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Indústria e Comércio - 18/06/2012 - 08h29

No Estado do Pantanal, indústrias adotam gestão de sustentabilidade




Por Daniel Pedra - Chefe de Redação do Núcleo de Comunicação do Sistema Fiems

Estado abriga polo de papel e celulose inteiramente abastecido por florestas renováveis de eucalipto, além de produzir energia limpa usinas sucroenergéticas

O setor industrial de Mato Grosso do Sul oferece bons exemplos de indústrias que adotam práticas de produção sustentáveis, tema-base da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), que está sendo realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na cidade do Rio de Janeiro (RJ) até o próximo dia 22.

O Estado, que tem o Pantanal como um dos maiores e bem preservados biomas do Planeta, também se destaca quando abriga um polo de papel e celulose inteiramente abastecido por florestas renováveis de eucalipto, além de produzir energia limpa e renovável nas usinas do setor sucroenergético, tijolos ecológicos e manter modelos de efluentes zero em várias plantas já em funcionamento.

Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os caminhos para aumentar a produtividade e competitividade passam, necessariamente, pela adequação a um modelo de sustentabilidade que vai bem além do respeito ao meio ambiente. Empresário do setor de alimentos, Longen acredita que a gestão de tratamento de efluentes para processar o tratamento dos resíduos sólidos, líquidos e atmosféricos, é uma boa solução para as indústrias do seu segmento.

Na opinião do biólogo e mestre em saneamento ambiental e recursos hídricos José Luiz Gonçalves, ex-professor da UFMS, a gestão ambiental também pode dar retorno financeiro à empresa. Diz ele que atualmente, não basta só fazer o tratamento dos efluentes e resíduos. Também é preciso estar plenamente adequado aos padrões estabelecidos por lei e já há uma preocupação dentro do setor industrial nesse sentido.

Papel Ecológico

A Fibria, líder mundial na produção de celulose de eucalipto, com capacidade produtiva de 5,25 milhões de toneladas anuais de celulose nas fábricas de Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), utiliza madeira proveniente de florestas 100% plantadas, além do uso sustentável de energia e água. A indústria investe em fontes alternativas para minimizar os possíveis impactos ambientais causados pelo processo produtivo, utilizando recursos naturais renováveis na geração de energia (madeira e biomassa líquida) e combustível menos intensivo em carbono, como o gás natural.

O gerente de recuperação e utilidades da Fibria no Estado, Fernando Raasch Pereira, afirma que quase toda energia gerada na Indústria vem de subprodutos do processo produtivo. A característica sustentável dessa energia produzida traz um ganho extra para todas as unidades da empresa, que geram excedentes e comercializam energia elétrica na rede pública nacional. “O preço dessa energia é diferenciado, porque é produzida por meio de fontes sustentáveis causando menos impactos ambientais”, revela Fernando Raasch Pereira.

A unidade industrial da Fibria em Três Lagoas gera 120 MWh (Megawatts hora) de energia e 30 MWh da energia produzida, o equivale a 30% da produção diária é disponibilizada na rede pública nacional, enquanto os outros 90 MWh da produção são consumidos pela própria indústria. Combinada à produção de excedente de energia produzida na unidade de Três Lagoas da Fibria, a energia sustentável é suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 100 mil habitantes.

Na International Paper todos os papéis produzidos são provenientes de florestas de eucalipto certificadas. “Nosso processo produtivo inclui ações com meio ambiente, boas práticas de segurança e responsabilidade social”, pontua o gerente-geral da unidade de Três Lagoas, Alcides de Oliveira Júnior.

A empresa, que ocupa a liderança na produção de papéis não revestidos no Brasil, considera que sustentabilidade é sinônimo de competitividade. “É você equilibrar suas necessidades ambientais, sociais e econômicas, buscando constantemente um processo de melhoria contínua”, resume Oliveira.

Energia Limpa

O presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, reforça que a sustentabilidade é um dos pilares do desenvolvimento do setor sucroenegético. Ele mostra dados que indicam o emprego dos resíduos da linhaça para a fertilização das culturas de cana-de-açúcar, enquanto as cinzas das chaminés e a torta do filtro voltam como adubo para as lavouras.

Além disso, o bagaço da cana é usado para cogerar energia para alimentar o processo produtivo das unidades e o excedente destinado para o sistema nacional, via comercialização. “Na safra 2012/2013, vamos gerar 1,3 mil Gigawatts/hora, o que é suficiente para atender todo o consumo residencial do Estado durante um ano”, anuncia. Hoje, das 22 indústrias, 9 já estão cogerando energia para comercialização e as outras 13 produzem para consumo próprio.

E quando se leva em conta também a produção do etanol, que é um exemplo de combustível sustentável, pois emite na atmosfera 89% menos de gases em comparação aos similares, o setor sucroenergético mostra todo seu potencial para alcançar um papel de destaque na busca por modelos de sustentabilidade.

Hollanda mantém convicção de que o setor é exemplo de indústria sustentável. “Temos um padrão a ser seguido. Afinal, desenvolvemos mais de 30 projetos sociais e ambientais nas usinas de açúcar e álcool instaladas no Estado, como por exemplo, a recuperação de áreas degradadas. Nossa postura é sustentável, produzimos o equivalente a todo o consumo de energia elétrica do Estado e é energia limpa”, completa.

Ecotijolos

O destaque no seu processo de produção levou a Eco Máquinas até a Rio+20, onde apresenta alternativas de materiais ecologicamente corretos para a fabricação de tijolos com as máquinas produzidas na fábrica instalada em Campo Grande. “Estamos participando como expositor e conferencista”, revela o diretor-presidente da empresa, Luclécio Festa.

Em meio aos debates da Rio+20, a Eco Máquinas apresenta em seu estande a fabricação demonstrativa de pisos, tijolos e blocos, todos com materiais alternativos, como resíduos de construção, marmoraria, cupins de fazendas e até lixo não-reciclável. “Nossas máquinas podem produzir tijolo à base do lixo não-reciclável, passando por um processo rigoroso de desbacterização e desodorização, ficando exatamente igual a um tijolo comum feito com cerâmica. A empresa já exporta seus produtos para cerca de 20 países”, disse Luclécio Festa.






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