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Indústria e Comércio - 14/05/2012 - 11h09

Exportações de industrializados de MS chegam a US$ 751,6 milhões em 4 meses









Por Daniel Pedra - Chefe de Redação do Núcleo de Comunicação do Sistema Fiems

O destaque é para o grupo “Complexo Carne”, com as vendas externas apresentando melhor desempenho por conta das compras efetuadas pela Rússia

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul no primeiro quadrimestre deste ano já atingiram a receita de US$ 751,6 milhões, o que representa um crescimento de 1,63% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a receita chegou a US$ 739,6 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na prática, o primeiro quadrimestre de 2012 registrou o melhor resultado para o período em toda a série histórica da exportação de industrializados de Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, vale destacar que o crescimento ocorre sobre uma forte base de comparação, pois, para se ter ideia, no primeiro quadrimestre dos anos de 2009 e 2010, as receitas totais de exportação de industrializados foram de US$ 279 e US$ 475,1 milhões, respectivamente, indicando deste modo, uma taxa média de crescimento da ordem 28,1% no período considerado. “Com certeza é um resultado muito animador. Os dados comprovam que a indústria estadual prossegue no mesmo ritmo dos últimos dois anos, quando as exportações de industrializados fecharam com receita acima de US$ 2 bilhões e, neste ano, devemos ficar bem próximos dos US$ 3 bilhões”, estimou.

Ainda conforme o levantamento do Radar da Fiems, com uma receita equivalente a US$ 198,3 milhões, abril de 2012 também registra o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados de Mato Grosso do Sul, lembrando que, quando comparado com abril de 2011, quando o valor foi de US$ 192,9 milhões, o crescimento nominal foi de 2,8%. Por fim, quando comparado com os resultados de igual mês, vale ressaltar que de janeiro de 2009 até agora foram registradas 30 quebras de recorde nas receitas de exportação.

Quanto à participação relativa, no mês, as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 55,2% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul, enquanto, no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação é de 64,5%. Ainda no mês de abril, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 603,9 mil de toneladas, indicando, deste modo, uma redução de 15,8%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 717,3 mil toneladas. Já no acumulado do ano, o volume total alcança 1,78 milhão de toneladas, indicando uma redução de 13,5% em relação à igual período de 2011, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 2,06 milhões de toneladas de produtos industrializados.

Principais grupos
 
No ano, os principais grupos de industrializados que apresentaram crescimento nas exportações são os do “Complexo Carne”, “Papel e Celulose”, “Açúcar e Álcool” e “Extrativo Mineral”. No caso do “Complexo Carne”, até o momento, os produtos de maior destaque são as carnes desossadas e congeladas de bovinos, carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos, bexigas e estômagos de animais, exceto peixes e tripas de bovinos, que proporcionaram um acréscimo, em receita, no comparativo com igual período de 2011, equivalente a US$ 27,5, US$ 12, US$ 4,6 e US$ 1,8 milhões, respectivamente.

Adicionalmente, em relação ao ano passado, dois aspectos permanecem como principais destaques até agora. O primeiro é que as vendas externas de carne bovina apresentam melhor desempenho frente a 2011, especialmente, por conta das compras efetuadas pela Rússia. Já o segundo aspecto mostra, também, uma inversão em relação ao desempenho ocorrido no ano anterior, pois, só que nesse caso, produtos que tiveram forte expansão em 2011, como os pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e as carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços, iniciaram 2012 com pouca força ocasionada, em maior parte, pelas reduções nas compras efetuadas por Japão e Holanda.

Quanto às exportações de “Papel e celulose” o destaque, naturalmente, fica por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose), que até agora, em 2012, registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 150,3 milhões ou 90,6% da receita total do grupo. Quando comparado com igual período de 2011, houve um crescimento nominal de 9,8% na receita obtida com o produto. Ainda em relação ao grupo, outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m² que somaram, até agora, o equivalente a US$ 14,6 milhões ou 8,8% do total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 46,4% maior. Por fim, os principais comparadores, até o momento, são a China, com 32,9% ou US$ 54,7 milhões, Holanda, com 15,7% ou US$ 26 milhões, Itália, com 11,9% ou US$ 19,8 milhões, e Espanha, com 8,6% ou US$ 14,2 milhões.

No grupo “Açúcar e álcool”, até o mês de abril, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 132,4 milhões, indicando, sobre igual intervalo de 2011, um crescimento nominal de 18,4% na receita, resultando em um valor adicional de US$ 20,6 milhões. Em relação aos compradores, até o momento, os principais são a Nigéria, com US$ 23,1 milhões ou 17,4%, Bangladesh, com US$ 22,5 milhões ou 17%, Rússia, com US$ 14,7 milhões ou 11,1%, e Marrocos com US$ 11,2 milhões ou 8,5%. Já no grupo “Extrativo Mineral”, o valor alcançado nos quatro primeiros meses do ano ficou em US$ 82,7 milhões, indicando, assim, uma redução nominal de 34,1%, na comparação com igual de período de 2011, quando a receita total foi de US$ 125,4 milhões. Tal desempenho, segundo as empresas do segmento, segue influenciado pelas restrições decorrentes da navegação no Rio Paraguai.

 

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