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Indústria e Comércio - 18/06/2012 - 14h29

Exportações de industrializados no Estado já superam US$ 1 bilhão












Por Daniel Pedra - Chefe de Redação do Núcleo de Comunicação do Sistema Fiems

O destaque no período de janeiro a maio de 2012 é para o grupo “Óleos Vegetais” com crescimento de 77,8% sobre igual período de 2011
 
As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos cinco primeiros meses deste ano já atingiram a receita de US$ 1,05 bilhão, o que representa um crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a receita chegou a US$ 1 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na prática, o crescimento ocorre sobre uma forte base de comparação, pois, para se ter ideia, de janeiro a maio dos anos de 2009 e 2010, as receitas totais de exportação de industrializados foram de US$ 385,2 e US$ 655,1 milhões, respectivamente, indicando uma taxa média de alta de 28,4% em 2012.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, esse aumento reflete, diretamente, na participação das vendas de produtos industrializados no total das exportações de Mato Grosso do Sul. “Neste período analisado, a indústria já é responsável por 63,4% da receita de US$ 1,65 bilhão obtida com tudo que foi exportado pelo Estado de janeiro a maio, confirmando as nossas expectativas de que devemos encerrar o ano de 2012 com receita acima dos US$ 2,87 bilhões alcançados em 2011 apenas com a venda de indutrializados. Mês a mês os dados comprovam que a indústria estadual prossegue no mesmo ritmo dos últimos dois anos com as exportações de industrializados ficando bem próximas dos US$ 3 bilhões”, calculou.

O levantamento do Radar da Fiems ainda aponta que, com uma receita equivalente a US$ 296,4 milhões obtida no mês passado, maio registra o segundo melhor resultado já alcançado em toda a série histórica da exportação de industrializados de Mato Grosso do Sul, ficando atrás somente de setembro de 2011 com US$ 354,9 milhões. Na comparação com os resultados de igual mês, vale ressaltar que de janeiro de 2009 até agora foram registradas 31 quebras de recorde nas receitas de exportação. Além disso, o valor de US$ 296,4 milhões obtido em maio tem um crescimento de 11,1% sobre igual mês de 2011, quando o montante foi de US$ 267,4 milhões.

Com relação ao volume de industrializados exportados no período de janeiro a maio deste ano, o total é de 2,71 milhões de toneladas, indicando uma redução de 10,3% em relação à igual período de 2011, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 3,02 milhões de toneladas de produtos industrializados. Na análise somente do mês de maio, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 925,9 mil de toneladas, demonstrando, deste modo, uma redução de 3,2%, em volume sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 956,7 mil toneladas.

Principais grupos
 
No ano, os principais grupos de industrializados que apresentaram crescimento nas exportações são os do “Complexo Carne”, com alta de 12,6%, “Açúcar e Álcool”, com elevação de 44,9%, “Papel e Celulose”, com aumento de 8,2%, e “Óleos Vegetais Bruto e Refinado”, com expansão de 77,8%. No caso do “Complexo Carne”, até o momento, os produtos de maior destaque são as carnes desossadas e congeladas de bovinos, carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos, bexigas e estômagos de animais, exceto peixes e tripas de bovinos que proporcionaram um acréscimo, em receita, no comparativo com igual período de 2011, equivalente a US$ 52,6, US$ 15,6, US$ 5,8 e US$ 2,8 milhões, respectivamente.

Em relação ao ano passado, dois aspectos permanecem como principais destaques até agora: as vendas externas de carne bovina apresentam melhor desempenho frente a 2011, especialmente, por conta das compras efetuadas pela Rússia, e há uma inversão em relação ao desempenho ocorrido no ano anterior, com a queda nas vendas dos pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e as carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços. No primeiro caso, os russos, que sempre estiveram entre os principais compradores do produto sul-mato-grossense, adquiriram o equivalente a US$ 52,9 milhões em 2011 e, somente nos cinco primeiros meses de 2012, os valores já atingiram a marca de US$ 113,4 milhões, resultando em aumento de 114%.

Já no segundo caso os dois produtos citados - pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços - apresentam uma redução líquida, em receita, da ordem de US$ 25,6 milhões. No grupo “Açúcar e Álcool”, até o mês de maio, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 205,9 milhões, demonstrando, sobre igual intervalo de 2011, um crescimento nominal de 44,9% na receita, resultando em um valor adicional de US$ 63,8 milhões. Em relação aos compradores, até o momento, os principais são a Nigéria, com US$ 40,8 milhões ou 19,8%, Rússia, com US$ 36 milhões ou 17,5%, Marrocos, com US$ 29 milhões ou 14,1%, e Bangladesh, com US$ 22,5 milhões ou 10,9%.

Quanto às exportações de “Papel e Celulose”, o destaque, naturalmente, fica por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose), que até agora, em 2012, registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 182,3 milhões ou 90,6% da receita total do grupo, que tem como principais comparadores, até o momento, a China, com 30,3% ou US$ 60,9 milhões, Holanda, com 15,2% ou US$ 30,6 milhões, Itália, com 13,8% ou US$ 27,8 milhões, e Espanha, com 8,4% ou US$ 16,8 milhões. Já no grupo “Óleos Vegetais Bruto e Refinado” a receita de exportação ficou em US$ 73,5 milhões, apontando um crescimento de 77,8% sobre igual período de 2011, quando a receita obtida foi de US$ 41,4 milhões, tendo como principais compradores a China, com 54,3% ou US$ 39,9 milhões, a Índia, com 22,2% ou US$ 16,3 milhões, e o Irã com 6,4% ou US$ 4,7 milhões.


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