zap
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Pesquisa no Pantanal - 11/08/2010 - 09h09

Raça naturalizada é opção para o Pantanal




Ana Maio

Tucura é alternativa para a pecuária pantaneira
Por Redação Pantanal News/Ana Maio(Embrapa Pantanal)

Há 270 anos a pecuária faz parte das atividades econômicas pantaneiras. O boi chegou à região em 1542 com os espanhóis, nos tempos em que o Tratado de Tordesilhas dividia as terras brasileiras entre Portugal e Espanha. Os índios eram bárbaros desconhecidos que, vez ou outra, saqueavam os colonizadores e dessa forma “pulverizaram” a planície pantaneira com animais domésticos, inexistentes nessas terras.

O boi foi criado solto, com cruzamentos aleatórios e com as pastagens naturais abundantes procriou e durante muitos anos passou pelo processo de seleção natural, adaptando-se ao clima e à geografia, convivendo com animais silvestres e resistindo às intempéries do local, com cheias e secas.

O bovino Pantaneiro, conhecido como Tucura, é uma raça naturalizada, que descende desses animais e foi criado no Pantanal até a década de 1950. Teve um papel importante como produto no ciclo do charque da região, no fornecimento de carne, inclusive durante os períodos de guerra e derivados (osso, couro) que eram exportados para a Europa. A introdução de raças exóticas mais produtivas e resultantes de melhoramento genético fez com que o Tucura se distanciasse das necessidades dos produtores e do mercado, apesar das suas qualidades naturais.

Hoje essa raça pode ser considerada o bovino de origem européia mais adaptado à região do Pantanal. Sua carne é popularmente conhecida pelo sabor e maciez e ganha o interesse de pesquisadores como a médica veterinária Raquel Soares Juliano, que pesquisa a conservação e uso dessa raça, associada ao desenvolvimento sustentável da região desde 2007.

Segundo pesquisas, a raça corre risco de extinção. Em todo o Brasil existem cerca de 500 cabeças, em dois criatórios conhecidos. Uma das razões que dificulta a comercialização do Tucura é o fato desse animal não atender às características do mercado frigorífico convencional, pois apresenta menor peso ao abate. Entretanto as pesquisas em andamento investigam características favoráveis na qualidade de carne e carcaça.

Para Raquel, há uma boa oportunidade de utilização da raça em cruzamentos com o Nelore e se as pesquisas confirmarem um resultado positivo, será uma opção para conter o processo de extinção.

O pantaneiro Roberto dos Santos Rondon, assistente de pesquisadores da Embrapa Pantanal  (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, há 25 anos, confirma as vantagens de criar tucura “Em época de enchente ele é bom pro manejo, convive bem com a água e é bem resistente às pragas, apesar de ser um ‘bicho bravo’”.

Outra proposta da Embrapa para a manutenção da raça seria aliar apreciadores da gastronomia ao turismo: trazer o mercado consumidor para a região e promover a sustentabilidade existente na cadeia produtiva no Pantanal. Assim, seria inverso o processo de exportar gado para ganhar o gosto europeu e chinês, principais consumidores da carne brasileira, pois eles  viriam como turistas para conhecer a produção in loco, como é feito nas regiões vinícolas de todo o mundo. Para tentar desenvolver este nicho mercadológico, a fazenda modelo Nhumirim, da Embrapa Pantanal, realiza pesquisas com raças adaptadas e, até o fim do ano, terá os primeiros resultados de qualidade de carne e carcaça de bovinos Tucura.

“A dificuldade é adequar a cadeia produtiva da carne a um mercado consumidor relacionado ao turismo, isso ainda não existe”, lamenta Raquel. A fazenda também está em processo de reestruturação para conseguir o selo orgânico, que reforça sua opção pela produção sustentável.

Quanto à cruza, o campograndense e agropecuarista Túlio Alves Filho, dono  da fazenda São Roque, situada no pantanal da Nhecolândia, recomenda ser a melhor opção de cria “porque o tucura é um boi de pouco peso, então levei touros nelore para cruzar e obtive carne muito saborosa e mestiços de engorda mais rápida”. Há 40 anos comprou a São Roque da família de Cândido Rondon e hoje cria em torno de quatro mil cabeças de gado mestiço, considerando o Pantanal “o lugar mais barato se criar gado de forma extensiva, pois a terra é barata e o pasto nativo é bom”.

Para garantir a sustentabilidade do sistema produtivo é necessário esclarecer que a pecuária deve ter como alicerce o tripé econômico, social e ambiental, permitindo o equilíbrio entre a natureza, a comunidade e a atividade produtiva.

 

Siga as notícias do Portal Pantanal News no Twitter:
www.twitter.com/PantanalNews



Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
 
Últimas notícias do canal
14/10/2015 - 11h00
Expedição de barco pelo Pantanal de MS discute preservação ambiental
26/08/2013 - 08h03
Em MS, médicos de outros países fazem provas para revalidar diploma
30/01/2013 - 08h45
Embrapa Pantanal firma convênio para o fortalecimento da Apicultura em Mato Grosso do Sul
30/10/2012 - 16h45
PRF apreende veículo com CRLV falso
05/09/2012 - 13h45
Pesquisadores questionam alterações da Lei de Pesca do Mato Grosso
 
Últimas notícias do site
22/11/2017 - 11h35
PMA autua fazendeiro por erosão e assoreamento de córrego
22/11/2017 - 09h39
Projetos do IFMS conquistam principais prêmios de feira científica estadual
22/11/2017 - 09h23
Projeto Florestinha completa 25 anos formando cidadãos responsáveis
22/11/2017 - 07h26
Acumulada, Mega-Sena pode pagar R$ 50 milhões nesta quarta-feira
22/11/2017 - 06h13
Confira as ocorrências dos Bombeiros das últimas horas
 

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.