zap
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Aldeias do Pantanal - 18/10/2012 - 11h25

Funai deixa de cumprir decisão judicial e mantém índios isolados no meio do Pantanal




Por Capital do Pantanal

Corumbá (MS)- A pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul, a Justiça determinou à Fundação Nacional do Índio (Funai) que comprove o fornecimento de combustíveis à comunidade indígena guató, em Corumbá. A medida se deve ao não cumprimento da decisão liminar decretada em 2010 pela Justiça Federal, que determina visitas regulares à aldeia e abastecimento dos barcos Guató I e II.

Comunidade vive a 350 km de Corumbá./ Foto: ASCOM MPF/MS.

Comunidade vive a 350 km de Corumbá./ Foto: ASCOM MPF/MS.

A Funai deverá informar à Justiça o fornecimento mensal de 1200 litros de óleo diesel, 200 litros de gasolina, um galão de 20 litros de óleo 40 e 10 litros de óleo dois tempos para a comunidade indígena. Se não o fizer, será determinada multa diária de dez mil reais.

Distante 350 km da cidade, o combustível, no caso dos guató, é gênero de primeira necessidade, pois dele depende o acesso da comunidade indígena à educação, a gêneros alimentícios, de higiene pessoal e limpeza. Os índios precisam deslocar-se até a cidade – numa viagem de 36 horas de barco - para receber benefícios assistenciais como aposentadoria e atendimento odontológico e médico, que não são fornecidos satisfatoriamente na aldeia.

Entenda o caso

Em 2010, após inquérito civil que apurou o abandono da Funai com os índios guató da Aldeia Uberaba, o MPF ajuizou ação civil pública para o restabelecimento dos serviços de atendimento à comunidade, com a entrega de combustível e instalação de um posto avançado de atendimento no local.

Na ação, o MPF apontou exemplos de danos irreparáveis sofridos pela comunidade guató em razão das omissões e da falta de assistência por parte da Funai, como mortes de recém-nascidos e abortos. Além das dificuldades de acesso à saúde, a educação também é prejudicada com a falta de atendimento do órgão indigenista. Por meio dos barcos, o material didático e a merenda escolar chegam à escola e os professores podem se deslocar até Corumbá para recebimento de salários e visita às famílias.

No mesmo ano da ação, a Justiça aceitou os argumentos do MPF e determinou, liminarmente, que a Funai estabelecesse o abastecimento de combustíveis e visitas mensais à Aldeia Uberaba. A cada visita, o funcionário responsável pela autarquia deveria enviar relatório ao MPF e à Justiça.

Os guatós

Os guató são conhecidos como índios canoeiros. Instalados ao longo da margem do Rio Paraguai, a etnia ocupava as terras hoje pertencentes aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Registros de viajantes e cronistas datam a presença dos guató na região desde o século XVI. Nas décadas de 1940 e 1950, os índios foram expulsos de seu território e suas aldeias substituídas por fazendas de gado.

A partir dessa época, os guató migraram para a periferia das cidades próximas ao Pantanal. Neste processo de aculturação, foram considerados extintos e excluídos de qualquer política de assistência oficial. Somente em 1976, alguns guató foram encontrados na periferia de Corumbá e, desde então, o grupo começou a se reorganizar para lutar pelo reconhecimento de sua etnia.

São considerados, hoje, os últimos dos povos indígenas canoeiros que ocuparam as terras baixas do Pantanal. Eles vivem na ilha Ínsua, a 350 km de Corumbá, demarcada pela Funai em 1998. A ilha, de 10.900 hectares, é acessível somente por barco - 36 horas de viagem - ou por helicóptero.

 

Siga as notícias do Portal Pantanal News no Twitter:
www.twitter.com/PantanalNews

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
 
Últimas notícias do canal
05/05/2017 - 16h18
Campanha de vacinação dos povos indígenas 2017 começa nesta sábado
23/03/2017 - 10h58
Mato Grosso do Sul: Indígenas recebem cestas de alimentos da Conab
09/02/2017 - 10h14
Presidente nacional da Funai visita Dourados e áreas de conflito em MS
23/01/2017 - 07h27
Mitologia dos índios Guaranis vai representar o Brasil no Festival de Berlim
03/01/2017 - 10h01
Indígenas de Mato Grosso do Sul recebem cestas de alimentos
 
Últimas notícias do site
17/10/2017 - 16h42
PMA autua fazendeira por degradação em margem de rio
17/10/2017 - 16h02
Aprovado projeto que incentiva entidades filantrópicas
17/10/2017 - 15h58
Membro atuante da CPI, Dr. Paulo Siufi apoia reivindicação de trabalhadores da JBS
17/10/2017 - 14h39
Bombeiros fazem sobrevoo para avaliar combate a fogo que já destruiu 20 mil ha
17/10/2017 - 14h00
Fazendeiro é autuado em R$ 18 mil por desmatamento e exploração ilegal de madeira
 

zap

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.