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Meio ambiente - 07/11/2008 - 14h03

Cras não realizará doação de pássaros apreendidos




Edemir Rodrigues

Por Fabio Pellegrini, do Notícias MS

Com as recentes apreensões de centenas de aves silvestres, algumas sob risco de extinção, realizadas ontem (6) através da Operação Grilhões, realizada pela Policia Federal e pelo Ibama em cinco estados brasileiros, inclusive Mato Grosso do Sul, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), localizado na Capital, está com todos os recintos lotados.

“Isso não quer dizer que os animais serão doados à população”, adianta o coordenador do Cras, Vinicius Andrade Lopes. “Os animais estão passando por um processo de contagem, análise e checagem junto aos dados do Ibama. A partir daí, vamos ver quais animais foram capturados na natureza e quais são oriundos de cativeiro. Os primeiros serão reintroduzidos ao meio ambiente, enquanto os outros poderão ser encaminhados a zoológicos ou criadouros conservacionistas. Mas a decisão será feita pela Justiça, a partir dos relatórios dos órgãos envolvidos.

Apesar de o centro estar lotado, o governo estadual e o Ibama já se comprometeram a construir mais três recintos para abrigar os animais. “Mas também estamos aceitando doações de pessoas ou empresas que possam fornecer alimentos, medicamentos e até mesmo construir recintos. A natureza agradece”, disse ele.

Todos os funcionários, estagiários e colaboradores, entre biólogos, médicos veterinários e zootecnistas e ajudantes de serviços gerais, estarão trabalhando em tempo integral até mesmo durante o fim de semana. “Não podemos parar. A demanda normal continua. Hoje mesmo recebemos dois filhotes de quatis, lobinhos e um tamanduá, todos machucados. Eles precisam de cuidados o tempo todo”, relata e zootecnista Ana Paula Felício.

Nada de doações

Desde setembro, quando a imprensa divulgou uma apreensão recorde de mais de 400 papagaios pela Polícia Militar Ambiental, que foram encaminhados ao Cras, o telefone do centro não pára de tocar. São populares oferecendo-se para adotar os animais. “A lei determina que os animais sejam soltos na natureza após a reabilitação. A natureza é o lugar ideal para os bichos”, revela o biólogo Élson Borges.

“Ficamos tristes em ver que a cada dia mais animais estão saindo das matas, contra a vontade própria, para serem criados em residências. Lugar de animal silvestre é na natureza. Por isso pedimos que não comprem animais silvestres, é por causa disso que existe o tráfico”, desabafa o biólogo.

 Os animais de cativeiro devem constar no banco de dados do Ibama, órgão que autoriza a criação de animais silvestres em todo o país. Somente em Mato Grosso do Sul, são cerca de 2 mil criadouros cadastrados. Os interessados em adquirir pássaros devem procurar o Ibama para saber quem são os criadouros autorizados no Estado.

Todos os pássaros em situação regular apresentam uma anilha com identificação em uma das patas. Mesmo após a aquisição, o comprador deve apresentar o animal ao Ibama, pois alguns criadouros irregulares utilizam-se de métodos de fraudes como anilhas de outros animais, ou falsas, para burlar a lei e lesionar o comprador.

 A compra de animais silvestres sem nota fiscal, autorização e garantia de procedência é crime ambiental. A pessoa é multada em R$ 500 e se o animal estiver em risco de extinção, são mais R$ 2.000. O infrator pode pegar de um a quatro anos de prisão ou pena alternativa. Mas não é só por causa disso; um animal silvestre pode transmitir doenças. Então quem quiser ter um animal diferente em casa, procure criadouros autorizados pelo Ibama e o adquira de forma legalizada.

Criadouros

        De acordo com o Ibama, para iniciar uma criação de pássaros silvestres, inicialmente o interessado precisa decidir o objetivo da criação. Se for criar com fins comerciais (venda de filhotes), deve seguir a Portaria 118/97. Se o fim for a conservação de espécies apreendidas, por exemplo, deve se tornar um criador conservacionista, conforme Portaria 139/93.

         Mas se a finalidade for a criação amadorista, para participação em torneios de canto e a transferência de pássaros entre criadores, a pessoa deve se registrar como um criador amadorista, conforme IN 01/03.

         Todas essas leis estão disponíveis no site do Ibama através do link

http://www.ibama.gov.br/fauna-silvestre/27/ . Em caso de dúvida, o telefone do Ibama em Mato Grosso do Sul é (67) 3317-2952 e 3317-2966.

            Denúncias

         Para denunciar casos de tráfico de animais silvestres, criadouros clandestinos e maus-tratos a animais silvestres, o Ibama disponibiliza a Linha Verde, serviço telefônico gratuito disponibilizado em todo o País, pelo número 0800-618080. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8 às 18 horas. Outra opção é acessar o site do instituto: www.ibama.gov.br e relatar a denúncia pelo link Fale Conosco.

         Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar Ambiental disponibiliza um telefone para receber denúncias de crimes ambientais: (67) 3314-4920 e a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat), também pelo fone (67) 3318-9000.

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Comentários
VICENTE DE PAULO ARAUJO, em 18/11/2008 - 11h55

Concordo plenamete que lugar de animal silvestre é na natureza,mas a cada animal criado de forma legau domesticamente são menos dez que sairão da natureza criando deforma racional não presisa tirar da natureza porisso a importãncia de criadouros serios e responsaveis.

 
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