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Antidrogas - 16/04/2012 - 10h57

Escolas podem agendar com a Denar palestra que ensina jovens a dizer "não" às drogas




Por Redação Pantanal News/Karina Lima-Notícias.MS

Kayke Niz

          Campo Grande (MS) – As escolas estaduais da Capital interessadas em debater com seus alunos os perigos e danos provocados pelo uso de álcool e drogas podem agendar com a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) palestras educativas de prevenção e combate ao uso de entorpecentes. Para isso basta a direção do colégio entrar em contato pelo telefone (67) 3341-5055. O agendamento será feito conforme a disponibilidade de data.

          As palestras têm como público-alvo alunos do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. “O projeto é voltado para os adolescentes, porque debater esse tema requer uma maturidade maior por parte dos participantes. Trabalhar com criança requer muito mais cuidado”, explica o delegado titular da Denar, Marcos Takeshita. Muitas vezes, é ele próprio que vai até as escolas para essa conversa com os alunos.

          Esta semana o projeto chegou aos jovens da Escola Estadual João Carlos Flores, no bairro Rita Vieira. Foram ministradas duas palestras, para as turmas do ensino médio, nos períodos da manhã e da noite.

             Conhecer os riscos, saber dizer "não"

           Vídeos, apresentações em slides e uma maleta com amostras de diferentes tipos de entorpecentes, tudo é apresentado aos jovens durante as palestras como forma de ilustração para informar e prevenir.

          Essa é uma didática que prende a atenção, como aconteceu com os adolescentes da escola João Carlos Flores. Durante o encontro, a cada novo slide, a palestrante, a investigadora da Denar Suely Baldo, retira da maleta a substância (droga) apresentada no telão. “O que em um primeiro momento pode parecer só uma ‘folhinha’ ou ‘pó’ é na verdade substância química e perigosa que destroi os neurônios, e em alguns casos pode provocar o retardo mental”, explica a policial.

           “Conhecendo o problema e os riscos à saúde é mais fácil promover a proteção. O adolescente que conhece os danos das drogas estará muito mais preparado para se defender dos perigos nas ruas. Boa parte dos jovens tem conhecimento que elas fazem mal, mas não sabe a que ponto os danos chegam”, conta o delegado Marcos Takeshita.

           Segundo a investigadora Suely Baldo, uma única pedra de craque tem a capacidade de destruir até 10 mil neurônios. “O traficante em si não usa drogas. O traficante mesmo não é bobo de usar, o que ele quer é vender, ter lucro. Seja esperto e não caia nesse golpe”, é a orientação dada por ela.

               Projeto

           O projeto que promove reuniões nas escolas é aplicado desde 2010 e já apresenta resultados. “Percebemos muitas denúncias por parte da população e boa parte é de pessoas que participaram das palestras”, afirma o delegado Marcos Takeshita.

           Nos colégios são pautados temas como: o golpe "boa noite cinderela" – em que uma vítima consome sem saber uma bebida com droga diluída; álcool; cigarro; cola de sapateiro; ansiolíticos – remédios para ansiedade e obesidade que em doses excessivas causam dependência, e drogas ilícitas (maconha, haxixe, craque, pasta base, LSD e ópio). “Desde que modifique o sistema nervoso central, é droga. Boa parte do consumo de drogas e dependências começa pelas bebidas alcoólicas e maconha”, alerta o delegado.

          Nas palestras as drogas são apresentadas aos estudantes por meio de classificações: depressiva, estimulante e perturbadora. Segundo a Denar, os estudiosos fazem essa divisão por classe com base na ação que cada tipo exerce sobre o sistema nervoso.

            Classificações das substâncias

          As depressoras são substâncias que diminuem a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais lentos. Fazem parte desse grupo o álcool, os tranquilizantes, o ópio (extraído da planta Papoula) e seus derivados, como a morfina e a heroína.

          Já as tidas como estimulantes aumentam a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais rápidos. Excitam especialmente a área sensorial e motora do organismo humano. Nesse grupo estão as anfetaminas, a cocaína (produzida das folhas da planta da coca) e seus derivados, como o crack e pasta base.

          E as perturbadoras são as drogas que fazem o cérebro funcionar de uma maneira diferente, muitas vezes com efeito alucinógeno. Não alteram a velocidade dos estímulos cerebrais, mas causam perturbações na mente do usuário. Incluem a maconha, o haxixe, os solventes orgânicos (como a cola de sapateiro) e o LSD (ácido lisérgico), também popularmente conhecido como “bala”.

          Muitas das drogas podem combinar mais de um efeito. Das chamadas drogas com efeito misto a mais conhecida é o ecstasy, metileno dioxi-metanfetamina (MDMA), que produz uma sensação ao mesmo tempo estimulante e alucinógena.

              Entorpecentes e crimes

           O delegado da Denar, Marcos Takeshita, revela que é possível até classificar um crime com base no uso de drogas que um indivíduo consome, a exemplo das drogas perturbadoras, como o LSD, que tende a envolver os dependentes em ocorrências de suicídios, por estimular a alucinação ou a sensação sinestésica – que é um estado neurológico que provoca a mistura de sentidos - sendo possível sentir aroma nas cores e cores nos sons.

           “A pessoa sob efeitos do LSD tende a ver monstros, ou seja, ver coisas onde não tem. Imagine um usuário que está em um prédio e tem uma alucinação, é possível que ele se jogue da sacada ou janela. Não é que ele queira se matar, mas fugir das supostas ‘ameaças’”, explica o delegado da Denar.

               Mais danos à saúde

            Os entorpecentes, além de danificar irreversivelmente o sistema nervoso, ainda podem levar a doenças infecciosas. O uso coletivo de seringas para a injeção de drogas é um dos principais meios de transmissão do vírus da Aids e da hepatite B e C.

            A última palestra da Denar aconteceu na terça-feira (10) na Escola Estadual João Carlos Flores, bairro Rita Vieira. A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) fica situada na rua Estrela do Sul, 679, Vila Vilas Boas, Campo Grande.

Aline Lira

 

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