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Artigos - 24/05/2011 - 07h45

Teatro cultural, pleonasmo necessário




Por Bruno Peron Loureiro

É evidente que todo teatro implica o manejo da cultura: a escolha da vestimenta, a elaboração do cenário, a opção por um roteiro em vez de outro, a organização da narrativa, o improviso, os gestos que podem fazer a audiência chorar ou cair em gargalhadas, a consideração de carências e preconceitos inerentes à sociedade.

As peças teatrais permitem uma fluidez que de outro modo não encontraria canais para escoar.

Gosto do teatro que agrega algo ao que sabemos de um determinado assunto ou reelabora nossas convicções de modo inteligente e provocativo. Para esta finalidade, a família, a política e o sexo são temas frequentes, talvez porque nos despertam a curiosidade, o que não impede que outros temas cativem a plateia.

E não é por acaso.

Há sempre um estudo que viabiliza o investimento nalgumas áreas e noutras não.

Uma equipe da empresa Globo, a mesma que age como se fosse um órgão de governo, constatou que a criação do "Big Brother Brasil", entre outros de seus produtos pasteurizados, seria extremamente rentável independentemente dos "dumbos" que o programa alimenta e gera.

Dá-se sempre um jeito de vender o peixe neste país: pedintes encontraram no malabarismo um recurso para sensibilizar os condutores e convencê-los a doar moedas, ainda que algumas secretarias municipais recomendem evitar esmolas.

O Brasil tem demanda para a emergência do humor como recurso para veicular temas habitualmente tidos por enfadonhos. Os programas de escárnio na televisão, como "Pânico na TV", e colunistas que exploram o gracioso, como José Simão, reconduzem os brasileiros aos temas que pouco lhes agregam enquanto seres detentores do atributo do pensamento e dignos de um mundo mais justo.

A maioria dos cidadãos acredita que certos assuntos cabem somente a um grupo especializado discutir, por isso se os tangencia com uma superficialidade assombrosa, no ritmo de "buemba buemba".

Esta delegação de responsabilidades, porém, é o que provoca o alheamento de tantos brasileiros, que ainda creem na "boa" prestação de contas de um sistema representativo de gestão pública, no qual não há mais como acreditar, como atesta o pululante escândalo de corrupção na Prefeitura de Campinas veiculado pela TV Globo.

A maioria deles, destarte, vende-se ao "mercado" da representatividade e suja as mãos para conquistar o poder e mantê-lo, como prescreve o clássico Nicolau Maquiavel, ainda antes da unificação italiana. Outros protagonistas deste sistema de representação política preferem manchar as meias ou criar "laranjas" para suas artimanhas, conquanto depois de reconhecer tantos avanços da democracia.

O ponto conflitivo deste sistema do companheirismo político é que logo se desvendam as incontáveis máfias que exploram os serviços no Brasil, por exemplo a das "concessionárias" de rodovias paulistas e dos taxistas de grandes capitais, uma vez que a paciência dos cidadãos de bem tem limites.

Temos os mafiosos dos táxis, os combustíveis, os satélites, a eletricidade, o chocolate, etc. Criaram-se "agências reguladoras" no Brasil, que resultaram um embuste de uma teatralidade que engana poucos.

Flagraram-se taxistas golpeando um motorista de fora da gangue no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, a gasolina chegou a R$3,50 e o álcool a R$2,70 nalguns estados brasileiros (até então tido por país "auto-suficiente em petróleo" e um exemplo para o mundo em energia alternativa), o país passou a importar cacau porque o sul da Bahia teve as plantações sabotadas por um tal de fungo causador da "vassoura-de-bruxa", e a energia elétrica aumentou 7% no Sudeste, a região "motor" do país. O governo brasileiro delega às empresas transnacionais a exploração da indústria do chocolate, que fatura bilhões de reais anualmente, e reitera sua omissão.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha centenas de milhares de dólares fazendo os discursos ao redor do mundo que lhe conferiram popularidade elevada enquanto presidiu o Brasil. Luiz Inácio promoveu-se a partir da deturpação de programas sociais antecedentes ao seu governo que foram cogitados como impulsos temporais ao desenvolvimento social.

Lula não apostou na mudança de atitude dos brasileiros.

Uma das virtudes do teatro é que os atores podem ser descobertos e desmascarados a despeito da essência deste segmento cultural, que manifesta anseios e inquietações da sociedade onde nasce cada ator e o roteirista e de quem os promove. É o "lugar de enunciação", termo comum no meio acadêmico.

Atraímo-nos por vezes a assistir ao teatro pelo tema ou o título, mas nem toda abordagem nos agrada.

O mesmo tema poderá ter enfoques diferentes, quiçá divergentes. Estas vicissitudes são o que torna o teatro um fenômeno cultural, por mais que a expressão soe um pleonasmo.

Parece-me contraditório, no entanto, que o teatro receba mais incentivos financeiros que o circo, cujo setor cultural se desmancha gravemente num país de tantos fenômenos circenses.

 

 

TEATRO CULTURAL, PLEONASMO NECESARIO

Bruno Peron

 

Es evidente que todo teatro implica el manejo de la cultura: la elección de la vestidura, la elaboración de la escena, la opción por un guión en vez de otro, la organización de la narrativa, la improvisación, los gestos que pueden hacer que la audiencia llore o desate en carcajadas, la consideración de carencias y prejuicios inherentes a la sociedad.

Las representaciones teatrales permiten una fluidez que de otro modo no encontraría canales de evacuación.

Me gusta el teatro que agrega algo a lo que sabemos de un asunto determinado o reelabora nuestras convicciones de modo inteligente y provocador. Para esta finalidad, la familia, la política y el sexo son temas frecuentes, tal vez porque nos despiertan la curiosidad, lo que no impide que otros temas cautiven la platea.

Y no es por casualidad.

Hay siempre un estudio que viabiliza la inversión en algunas áreas y en otras no.

Un equipo de la empresa Globo, la misma que actúa como si fuera un órgano de gobierno, se ha dado cuenta de que la creación del "Big Brother Brasil", entre otros de sus productos pasteurizados, sería extremadamente rentable independientemente de los "dumbos" que el programa nutre y genera.

Se encuentra siempre una manera de vender el pez en este país: niños callejeros hallaron en el malabarismo un recurso para sensibilizar los conductores y persuadirlos a donar monedas, aunque algunas secretarías municipales recomienden evitar limosnas.

Brasil tiene demanda para la emergencia del humor como recurso para vehicular temas habitualmente tenidos por prolijos. Los programas de escarnio en la televisión, como "Pânico na TV", y columnistas que exploran lo gracioso, como José Simão, remanejan los brasileños a los temas que poco les agregan como seres detentores del atributo del pensamiento y dignos de un mundo más justo.

La mayoría de los ciudadanos cree que ciertos asuntos caben sólo a un grupo especializado discutir, por eso se los tangencia con una superficialidad asombrosa, en el ritmo de "buemba buemba".

Esta delegación de responsabilidades, sin embargo, es lo que provoca la enajenación de tantos brasileños, que aún creen en la "buena" prestación de cuentas de un sistema representativo de gestión pública, en el cual no hay más como prestar oídos, según atestigua el profuso escándalo de corrupción en la alcaldía de Campinas transmitido por la TV Globo.

La mayoría de ellos, de este modo, se vende al "mercado" de la representatividad y ensucia las manos para conquistar el poder y mantenerlo, como prescribe el clásico Nicolás Maquiavelo, aún antes de la unificación italiana. Otros protagonistas de este sistema de representación política prefieren manchar los calcetines o crear "naranjas" para sus ardides, aunque tras reconocer tantos avances de la democracia.

El punto conflictivo de este sistema del compadrazgo político es que luego se develan las incontables mafias que exploran los servicios en Brasil, por ejemplo la de las "concesionarias" de carreteras paulistas y la de los taxistas de grandes capitales, una vez que la paciencia de los ciudadanos de bien ha alcanzado los límites.

Tenemos los mafiosos de los táxis, los combustibles, los satélites, la electricidad, el chocolate, etc. Se crearon "agencias reguladoras" en Brasil, que resultaron un embuste de una teatralidad que engaña a pocos.

Se han sorprendido taxistas que golpearon un conductor de fuera de la pandilla en el aeropuerto de Galeão en Río de Janeiro, mientras la gasolina llegó a R$3,50 y el alcohol a R$2,70 en algunos estados brasileños (país hasta entonces tenido por "auto-suficiente en petróleo" y un ejemplo para el mundo en energía alternativa), pasamos a importar cacao porque el sur de Bahía tuvo las plantaciones sabotadas por un tal de hongo causador de la "escoba-de-bruja", y la energía eléctrica subió 7% en el Sureste, la región "motor" del país. El gobierno brasileño delega asimismo a las empresas transnacionales la exploración de la industria del chocolate, que factura miles de millones de reales anualmente, y reitera su omisión.

El ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gana centenas de millares de dólares profiriendo los discursos alrededor del mundo que le confirieron popularidad elevada mientras presidió el Brasil. Luiz Inácio se promovió a partir de la deturpación de programas sociales antecedentes a su gobierno que fueron cogitados como impulsos temporales al desarrollo social.

Lula no apostó en el cambio de actitud de los brasileños.

Una de las virtudes del teatro es que los actores pueden ser descubiertos y desenmascarados pese a la esencia de este segmento cultural, que manifiesta anhelos e inquietudes de la sociedad en donde nace cada actor y el guionista y de quien los promueve. Es el "lugar de enunciación", término común en el medio académico.

Nos atraemos por veces a asistir al teatro por el tema o el título, aunque ni todo enfoque nos complace.

El mismo tema podrá tener abordajes diferentes, quizá divergentes. Estas vicisitudes son lo que vuelve el teatro un fenómeno cultural, por más que la expresión suene un pleonasmo.

Me parece contradictorio, no obstante, que el teatro reciba más incentivos financieros que el circo, cuyo sector cultural se desbarata gravemente en un país de tantos fenómenos circenses.

 

*Traducción del portugués: Bruno Perón.



http://www.brunoperon.com.br

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