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Meio ambiente - 28/10/2010 - 11h29

Incêndios criminosos consumiram metade de dez parques em 2 meses




Fotos: Divulgação/ICMBio

Araras azuis voltam a planície devastada pelo fogo



Parque das Emas criou bebedouros para animais



Lobo-guará está na lista de espécies em extinção



Queimadas são ameaça constante aos parques
Por Redação Pantanal News/G1.com.br

Seca e incendiários são os vilões das principais ocorrências. Chefes de parques lutam pela conscientização contra o uso do fogo.

Quase a metade da área de dez unidades de conservação federais foi castigada por queimadas de agosto a setembro deste ano. Um levantamento do G1 revela que dos quase 3 milhões de hectares ocupados pelos dez parques (2.941,824 ha), mais de 1,3 milhão (1.373.542 ha) foi atingido, o equivalente a 46% da área. E todos os representantes das reservas nacionais ouvidos afirmam que as causas dos incêndios são intencionais.

Os dez parques são uma amostra do prejuízo causado pelos incêndios ao bioma brasileiro, sobretudo ao cerrado. A quantificação oficial da área queimada é um processo demorado e, às vezes, subjetivo, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo o coordenador geral de proteção ambiental do ICMBio, Paulo Carneiro, a estimativa total ainda vai demorar algumas semanas. “Estamos nesse processo, mas não estamos conseguindo acompanhar o ritmo dos incêndios”, afirma.

Algumas unidades das regiões Centro-Oeste e Sudeste, que registraram a maioria das ocorrências da temporada, só conseguiram extinguir o fogo depois que mais de 60% da área havia sido queimada. O caso mais grave foi do Parque Nacional das Emas, em Goiás, que é Patrimônio Mundial da Natureza e contabiliza 93% da área consumida pelo fogo. Outra fonte de preocupação para os ambientalistas foi o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, onde há espécies de animais em risco de extinção e os danos chegaram a 72% da unidade.

O chefe do parque, Darlan Alcântara de Pádua, ressalta que não é possível quantificar as perdas da fauna e flora. “A perturbação do ecossistema é imediata, mas o impacto é mais complexo e aparece lá na frente. Uma boa parte do que se morre no incêndio é transformado em cinzas, um exemplo são os ninhos de pássaros. E muitos bichos que escapam do incêndio morrem depois, por ferimentos, stress ou fome”, lamenta.

Outra unidade severamente afetada foi a Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia, na divisa de Goiás com Mato Grosso e Tocantins, que estima prejuízos em 71% da região. O chefe do parque, José Vanderlei Cambuim, relata que a ocorrência de vários focos simultâneos deixou animais encurralados. “Os brigadistas encontraram um bando de 40 queixadas mortos. Vimos capivaras mortas e até uma paca, que é um animal bem esperto e ágil”, disse.

Nos demais parques, animais de maior porte conseguiram escapar para regiões que não queimaram, onde havia água ou mata fechada. Répteis e anfíbios, porém, foram bastante afetados.

Cuidado especial

Especialistas estão ansiosos por sinais de vida e adaptação das espécies sob risco de extinção. Os animais mais citados foram as onças, lobo-guará, tamanduás e especialmente o pato-mergulhão, do qual se tem notícia de apenas 250 indivíduos em todo o país. Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o pato-mergulhão costuma ser avistado em áreas de canyon. Segundo o chefe do parque, Leonard Schumm, “ele não deve ter sido afetado, porque sai voando, mas o ambiente em que ele mora ficou impactado”.

O cenário se repete na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. A analista ambiental Lara Côrtes conta que os únicos oito pássaros da unidade ocorrem em uma área de conflito com a comunidade local, que queima a vegetação para forçar a rebrota do pasto para o gado. “O pato-mergulhão fica num trecho específico do rio onde estamos tentando fazer um acordo com os residentes, para usarem o fogo controlado, pelo menos”, explica Côrtes.

Cultura do fogo

O hábito de usar queimadas para renovar pastos, limpar terrenos e dar fim ao lixo é antigo no Brasil e um desafio considerável para autoridades e ambientalistas. O monitoramento dos focos de incêndio via satélite já permite algumas conclusões. Segundo o Coordenador da Gestão do Fogo da Defesa Civil do Mato Grosso, major Márcio Paulo da Silva, “a noite é o horário mais propício para pessoas atearem fogo. A cultura do uso do fogo no nosso estado é muito arraigada, não só na população rural como na urbana, que usa o fogo na limpeza dos quintais. As pessoas apostam na impunidade e na extensão territorial”, conclui.

Paulo Carneiro, do ICMBio, destaca que, este ano, houve condições atípicas de baixa umidade do ar que propiciaram a propagação dos incêndios, mas aponta a pecuária como um desafio histórico para os parques nacionais. “As queimadas têm uma relação muito grande com a renovação de pastagem. Pecuaristas põem fogo numa área para que venha a brota e perde o controle, levando prejuízo até pra ele mesmo. Nas nossas unidades de conservação do cerrado, essa prática está muito associada ao gado”, sentencia.

O Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro, conseguiu um feito raro para os administradores das unidades nacionais, prendeu em flagrante dois incendiários no fim de agosto. Gustavo Tomzhinski, responsável pelo núcleo de combate a incêndio do parque, conta que dois agricultores foram vistos pelo helicóptero empenhado no combate de outro foco. Para ele, as prisões e multas de R$ 84 mil para cada infrator “têm um efeito simbólico muito grande paras pessoas estarem conscientes que realmente é crime”, disse.

 

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