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Meio ambiente - 19/06/2012 - 14h00

Baixa emissão de gás carbônico ilustra matriz energética brasileira




Por Redação Pantanal News/Governo Federal

País responde por menos de 1,2% do total mundial de emissões

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vai apresentar ao mundo as vantagens da matriz energética brasileira, especialmente em relação à baixa emissão de gás carbônico. Durante a Rio+20, estão sendo divulgadas aos participantes informações como o fato de o país emitir menos de 1,2% do total mundial de gás carbônico, que chegou a 30 bilhões de toneladas em 2009.

Segundo a EPE, o Brasil é a sexta economia do mundo e está em 18º lugar no ranking das nações quanto às emissões de gases de efeito estufa provenientes da produção e do uso da energia. “O Brasil é um exemplo de país que conseguiu se desenvolver com baixo conteúdo de carbono. Nossa matriz energética é um exemplo para o mundo”, ressalta o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

Os dados da EPE mostram também que, para cada quilowatt-hora produzido no País, são emitidos 64 gramas de gás carbônico, enquanto a média mundial é de 500 gramas. Isso porque 88% da energia gerada no Brasil provêm de fontes renováveis como a hidreletricidade, a energia eólica e a biomassa. O percentual mundial está em 19%.

Cada brasileiro emite cerca de 1,8 tonelada de gás carbônico com a geração de energia elétrica, enquanto a média mundial é superior a 4 toneladas. Nos Estados Unidos, são produzidas 16,9 toneladas de gás carbônico por habitante na geração de energia. Para a produção de US$ 1 de Produto Interno Bruto (PIB) é emitido 0,16 quilo de gás carbônico no Brasil, que é a metade da média mundial, de 0,33 quilo. Na Rússia, esse indicador é 0,73.

Etanol - Atualmente, graças ao uso do etanol, o país emite um terço a menos de gás carbônico do que emitiria se usasse apenas combustíveis fósseis nos veículos individuais. A meta é que, com o aumento do uso de etanol, em 2020 a redução chegue a 54%. A estimativa da EPE é que, em 2020, o etanol poderá atender a mais da metade da demanda energética da frota de veículos leves do país.

“Esses dados mostram que o Brasil está em uma situação muito boa em comparação com o resto do mundo no que diz respeito às emissões [de gás carbônico], mas o mais interessante é que as projeções para 2020 indicam que vamos poder crescer mantendo essa tendência de matriz de baixo carbono”, diz Tolmasquim.

Fontes renováveis representam 88,8% na geração de energia elétrica

A participação de fontes renováveis de produção de eletricidade aumentou em 2,5 pontos percentuais na matriz elétrica brasileira no ano de 2011, chegando a 88,8%. Os dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN 2012), produzido pela EPE, apontam que, apesar da redução na produção de bioeletricidade a partir da biomassa da cana-de-açúcar, o ano de 2011 apresentou condições hidrológicas favoráveis, o que assegurou aumento de 6,3% na produção hidrelétrica. 

Um dos destaques da atual matriz brasileira de eletricidade é a fonte eólica, cuja geração totalizou cerca de 2,7 mil gigawatts/hora (GWh) em 2011. Na comparação com 2010, a expansão da produção através dos ventos alcançou 24,2%. O elevado percentual de crescimento prenuncia o que deve ocorrer de forma ainda mais expressiva nos próximos quatro anos, quando novos parques – que já estão em construção - entrarão em operação.

 

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