Ely Moreira! Ele me colocava em cada uma; era tiroteio em morro, entrada
em comunidades... Grandes reportagens."
Com Edit Silva –que nos visitou em Pernambuco, durante um período de férias-, relembrei do dia em que deveria viajar de carro, do Recife para Natal, no Rio Grande do Norte, para conhecer as maravilhosas praias e suas dunas. "Pô, naquela véspera do dia da viagem, morre o Chacrinha", eu digo. "Um grande comunicador", diz João Roberto Marinho. Em seguida, conto sobre a correria na redação, onde só estavam, naquela noite, eu e o colega comunicador da Globo Recife, Leonardo Boris.

Ligo para a casa do Chacrinha, no Rio. Muitas pessoas já estavam lá, entre parentes e amigos. Um homem atende ao telefone, eu pergunto se era da casa do Chacrinha e ele diz que sim. Paço a identificação: "Armando Anache, do Sistema Globo de Rádio do Nordeste; preciso que o senhor me ajude, chamando até esse telefone o meu colega repórter Gelcio Cunha, que está aí, com o 'Amarelinho da Globo', para fazer a cobertura jornalística." João Roberto ouve, com paciência típica de repórter que sabe escutar histórias. Continuo: "Aí, o cara que atendera ao telefone diz, depois de um tempo procurando pelo Gélcio: 'Não encontrei o repórter, tem muita gente por aqui'; eu rebato e digo a ele para me ajudar, pois precisava do Gélcio para enviar boletim, por meio do telefone; o homem deixa o aparelho e dá mais algumas voltas, procurando o Gélcio; pega novamente o telefone e diz, com educação e em voz baixa: “Não encontrei, mesmo”; eu, já nervoso com o passar do tempo, e tendo que produzir material para a madrugada da Globo, pergunto quem está falando; o homem responde, candidamente: “Aqui é o Boni [José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o todo-poderoso homem da programação da Rede Globo de Televisão]”; atônito, eu me recomponho rapidamente e volto a falar: 'Seo" Boni, por favor, grave uma entrevista comigo, falando sobre o Chacrinha, sua vida, os anos na Rede Globo de Televisão, o seu legado que fica para a Comunicação”. Ele grava e nós, lá do Recife, no dia seguinte, iríamos gerar aquela entrevista para todo o Sistema Globo de Rádio, no Brasil inteiro, por meio das emissoras próprias e afiliadas.
João Roberto Marinho sorri e diz que reportagem é assim mesmo. Relembro uma frase do grande Ely Moreira, que sempre dizia para mim: "Meu filho, ao repórter não basta ter sorte, tem que ter 'aquilo' [palavrão impublicável] virado para o céu." Risadas de todos e João Roberto Marinho, educadamente, como sempre, informa que tem que deixar o Palácio do Planalto, ao lado do diretor responsável pela Rede Globo de Televisão em Brasília.

Nós nos despedimos dizendo, sem medo de errar, que tivemos grandes mestres naqueles anos em que trabalhamos no Sistema Globo de Rádio e, por isso, somos muito gratos àqueles profissionais e à família Marinho.

Antes de escrever este artigo, telefono para o Rio de Janeiro. No seu apartamento, o chefe Ely Moreira me atende. Conto sobre o encontro em Brasília, com o hoje vice-presidente das Organizações Globo. Quando digo que João Roberto sorriu quando citei o seu nome, ele também dá uma gargalhada, mesmo recém-operado da garganta e com dificuldades para falar. Informo que João Roberto lembrou das pautas, passadas pelo “Chefe Ely”, nos morros e nos tiroteios do Rio de Janeiro e nos tempos do jornal “O Globo”, e ele dá um sorriso maroto e afirma: “Pois é, Armando, mas foi assim que ele aprendeu Jornalismo; fazendo e cumprindo muito bem as minhas pautas nas ruas.” Imediatamente, relembro a frase famosa do nosso “Chefe Ely” –que também esteve comigo, em Corumbá, no início dos anos 1990, chefiando a reportagem da rádio Clube, depois da sua aposentadoria-, que ecoava no Jornalismo do Sistema Globo de Rádio, no Rio: “Lugar de repórter é na rua!”

(*) É jornalista e radialista

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