zap
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Meio ambiente - 18/06/2008 - 10h46

Eletrobrás: Belo Monte não inundará terra indígena




Por

"Não será inundada nenhuma terra indígena". É o que assegura o engenheiro Sérgio Almeida, chefe do departamento de Meio Ambiente da Eletrobrás, que estuda a instalação da usina hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, estado do Pará. No entanto, o próprio Sérgio pondera:

- Uma coisa é não inundar terra indígena, mas que a obra vai incidir sobre o modo de vida dessas populações, vai.

Paulo Fernando Rezende, coordenador de estudos de Belo Monte, é categórico:

- Os índios não serão deslocados em hipótese alguma. A diminuição da vazão não deverá prejudicar a navegação do rio para os índios.

Em entrevista a Terra Magazine, os engenheiros da Eletrobrás detalharam dados do projeto daquela que será a maior hidrelétrica 100% brasileira.

- Estamos falando de 11.181 MW de potência instalada. Vai ser a maior usina genuinamente brasileira em capacidade instalada, pois Itaipu, embora gere mais energia, é dividida com o Paraguai - afirma Paulo Fernando.

Para que se fique clara a dimensão da obra, Belo Monte deve gerar 41,6 milhões de MWh/ano, o suficiente para atender ao consumo de 20 milhões de pessoas durante um ano. A área inundada pela usina hidrelétrica corresponderá a um terço da área inundada por Itaipu. Estima-se que em 2020, Belo Monte atenda a 6,4% do consumo de energia elétrica do Brasil.

No mês de maio, o engenheiro Paulo Fernando apareceu nos jornais de todo o País, por ter sido alvo de um ataques de índios caiapós durante o encontro Xingu Vivo Para Sempre, na cidade de Altamira (PA). Falando a Terra Magazine, ele reitera que "não houve culpabilidade" por parte dos índios.

A seguir, a entrevista concedida com os engenheiros da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende e Sérgio Almeida.

Terra Magazine - Quanta energia a usina hidrelétrica de Belo Monte irá gerar?
Paulo Fernando Rezende -
Estamos estudando instalar na região duas casas de força, que são as unidades que geram energia. A primeira casa de força, a maior, terá 20 unidades de 550 MW (megawatts), que dá 11 mil MW de potência instalada. A segunda queda de força terá 7 unidades de 25,9 MW que totaliza 181 MW. Então, no total estamos falando de 11.181 MW de potência instalada (NR: o equivalente à energia suficiente para atender ao consumo de 20 milhões de pessoas durante um ano). Vai ser a maior usina genuinamente brasileira em capacidade instalada, pois Itaipu, embora gere mais energia, é dividida com o Paraguai.

E qual será a área inundada?
Paulo -
Estamos prevendo uma área de inundação de 440 km2, dos quais, atualmente, entre 200 e 220 km2 já são inundados pelo próprio rio Xingu durante a época de cheia. (NR: 440 km2 equivale a quase um terço da área inundada pela usina hidrelétrica de Itaipu). Essa usina está integrada ao Sistema Brasileiro. De janeiro a maio ela deve gerar energia em plena capacidade. Ou seja, a energia entra no sistema e é distribuída para o País como um todo. Enquanto isso, as hidrelétricas do Sudeste e Nordeste (Itumbiara, Serra da Mesa e Sobradinho, por exemplo) estarão acumulando água nos reservatórios. Quando chegar a época de seca, quando ela (Belo Monte) irá gerar muito menos energia, as hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste estarão atendendo essa região Norte. O Sistema Brasileiro é todo interligado. Apenas 2% é isolado. A região de Manaus é uma das regiões isoladas, mas há previsão de ser interligada em 2012. O Sistema Brasileiro se comporta de tal maneira que quando está chovendo pouco numa região, outra complementa a energia nessa região.

Em que estágio estão os estudos de Belo Monte?
Paulo -
O inventário estudou o rio Xingu como um todo. Isso foi entregue à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 31 de outubro de 2007. Este difere do que existia no passado. O primeiro inventário feito no Xingu contemplava de 6 a 7 empreendimentos com área alagada de 18 mil km2. O que propomos é apenas um empreendimento com uma área inundada de 440 km2. (NR: o antigo projeto da usina de Belo Monte previa a inundação de 1.225 km2) O projeto está na etapa de estudos de viabilidade técnica econômico-sócio-ambiental na região. Estes estudos ainda serão submetidos ao Ibama, Aneel, Funai etc...

(NR: Depois desta fase haverá a etapa de licenciamento prévio, o leilão, a licença de instalação concedida pelo Ibama e só então as obras serão iniciadas)

Sérgio Almeida - É importante destacar que não será inundada nenhuma terra indígena. A redução de área é muito maior do que a redução de energia em relação ao inventário anterior.

Qual será o impacto ambiental para a região?
Sergio -
Temos um convênio com o Museu Paraense Ermilio Goeldi, que é referência internacional na Amazônia. Os pesquisadores do museu estão fazendo levantamentos na região, tanto da fauna como da flora. Nos também estamos fazendo o censo da região. Depois dessa fase é que serão propostos programas que minimizem estes impactos. Não estamos levando convencimento às regiões, mas informação. Quais pessoas serão atingidas, como será a nova dinâmica dos transportes, qual comércio perderá a freguesia etc... Isso ainda está sendo diagnosticado.

Quando os relatórios estarão concluídos?
Paulo -
O mais rápido possível, mas o Ministério Público impediu os estudos por 24 dias em abril, pois discutiu o acordo que a Eletrobrás fez com três parceiras privadas para fazer o estudo - Camargo Correia, Andrade Gutiérrez e Odebrecht. O Ministério Público entendeu que isso não é correto, mas nós temos parecer favorável do Supremo (Supremo Tribunal Federal). Nós fizemos um convênio e ao final do convênio não existe nenhuma obrigação de que essas empresas participem do leilão. O Ministério Público entendeu que estávamos dando vantagens a essas empresas, mas, essa questão de dizer que quem faz os estudos vai ganhar o leilão foi derrubada pelo ocorrido no leilão da hidrelétrica de Jirau, onde o vencedor do leilão não havia participado dos estudos.

(NR: Paulo Fernando refere-se à licitação da construção da usina hidrelétrica de Jirau. Quem realizou os estudos foi a construtora Odebrecht. Porém, o leilão foi vencido pelo consórcio Energia Sustentável, liderado pela construtora Suez e formado ainda por Camargo Corrêa, Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco - Chesf)

Sérgio - As condições de salubridade hoje existentes em Altamira são as de pior espécie, não há saneamento... O deslocamento ainda será negociado com a população, dentro do que eles demandarem, do que for tecnicamente possível fazer. Existem movimentos contrários (à construção de Belo Monte) que participam das reuniões. O governo do Pará também está fazendo um plano de desenvolvimento do Xingu.

Sobre os impactos que afetarão os índios, já existe algo concluído?
Paulo -
Tudo é feito com a orientação da Funai. As terras indígenas que estão próximas ao empreendimento são: Paquiçamba, Arara da Volta Grande, Trincheira Bacajá e Juruna do km 17. Os índios não serão deslocados em hipótese alguma. A diminuição da vazão não deverá prejudicar a navegação do rio para os índios. (NR: As terras de Paquiçamba e Arara da Volta Grande estão situadas no trecho do rio onde a vazão deverá diminuída)

Sérgio - Uma coisa é não inundar terra indígena, mas que a obra vai incidir obre o modo de vida dessas populações, vai. O que queremos fazer é saber o que é fundamental para essas pessoas viverem, manterem as atividades delas, e de que forma a gente pode diminuir ou compensar o impacto, através do diálogo. Até porque a Constituição determina que eles sejam ouvidos.

O que acharam da reação pública e da forma como a mídia tratou a agressão cometida pelos índios caiapós em Altamira?
Paulo -
Sobre o fato que houve com os índios, não acho que houve culpabilidade deles. Nossa intenção é continuar o diálogo. Então, você vai me desculpar, mas não vou comentar se a opinião pública é boa ou ruim.

Sérgio - Nós apostamos em continuar dialogando com todos setores, dando informação para todos setores que de alguma forma tenham interesse. Nossa obrigação é manter esse diálogo. Naturalmente que se estabelecem regras do jogo, que você não pode ser convidado para fazer uma palestra e levar bordoada. Então isso a gente deixou claro: "Ó, assim não vale". A gente quer continuar dando informação, mas tem que ter um limite de debate. Tem que ter respeito minimamente à integridade. Mas isso aí a gente acha que foi um fato isolado que não reflete nem de perto o estado de espírito das comunidades indígenas com as quais a gente tem feito contato.

Fonte: Terra

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
Patoit Yudja, em 21/01/2010 - 09h28

Na minha opinião, as área indigenas serão alagadas e muitas áreas preservadas serão destruidas já não basta o que os americanos e outros paises desenvolvidos vem fazendo com o meio ambiente poluindo,e aqui no Brasil querem de qualquer maneira acabar com a Amazônia, será que os Srs. não enchergam que gerações não teram oportunidade de poder respirar um ar puro de poder ver florestas, rios sem poluição, temos que parar de querer que o Brasil seja igual ao Americanos que não tem mais nada preservado e vem incentivando a destruição no mundo todo, evolução é preciso mas tem outras formas de se fazer energia sem poluir e destruir o Kubem onde mete a mão é para destruir não para evoluir, vocês dizem que não vai envadir terras indigenas e para que se tenha o apoio dos Indigenas, mas depois da obra começada, as comunidades estarão se ferrando por ter acreditado da palavra dos Srs. ser honesto é abrir o jogo não com falsas promessas que será resolvido a questão sou contra também a construção da hidrelétrica, o que se tem que fazer é pedir para o povo economizar mais energia, fazer-los pagar pelos excessos, fazer doer no bolso ai sim ele aprenderá economizar, o governo quer fazer tudo para agradar o povo mas não é o caminho correto para que se desenvolva, temos que ser racionais e parar de sonhar alto demais ou será a destruição de um pais que até hoje vive em harmonia com o meio ambiente preservado e assim é que queremos que ele continue. ponha-se a mão na consciência o mundo vive num total desenquilibrio ou os Srs. não querem enchergar isto, ou o dinheiro vale mais que vidas humanas enquanto se destroi pessoas morrem de fome pois se usa dinheiro para construir obras faraonicas e o povo passa fome miséria em todo o pais primeiro se deveria dar empregos e matar a fome das pessoas, dar educação, saude etc. art. 5ºcf, vejo a Itaipu um mostro que acabou com as belezas naturais e que ainda pode nos causar conflitos com nosso coirmão Paraguai isso é importante criar conflitos nosso pais parece que adora isso, é garimpeiros, madereiros, grileiros, invasores que pode tudo nesse pais devemos acabar com isso Srs. queremos ver nossa amazônia,o Parque Nacional do Xingu preservado e nossos irmão indigenas valorizados pelas suas culturas e respeitados o que se esta faltando até hoje, respeito.

Huseyin Miranda Sipahi, em 27/11/2008 - 19h34

Cadê o EIA de Belo Monte, cadê a transparência dos comandados por Sarney

 
Últimas notícias do canal
19/10/2017 - 14h22
Tamanduá-mirim é capturado dentro de residência
19/10/2017 - 13h30
Projeto Florestinha planta mudas nativas para recuperação de área
19/10/2017 - 08h00
PMA captura lagarto em quintal de residência
18/10/2017 - 08h13
Calor e vento propagam incêndio que já destruiu 30 mil hectares de parque
16/10/2017 - 18h59
Incêndio consome parque estadual há 4 dias em MS
 
Últimas notícias do site
20/10/2017 - 15h38
Asfalto entre Piraputanga e Camisão vai impulsioncar ecoturismo na região
20/10/2017 - 15h06
Alerta prevê tempestades em 43 municípios de Mato Grosso do Sul
20/10/2017 - 14h13
PMA autua proprietária rural por exploração ilegal de madeira
20/10/2017 - 12h30
PMA autua jovem por manter ave silvestre em cativeiro
20/10/2017 - 11h33
Incêndio em parque estadual de MS é controlado após uma semana com ajuda de chuva, diz Imasul
 

zap

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.