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Artigos - 26/11/2008 - 09h25

O Grito da Terra




Por Ivo Linsmeyer (*)

 

                          Camisão e Piraputanga pedem:

                              Socoooooooorrrrroooo!!!!

 

      Há cerca de quinze ou vinte anos atrás, lá pelo inicio dos anos noventas,  quando aqui chegamos, havia no entorno destes morros de Camisão e Piraputanga, em toda a sua circunferência, nascentes de água. Minas do cristalino e precioso líquido, surgiam em todas as épocas do ano, nos mais variados pontos que se andasse, e isso não era nenhuma novidade pra ninguém, uma vez que isso sempre fora assim.

       Como era muito natural os riachos fluíam abundantes com muita água e de excelente qualidade, como o córrego Paxixi, o do Morcego, o das Antas e tantos outros como bem se lembram todos os moradores mais antigos destes distritos.

        Mas nas fazendas não se perdia tempo. Os tratores, principalmente os de esteira trabalhavam a todo vapor, os pastos foram tomando conta do platô lá encima, e em muitas partes, não sobrou nem sinal da mata nativa, pois o capim para o gado adquiriu tal importância em cada metro quadrado, que foram retiradas todas as árvores, até mesmo aquelas que poderiam servir de proteção para que os animais não rolassem lá de cima.

       Assim a terra ficou nua, impermeabilizada, permitindo uma enorme erosão que foi assoreando os nossos rios, e em contra partida a água da chuva não mais se infiltra no solo, até pela falta das raízes das árvores que são os principais condutores dessa infiltração.

       E assim  nós fomos vendo ano a ano a diminuição de nossas nascentes que se tornaram verdadeiros fiapos de água, sendo que antes eram verdadeiros rios de águas frescas e cristalinas. Havia lagoas nos baixadões com água permanente durante o ano todo, onde se concentravam aves aquáticas em virtude do ciclo de micro vida ali existente.  Todos se lembram que dentro do distrito havia brejões de ambos os lados, os moradores tinham água em abundancia, retiradas dessas minas, e que dali fluíam no que hoje seria considerado um verdadeiro desperdício.

       Não era desperdício, a natureza ainda não  estava nos dando o troco por nossas irresponsabilidades. Já havia nesta época algumas pessoas que começavam a prever esse desastre ecológico, mas não tinham força e nem conhecimento suficiente para lutar contra isso, ou pelo menos não sabiam que tinham.

       Assim fomos destruindo, ou pelo menos deixando que os outros fossem destruindo esse habitat natural, privilegiado que temos, algo singular em belezas naturais. Que o digam os nossos visitantes que ainda vem nos finais de semana se banhar em nossos fiapos de água, mas que estão notando que a cada ano que passa, essa água está diminuindo. Agora depois que já vimos no que está se transformando a nossa região por essa destruição de nossas riquezas naturais, substituídas pelo pasto que apenas deixa mais ricos os fazendeiros, estamos de novo esperando de boca aberta que outros vendilhões da natureza nos imponham um desastre ainda pior.

        Agora depois de alardearmos que estaríamos lutando por uma reserva ecológica nestes distritos que detém essa maravilha natural, estamos permitindo que a nossa região se transforme numa sucursal do inferno.

       Sucursal do inferno sim, porque já temos muito calor em nossa região provocado pela natural destruição de nossa vegetação, o que deixou expostas principalmente a grande quantidade de pedras, principal composição destes morros, o cerrado virou em pasto, e agora o pasto está sendo substituído por uma enorme plantação de eucalipto, que já se encontra em pleno andamento, e o que todos já sabem é que essa espécie exótica que nem é do nosso Continente,  necessita de muita água para  o seu desenvolvimento, o que fará secar de vez a nossa água já tão escassa.

       Será que mais uma vez vamos esperar calados, sem mostrarmos nenhuma indignação para com essas atitudes do capitalismo selvagem, que pensa apenas no retorno financeiro, em prejuízo de todos os demais valores, sejam eles ecológicos, ambientais, ou de sobrevivência das minorias que aqui estavam muito antes? Será que essa sucursal da indústria siderúrgica, altamente poluidora, teria mesmo que se instalar em um refúgio ecológico, sendo que existem terras abandonadas e muito baratas em todo o Estado que estão degradadas e precisam nestes novos tempos de aquecimento global, de ser recuperadas?

       Esta sim deveria ser a preocupação até governamental, num projeto de recuperação. Já estamos sabendo que essa famigerada indústria capitalista selvagem, está retirando o pouco que resta de nossa vegetação nativa, para  em seguida substituí-la por essa plantação exótica altamente necessitada de água. Será que vão gerar muitos empregos em Camisão e Piraputanga? Será que o asfalto de nossa estrada ecológica está preparado para receber esses pesados caminhões de madeira ou de carvão, que irão sem dúvida trafegar por dentro de nossos patrimônios, deixando muita poeira e muita sujeira? Será que os moradores da estrada da furna do Morcego foram consultados se querem ver suas propriedades transformadas num verdadeiro caos de poeira, que é no que se transformará o que era um verdadeiro oásis de sossego e paz, onde os amantes das belezas naturais vinham pra se refrescar no riacho, na cachoeira, filmando e fotografando as nossa belezas apenas nos feriadões e finais de semana?  Será que nós de Camisão, de Piraputanga, de Aquidauana, de Anastácio e de toda a região estamos querendo isso?  Mesmo sabendo que uma industria é importante, será que nós não deveríamos ter sido consultados, tomando parte nesta importante decisão que afetará a vida de todos nós,  como cidadãos que aqui vivemos?  Será que em tempos de aquecimento global, quando novas idéias, em relação ao meio ambiente, em relação ao uso consciente da água  e de nossos recursos naturais tomam conta das pessoas em todo o Planeta, nós aqui vamos continuar permitindo esse crime contra nós mesmos? Não seria talvez este o momento de darmos o nosso grito como cidadãos conscientes de nosso dever para  defendermos  o pouco que ainda nos resta de nossas belezas naturais?

Lembrem-se,  o Planeta já está nos cobrando essa consciência há muito tempo. Reflitamos....

Maiores informações com Ivo.  67 9952 2959 ou 67 9209 8622. 

No orkut- Blog de Camisão Aquidauana.

(*) Ivo Linsmeyer

escritor e comunicador da rádio Independente de Aquidauana, MS

 

 

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Comentários
maestroney, em 13/04/2009 - 13h05

parabens pela denuncia........assista meu video PORQ ACABARAM COM O trem do pantanal http://www.youtube.com/user/NeyTheBoss2008

 
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