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Pesquisa no Pantanal - 06/08/2008 - 10h30

Lançado kit educacional Pé na água em português e guarani




Por Assessoria de Comunicação do CNPq

 

Se um jargão comum para trabalho é "por a mão na massa", para os pesquisadores da Bacia do Rio Apa, fronteira fluvial de 15 mil km² entre o Brasil e o Paraguai, onde o guarani é o segundo idioma no lado brasileiro, a palavra de ordem é, literalmente, por o pé na água!

Este é o nome do projeto que pretende introduzir noções ambientais e de cidadania nas escolas dos sete municípios desta região em princípio de degradação. Em algumas localidades, só é possível chegar molhando os pés na água.

Levar conhecimentos sobre uma bacia hidrográfica para dentro da sala de aula incentivou a produção de um kit bilíngue português-guarani, distribuído gratuitamente nas escolas dos municípios brasileiros da Bacia do Apa: Antonio João, Caracol, Bela Vista, Ponta Porã, Porto Murtinho, Jardim e Bonito. No lado do Paraguai estão as cidades de Concepción, San Carlos, Bella Vista e Pedro Juan Caballero.

O Projeto "Pé na Água - uma Abordagem Sistêmica e Transfronteiriça na Década Brasileira da Água" é coordenado pelo pesquisador Paulo Robson de Souza, do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Diversas instituições regionais e as sete prefeituras dos municípios brasileiros da bacia são parceiras do projeto, além das pró-reitorias da UFMS de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP) e Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PREAE).

Kit inédito

Para Paulo Robson de Souza, o projeto tem uma forma de abordagem inédita na região e no Brasil: "Desconheço experiências de educação ambiental em nosso país que tratem o tema água em região fronteiriça de modo sistêmico, transversal, atendendo às necessidades linguísticas do país vizinho e desconsiderando, nas abordagens de conteúdos, os limites territoriais. Sob essa perspectiva e como publicação brasileira bilíngue em rios transfronteiriços, o material é inédito", disse o coordenador do projeto.

Paulo Robson contou ainda com apoio de quatro bolsistas do CNPq no projeto. "Eles abriram caminho para a expedição e as oficinas, levantando dados secundários em documentos técnicos, sites oficiais e livros, fazendo contato com técnicos municipais e professores dos municípios do Apa para a preparação das atividades presenciais", afirma o coordenador.

O kit é formado por uma cartilha bilíngüe, livro, cd-rom e revista. Para montá-lo, a equipe do Pé na Água foi a campo em expedição, coletou dados nos municípios e colocou as informações em uma linguagem acessível. Antes de publicar, realizou oficinas nas escolas, coletando e incorporando sugestões dos professores.

No livro Pé na Água - uma abordagem transfronteiriça da Bacia do Apa, 19 autores abordam diferentes aspectos da realidade da região como desmatamento, fauna, flora, saneamento básico, atividades econômicas, contexto paraguaio, geografia, pesca e cultura. As peculiaridades da gestão de águas partilhadas por mais de um país - como é o caso do Rio Apa, que forma uma linha de 500 quilômetros de fronteira - permeiam as reflexões dos artigos. Editado pela Editora UFMS, os organizadores são Synara Olendzki Broch, Yara Medeiros e Paulo Robson de Souza.

Um cd-rom acompanha o livro com todos os materiais em formato digital e ainda planos de aula, artigos, slide-shows, fotos, mapas, vídeos e ilustrações para apoio didático aos professores. Elidiene Priscila Seleme, Elisabethh Arndt, Paulo Robson e Yara Medeiros são os responsáveis pela publicação, e a programação visual é de Marcelo dos Santos. O conteúdo pode ser acessado no endereço www.ead.ufms.br/marcelo/pe_na_agua/index.html

Na cartilha Um Mergulho na Bacia do Apa - água, natureza e educação ambiental, as informações foram adaptadas para uma linguagem infanto-juvenil e ilustradas com os desenhos do cartunista campo-grandense Paulo Moska. A publicação pode ser encontrada em www.ead.ufms.br/marcelo/pe_na_agua/multimidia/paulo_moska/index.html.

Para facilitar o acesso às crianças de origem paraguaia, todos os textos da cartilha foram traduzidos para o guarani por Horácio dos Santos Braga e Facunda Concepción Mongelos Silva. Também editado pela Editora UFMS, os autores são Yara Medeiros, Allison Ishy, Elisabeth Arndt e Paulo Robson de Souza.

A Revista Aguapé, em linguagem jornalística, aborda o Projeto Pé na Água e situações encontradas durante as pesquisas de campo, como o caso do Rio Perdido, que em outubro do ano passado ficou com o leito completamente seco, após longo tempo de estiagem. A revista pode ser acessada em www.redeaguape.org.br/revistaaguape.php.

Bacia do Rio Apa

A bacia hidrográfica do Rio Apa localiza-se na Bacia do Alto Paraguai, região de grande riqueza biológica. A vegetação é composta por diversas espécies de importantes biomas: Mata Atlântica, Cerrado, Chaco e do próprio Pantanal. Aliás, a bacia do Apa possui as únicas áreas de Chaco do Brasil, extremamente ameaçadas por desmatamentos. Está localizada na porção sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraguai, com uma área de drenagem de aproximadamente 15 mil km².

A cobertura vegetal dessa bacia vem sendo significativamente afetada pela conversão em pastagens, especialmente de gramíneas exóticas, para a pecuária, principal atividade econômica da região. Outras atividades econômicas desenvolvidas são: extração de mármore, calcário, pedra e areia e algumas indústrias de laticínios. Mais recentemente vem crescendo na região as culturas de eucalipto e de cana.

Essas atividades implicam no avanço da degradação ambiental pela aplicação de pesticidas ou as perdas de solo pela erosão, que incidirão sobre a qualidade da água. Atualmente a água ainda é classificada entre ótima a boa pelas análises efetuadas pela rede de monitoramento realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

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