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Artigos - 15/11/2008 - 07h15

Noticiários Fortes




Por Luciano Pires (*)

Fico imaginando o horror que devem ser as reuniões de pauta dos telejornais brasileiros neste finalde ano. As televisões precisam atingir as metas de faturamento e lucro e para isso necessitam de audiência. E este ano vinha muito bem: eleições no Brasil e nos EUA; crise global; Olimpíada; guerra de polícias... E os grandes sucessos de audiência: os casos Isabela Nardoni e Eloá Pimentel.

Mas este último trimestre promete ser magrinho, né? Se não aparecer uma tragédia pavorosa em breve, vamos ter cabeças rolando nas redações! Quer ver? Na Folha de S.Paulo, o colunista Daniel Castro dá a seguinte informação:

“Os telejornais da Record perderam audiência depois das coberturas dos casos trágicos de Isabella Nardoni e Eloá Pimentel. Durante a cobertura do caso Isabella, entre abril e maio, o "Balanço Geral" teve média de 11 pontos na Grande SP. Em setembro, a média do programa caiu para 5,5 pontos. O "SP Record" apresentou um crescimento de 26% durante o caso Eloá, em outubro. Já nos primeiros dias de novembro, perdeu 16% de audiência. Outro noticiário que se beneficiou das tragédias foi o "Jornal da Record", que apresentou uma pequena queda em novembro. Durante o mês de outubro, o programa teve crescimento de 12%. Nodia da invasão do cativeiro de Eloá, foi registrado um pico de 17,6 pontos.Em nota, a emissora de Edir Macedo disse que seus telejornais sempre crescem com noticiários fortes e não apenas em casos policiais.”

“Noticiários fortes”. O que faz um noticiário ser forte? O fato noticiado ou a cobertura que se dá ao fato? As duas coisas, não é mesmo? Mas há uma diferença. Uma tragédia, um atentado, tem uma carga “forte” natural que tanto é mais forte quanto mais espetacular o acontecimento. A queda das torres gêmeas, por exemplo. Ou o buraco do metrô. Mas a tragédia esgota-se. Após algum tempo, passou. Acabou. Quem prolonga os efeitos, dramatiza as conseqüências e transforma os espectadores em parte do acontecimento é a imprensa, ao repetir as imagens, montar os videoclipes do terror, buscar lágrimas e dor incessantemente.

Pô, a função da imprensa não é informar? É. Mas onde se encaixa o “noticiário forte”? Na função de informar ou no espetáculo? Você tem alguma dúvida?

Isso é igualzinho à questão das drogas. A produção e tráfico de drogas só existem em função dos consumidores. Enquanto houver gente para comprar drogas, essa indústria vai proliferar.

E com as televisões despejando drogas em nossas salas de jantar acontece o mesmo. Quem dá audiência aos telejornais somos nós, os consumidores da “droga televisiva”. E eles sabem que quanto mais sangue e tragédias, mais nossa audiência terão. E os programadores de mídia das agências de publicidade ficam ouriçados com suas planilhas. E os gerentesde marketing dos anunciantes mais ouriçados ainda com as “oportunidades” de faturar algum. E nesse turbilhão, perdem-se as referências.

Quem não se lembra das promotoras de um energético fazendo uma “ação promocional” na cratera do metrô? Para os “comunicadores” da empresa a cratera era apenas um evento com muita gente reunida e a mídia assanhada. Lugar perfeito para uma ação promocional...

Essa é a lógica que transforma Isabela e Eloá em produtos explorados avidamente pelos apresentadores histriônicos dos telejornais, cuja função é fabricar “noticiários fortes”.

Mas eles só existem por terem a audiência que você dá. Sem audiência não existem anunciantes. Sem anunciantes não existe dinheiro. Sem dinheiro não dá pra botar “noticiários fortes” no ar. E sem “noticiários fortes", a audiência cai...

Entendeu o jogo? Você é a parte mais importante dele.

(*) é jornalista,escritor, conferencista e cartunista. Faça parte do Movimento pela Despocotização do Brasil, acesse

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