zap
GOV EMPREGO 22-06
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Artigos - 27/11/2008 - 11h10

Quem bate em mulher, o que é?




Por José Pedro Frazão (*)

Alguém já viu cachorro bater em cadela?

Outro dia, um grito da rua invadiu meus aposentos e conduziu-me à janela a tempo de ainda assistir a uma corriqueira briga de casal. Um sujeito pançudo com ar de autoridade discutia, a passos largos, com uma mulher franzina de pisar ligeiro que ele conduzia aos empurrões. O marmanjo freava sua vítima com alternados e violentos puxões de cabelos seguidos de palavrões indizíveis nesta crônica.

Logo atrás, fiel e indiferente, um vira-lata farejava os passos do casal briguento. Mas qual não foi minha surpresa ao ver o meu cachorro abrir o portão e sair eriçado em perseguição ao pequeno transeunte que lhe invadia o território.

À frente dos cães, mais um tapa, mais um puxão, mais um palavrão, mais um grito feminino. Até que o meu cachorro alcançou o outro, e, para alívio de todos, após a identificação olfato-escatológica, percebemos que o intruso se tratava, na verdade, de uma cadela. O respeito e o cavalheirismo instintivos do meu cão pela fêmea o demoveram da idéia de violência e ele ainda voltou satisfeito para casa.

Já dobravam a esquina mais um tapa, mais um puxão de cabelo, mais um palavrão e mais um grito, quando analisei aquela situação e percebi o quanto os cachorros podem nos ensinar em matéria de respeito ao próximo, especialmente pelo sexo oposto.

Não é da natureza dos animais machos agredirem as fêmeas. E nas raríssimas vezes em que ocorre briga de casal é ela que agride o macho. Lembram dos aracnídeos? Certas tarântulas matam o macho após a fecundação. Também há cobras que fazem o mesmo, devorando o companheiro depois da cópula. Há mil exemplos na zoologia, mas nos basta saber que na natureza o macho só bate na fêmea em condições excepcionais.

Os animais só matam para se defenderem ou para se alimentarem. A agressividade dosada é natural em todas as espécies, mas a violência é uma aberração humana, fruto da ignorância, do descontrole, da fraqueza e das neuroses. No reino animal, com raríssimas exceções, os machos só brigam com machos, enquanto as fêmeas brigam com fêmeas. As cadelas, por exemplo, só temem ou odeiam as outras cadelas.

No caso das mulheres (sem nenhuma comparação canina), assim como grande parte delas gosta de andar de mãos dadas, de se acariciar e de trocar elogios e solidariedade (ao contrário da maioria dos homens), parecem, ao mesmo tempo, predispostas a se odiarem. Quando as unhas não alcançam, a língua dá conta do recado. A rivalidade feminina parece fruto da vaidade.

Esta aversão interfeminina e a preocupação de defesa da fêmea pelo macho fazem partes da sabedoria da natureza, onde o sexo frágil tem regalia preservacionista. Afinal, é preciso salvaguardar a fonte da espécie, pois a sobrevivência dos seres vivos depende muito mais das fêmeas. Assim, à luz da ciência natural, é possível compreender por que a agressão recorrente ao sexo feminino é um comportamento de natureza feminina e não masculina.

De acordo com este raciocínio, é possível que o homem que bate em mulher sofra de distúrbios de personalidade, ou seja, o seu lado masculino não é capaz de conter o lado feminino oculto que aflora para agredir a fêmea, que o estaria ameaçando na disputa inconsciente de sexos. A única forma que esses machos humanos encontram para se sentir seguros, firmar sua identidade, sua autoridade e domínio sobre a parceira é a violência.

Este fenômeno do instinto feminino agressivo dá-se até entre os insetos. Mas nos basta o exemplo do cão, que é o melhor amigo do homem, para ensiná-lo que quem bate em mulher não é o lado masculino, mas o seu incontrolável e oculto instinto feminino, o que não acontece com os cachorros e outros irracionais. 

Sem nenhum complexo de gênero, parece-nos que os gays, por exemplo, vivem um conflito de amor e ódio com as mulheres, por um distúrbio diferente ainda em estudo. Apesar de gostarem de homens, tendem a ser mais agressivos com eles do que com elas, a quem invejam e se associam com revelada cumplicidade. No caso dos homossexuais em geral o que aflora é o instinto do sexo sempre oposto, ao contrário dos heterossexuais violentos, cujo problema é a ocultação inconsciente de possível tendência ao homossexualismo.

A apropriação da parceira e o ciúme exagerado, assim como a violência, além de caracterizarem machismo, podem indicar a homossexualidade oculta, revelada pela insegurança e fraqueza emocional (características mais femininas), pois os verdadeiros machos são dóceis com o sexo oposto e têm como característica a segurança no seu poderio masculino. Por isso os machos autênticos não são violentos com as parceiras, nem possessivos, nem tão ciumentos. A exemplo dos cães, são controlados e não batem nas fêmeas. Talvez por isso as mulheres adoram cachorros.

Quem bate em cadela é cadela. Quem bate em mulher é o quê?. Cachorro que bate em cadela é cachorro louco. Homem que bate em mulher é mais que louco, é mais que covarde; é um fraco, doente e carente de masculinidade. Homem que pratica violência contra a mulher é indivíduo desequilibrado emocionalmente que utiliza a força bruta como única arma na guerra dos sexos, na ânsia inglória de firmar sua confusa identidade. E se o meu cachorro não conseguiu explicar, Freud explica.


(*) José Pedro Frazão, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, é autor dos romances ecológicos Tuiuiú my brother e Nas águas do Aquidauana eu andei.

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
 
Últimas notícias do canal
22/05/2017 - 09h01
Heraldo Pereira e Bosco Martins: um breve reencontro entre amigos
04/05/2017 - 14h30
Dr. Francisco Cavalcante Mangabeira – Parte VI
02/05/2017 - 11h08
O poeta de Sobral
24/04/2017 - 09h53
Dr. Francisco Cavalcante Mangabeira – Parte V
20/04/2017 - 15h12
Adolescentes em risco de suicídio e o jogo da Baleia Azul
 
Últimas notícias do site
26/06/2017 - 10h15
Rotai captura mais dois foragidos da justiça em Aquidauana
26/06/2017 - 09h40
Concursos em MS reúnem quase 300 vagas e salários de até R$ 14,9 mil
25/06/2017 - 15h13
Em Furnas do Dionísio, governador entrega obra de R$ 315 mil e anuncia novos investimentos
24/06/2017 - 10h02
Em época de festas juninas, cuidado com fogos e fogueira; confira dicas de segurança do Corpo de Bombeiros
23/06/2017 - 16h02
TVE em Maracaju: governador Reinaldo e prefeito Maurílio Azambuja reativam sinal neste sábado
 

zap

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.