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O Estado do Pantanal - 01/04/2011 - 09h21

Cheia "diferente" no Pantanal deve chegar a 5m53




Ana Maio

Os quatro pesquisadores deram entrevista coletiva em Corumbá
Por Redação Pantanal News/Ana Maio - Embrapa Pantanal


Pesquisadores da Embrapa Pantanal divulgaram na tarde desta quinta-feira, dia 31 de março, a nova previsão de cheia para o rio Paraguai. De acordo com o Modelad (modelo de previsão de cheias com base na régua de Ladário-MS), o rio chegará ao pico entre os dias 22 de abril e 5 de maio. O intervalo previsto é de 5m10 a 5m96.

“O nível provável do pico é 5m53, considerando que desde o dia 15 de março o rio vem subindo 4cm por dia”, explicou o pesquisador Ivan Bergier, responsável pelo Modelad.

Carlos Padovani, também pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, explicou que neste ano a cheia está “diferente” em função do excesso de chuvas que ocorreu entre janeiro e a primeira quinzena de março.

“Devemos esquecer o conceito de normal porque no Pantanal cada ano é diferente do outro”, disse ele. Não se sabe ainda como será o efeito de duas ondas de cheia que atingem a planície pantaneira. Uma delas, que já ocorreu, é a cheia que veio das bacias dos rios Miranda e Aquidauana, provocada pela chuva de aproximadamente 900mm do início do ano. “Esses rios de planalto têm uma resposta mais rápida. Choveu eles sobem”, afirmou Padovani.

Mas a cheia anual do rio Paraguai, provocada pelas chuvas que atingem a borda do Pantanal entre o final de um ano e início de outro, ainda não chegou a Corumbá (e consequentemente à régua de Ladário). Essas águas levam cerca de três a quatro meses para atingir a planície. Segundo os pesquisadores, quanto maior a cheia, mais cedo ocorre o seu pico.

O pesquisador Urbano Gomes alertou pecuaristas da região do Nabileque para que, ao primeiro sinal de chegada das águas, comecem a retirar o gado das fazendas. Naquela subregião do Pantanal existem cerca de 300 mil cabeças de gado. Na região do Abobral, que já inundou, havia cerca de 100 mil cabeças. Muitos animais morreram porque não houve tempo para a movimentação.

O prejuízo calculado por Urbano Gomes para os seis municípios do Pantanal é de R$ 190 milhões. Só em Corumbá, o cálculo aponta perdas de R$ 120 milhões.

A pesquisadora Márcia Divina de Oliveira observou que a decoada deve continuar até o pico da cheia. Trata-se de um fenômeno natural do Pantanal que está relacionado ao ciclo de inundação. Há decomposição de matéria orgânica, que altera a quantidade de oxigência da água, podendo provocar a mortandade de peixes. “As águas vindas do norte do Pantanal ainda não chegaram e já houve registros de morte de peixes em algumas regiões”, disse Márcia.

VARIÁVEIS

Os quatro pesquisadores explicaram que é difícil fazer previsões precisas sobre a cheia. “São muitas variáveis e trabalhamos muito com hipóteses”, disse Padovani. Ele pediu apoio do Sindicato Rural de Corumbá, para que os pecuaristas, que estão sempre no campo, passem mais informações a Embrapa Pantanal.

Padovani também solicitou ao presidente do sindicato, Raphael Kassar, e ao comandante Eduardo Almeida, do Serviço de Sinalização Náutica do Oeste da Marinha (6º Distrito Naval), apoio para a implantação de mais estações para medir o nível do rio Paraguai. Atualmente a Marinha é responsável por seis estações.

“Se tivermos mais dados e com a constância da régua de Ladário, poderemos oferecer previsões mais precisas”, disse o pesquisador.

Kassar se colocou à disposição e disse que vai buscar o apoio do governo do Estado de Mato Grosso do Sul e dos senadores do Estado para a implantação de mais estações de medição. “Esse é o momento. Os canais estão abertos e todos já perceberam que as perdas para o país são muito grandes”, afirmou o presidente do sindicato. 

 

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