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Meio ambiente - 26/12/2013 - 06h13

Araras-azuis encantam turistas no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Turismo de observação proporciona contato com casais e filhotes de aves. Passeio leva visitantes a conhecerem o Projeto 'Arara Azul'.




Tatiane Queiroz/G1 MS

Filhote de arara-azul

Tatiane Queiroz/G1 MS

Técnicos do projeto durante trabalho na fazenda Caiman

Tatiane Queiroz/G1 MS

Bióloga Neiva Guedes
Por Tatiane Queiroz do G1 MS/Redação Pantanal News

O canto e a exuberância das araras-azuis encantam os turistas que visitam as fazendas do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A espécie, que já correu risco de extinção, não está mais ameaçada graças a ações ambientais desenvolvidas para a preservação da biodiversidade do bioma.

O projeto “Arara Azul”, criado pela bióloga Neiva Guedes, é uma dessas ações. Os técnicos do projeto trabalham com o manejo e recuperação de ninhos naturais e com a instalação e manutenção de ninhos artificiais.

 

Segundo ela, já foram registrados 413 ninhos naturais no Pantanal sul-mato-grossense e já foram instalados 267 artificiais. Todos são monitorados pelos técnicos do projeto.

O “Arara Azul” já dura 25 anos. Segundo a bióloga, quando a pesquisa começou, existiam pouco mais de 1,5 mil araras-azuis no Pantanal. Atualmente, estima-se que sejam sejam mais de 5 mil.

No Refúgio Ecológico Caiman, localizado em Miranda, a 203 km de Campo Grande, os turistas podem acompanhar os técnicos do projeto no trabalho de campo, conhecer os ninhos naturais e artificiais e observais os casais e os filhotes dessa espécie de aves.

Os pesquisadores escalam as árvores, retiram os filhotes do ninho, examinam, pesam, medem, coletam amostras do sangue, colocam uma anilha com um número de identificação em uma das patas e um chip sob a pele de cada um. Durante o passeio, o turista vivencia todas as etapas do trabalho.

Os hóspedes saem com a equipe no próprio veículo do projeto, uma Toyota Hilux, por isso, a atividade é limitada a no máximo três pessoas por período. O turista pode optar pelo passeio de meio período, realizado durante a manhã, que custa R$ 200 por pessoa; ou pelo passeio que dura todo o dia, realizado de manhã e à tarde com um intervalo para o almoço, no valor de R$ 400 por pessoa. A renda do passeio é revertida para o projeto Arara Azul. O projeto, realizado atualmente no Pantanal de Miranda, é mantido pela Fundação Toyota do Brasil.

Espécie
As araras-azuis pertencem à famíliaPsittacidae, a mesma dos papagaios, periquitos e maritacas. Elas vivem aos pares, em famílias ou em bandos. São monogâmicas, ou seja, formam um casal para toda a vida delas. Quando adultas, podem medir até 1 metro e pesar 1,3 kg.

As aves se alimentam de castanhas de duas espécies de palmeiras: acuri e bocaiuva. Segundo Neiva, 90% dos ninhos naturais são encontrados em uma única espécie de árvore: a manduvi, que chega a 18 metros de altura e possue o tronco macio.

“As araras aproveitam buracos ou cavidades já feitas nas árvores por outros bichos e fazem os ninhos”, explica a bióloga.

As araras-azuis começam a se reprouzir com 8 ou 9 anos. Cada uma coloca, em média, dois ovos, mas geralmente, apenas um dos filhotes sobrevive. “Os filhotes são alvos de muitos predadores, como tucanos, gralhas, gambás e jaguatiricas”.
 

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