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Pesquisa no Pantanal - 26/07/2010 - 09h53

Embrapa Pantanal conserva espécies forrageiras nativas em banco de germoplasma




Ana Maio

Banco de germoplasma da fazenda Nhumirim
Por Redação Pantanal News/Ana Maio(Embrapa Pantanal)

Apresentar pesquisas realizadas pela Embrapa Pantanal sobre pecuária sustentável na planície pantaneira. Este foi o objetivo de uma das atividades do projeto “Construção da Imagem da Pecuária Sustentável do Pantanal”, que levou em maio estudantes do curso de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), de Campo Grande, à fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Acompanhados pelo professor Marcelo Cancio, da disciplina de Comunicação Rural, eles viajaram e duas alunas, Laís Inagaki e Flávia Melo, produziram a matéria abaixo, sobre o banco de germoplasma instalado na fazenda Nhumirim.

 Coletar e caracterizar espécies forrageiras nativas do Pantanal com potencial de domesticação e manejo, além de manter a variabilidade e buscar, em um futuro próximo, a promoção do melhoramento genético dessas espécies. Estes são os objetivos do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de forrageiras nativas, implantado na fazenda Nhumirim, campo experimental da Embrapa Pantanal, que fica na sub-região da Nhecolândia, Pantanal de Corumbá (MS). O Pantanal é uma região propícia para o desenvolvimento da pecuária sustentável, sendo que um dos motivos é a presença de extensas áreas de pastagem nativa, que serve de alimento para o gado.

Um dos projetos em andamento na fazenda Nhumirim, coordenado pela pesquisadora da Embrapa Pantanal, Sandra Aparecida Santos, visa analisar a relação animal-planta. “Nós estudamos as respostas das plantas-chave em diferentes condições climáticas e de manejo. A partir desses estudos, podemos obter indicadores de manejo e de sustentabilidade visando avaliar o estado de conservação e produtividade das pastagens nas fazendas. Será possível saber se aquele tipo de pastagem está sendo manejado de forma sustentável em determinada fazenda”, explica Sandra Santos.

Atualmente, o banco de germoplasma conta com as espécies grama-tio-pedro e grama-do-cerrado. A pesquisadora diz que, para escolher as espécies, foram considerados os estudos já realizados, experiência de especialistas, como também vários anos de observação em pastagens de todo o Pantanal.  As amostras foram coletadas de diferentes ambientes  para se ter a maior variação possível de cada espécie forrageira, considerando características como o grau de inundação, o solo, a fitofisionomia, o manejo, entre outras.

A pesquisadora acrescenta que dentre as características analisadas nos acessos das duas espécies forrageiras estão a produção, reprodução, anatomia, fenótipo, citogenética e análise molecular. Com essas análises em mãos, será possível avaliar a variação genética nos diferentes acessos e, além de conservar estes materiais, avaliar a possibilidade de seleção e melhoramento genético das espécies.

Estudo da relação animal x planta

Um dos estudos realizados pela equipe de Sandra foi analisar a dieta dos animais.“Acordávamos antes de o sol nascer e só saímos de lá no fim da tarde. Neste período acompanhávamos todas as atividades dos animais . Este trabalho foi feito mensalmente durante dois anos”, lembra a pesquisadora.

A análise da dieta foi feita por meio da coleta do material fecal de animais, como o boi, a capivara, o veado-campeiro, o veado-mateiro e a anta. A pesquisadora explica que “o material coletado foi analisado no microscópio a partir de um banco de referência de descritores anatômicos das forrageiras”. Das mais de 200 espécies de plantas na área estudada, os bovinos consumiram 82, sendo que 10 espécies representavam cerca de 70% da dieta.

De acordo com Sandra Santos, o objetivo em curto prazo é ter pelo menos cinco espécies nativas no banco de germoplasma. Atualmente, há duas espécies no banco, pois elas são de áreas secas. Dentre as demais espécies que se pretende coletar, estão as espécies temperadas, como o capim-de-capivara, grama-do-carandazal e capim mimoso-de-talo, que são de áreas alagadas. Como o banco foi implantado em área seca, para manter essas espécies, é necessário um sistema de irrigação, que está sendo implantado. “O atraso é decorrente da falta de mão-de-obra, fator limitante para implantar qualquer estrutura no Pantanal”, afirma. Além das gramíneas, pretende-se implantar o banco da leguminosa Aeschnomene sp. e da palmeira bocaiúva.

Espécies nativas com mais proteínas

Em uma fazenda na região de Aquidauana, ainda no Pantanal sul-mato-grossense, o produtor rural Paulo Orsi cria cerca de 9100 cabeças de gado Nelore, em uma área com 14240 hectares. A Fazenda Veneza, que fica a 110 quilômetros do centro de Aquidauana (MS), tem espécies forrageiras nativas como o capim-mimoso, o capim-felpudo, o capim rabo-de-burro e o barba-de-bode, além da braquiária (Brachiaria humidicola), que é considerada pastagem exótica para o Pantanal.

Segundo o produtor, “os capins mimoso e felpudo têm mais proteínas do que a Braquiaria humidicula, mas não são tão resistentes, não aguentam o pisoteio do gado. Essas espécies ficam nas partes mais baixas da fazenda, que são as alagáveis”. Na parte alta da fazenda, estão os chamados “capins duros”, como a braquiária, rabo-de-burro e barba-de-bode.

Na Fazenda Veneza, região predominantemente de planície, o produtor cria e recria o gado, até atingir a idade de 15 a 18 meses. Depois disso, o gado é levado para a outra propriedade do produtor, a Fazenda São João, com 4219 hectares, que fica na região de Bonito (MS), próxima à Serra de Bodoquena. O gado engorda até ser abatido, aos três anos. Nessa fazenda, foram formadas pastagens com capim Brachiaria brizantha, cultivares MG 4 e MG 5. Ainda de acordo com informações do produtor, em ambas as propriedades, as áreas de preservação permanente foram mantidas, conforme lei federal nº 4.771/65.

Paulo Orsi ainda lembra que o boi é como se fosse o bombeiro do Pantanal. O capim alto e seco, também conhecido como  “macega”, pode virar combustível. No entanto, o gado ajuda na manutenção da pastagem pelo próprio pisoteio e com o pastejo para a alimentação. “Mantendo o número adequado de animais por invernada, não preciso utilizar o fogo, mesmo controlado”, ressalta. (Laís Inagaki e Flávia Melo)


 

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