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Artigos - 16/10/2008 - 08h07

Um patriota chamado Brilhante Ustra




Por Hiram Reis e Silva (*)

Por Cel Eng R1 Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 16 de Outubro de 2008

“Historiadores e jornalistas têm medo da força da esquerda para caluniar, têm medo de ficarem com a imagem de direitistas, mas deveriam estudar o assunto e mostrar o que de fato aconteceu e, também, evidenciar como estão as famílias dos executados pela guerrilha. As famílias dos mortos pelos guerrilheiros não receberam indenizações dogoverno federal e dos governos estaduais”.

Transcrevo,sem maiores observações pessoais, os textos abaixo para vossa reflexão. Hoje não se permite o contraditório e a reflexão e a análise dos fatos sofre um patrulhamento ideológico que lembra os tempos da Inquisição. A história reescrita pelosperdedores está longe, mas muito longe de ser a verdadeira.

“A história que é transmitida aos seres humanos, é sempre ahistória que mais interessa àqueles que conseguiram adquirir o status de donos do poder”.

Ternuma versus Justiça ‘companheira’

“O grupo Terrorismo Nunca Mais (), organização não-governamental criada por militares da reserva para se contrapor à militância dos guerrilheiros de esquerda que denunciam torturas durante a ditadura militar, divulgou nota ontem classificando de ‘covarde’ e ‘omisso’ o comando do Exército por não ter defendido o coronel da reserva da Força, Brilhante Ustra, condenado por tortura pela Justiça de São Paulo. ‘O solidariza-se, de maneira irrestrita, com o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e repudia veementemente a o missão e a covardia da Instituição à qual pertence’, diz a nota divulgada no site da organização.

O militar foi responsabilizado pelo juiz titular da 23ª Vara Cível do Tribunal de São Paulo, Gustavo Santini Teodoro, por torturas sofridas em 1972 pelos militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Maria Amélia de Almeida Teles, seu marido César Augusto Teles e sua irmã Criméia Schmidt de Almeida, presos no Destacamento de Operações de Informações–Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) paulista, na ocasião comandado pelo militar e considerado reduto da repressão durante a ditadura. Na nota divulgada pela internet, o Ternuma faz um alerta às esquerdas: “Podem estar certas de que jamais conseguirão destruir as Forças Armadas. Não pensem em repetir 64, pois, com certeza, serão novamente derro tados. Há verdadeiros patriotas atentos!

Não é apenas opinião minha, mas essa campanha visa muito mais à desmoralização das Forças Armadas do que a mim mesmo. Sou apenas o bode expiatório que carregará todo o peso dos ‘pecados’ que os órgãos de segurança possam ter cometido.

Como você mesmo afirma, fui designado oficialmente para uma função que poderia ter sido ocupada por qualquer oficial que tivesse os pré-requisitos exigidos. Procurei cumpri-la com afinco, com firmeza, tentando ser humano e justo. Estive por três anos e quatro meses confrontando uma guerrilha, na qual os combates aconteciam com muita freqüência. O inimigo era perigoso, desconhecido, camuflado no meio da sociedade, treinado e ideologicamente fanatizado. Você bem sabe que a motivação não era a derrubada do regime militar. Nada se passou no DOI que não fosse doconhecimento dos Comandantes da Área, que, evidentemente, repassavam as informações para seus superiores. Cumpri ordens e procurei cumpri-las bem.

1- Quanto ao manifesto doTernuma - não fui eu que o escrevi -, creio ser um desabafo de quem imagina um subordinado, que cumpriu as ordens recebidas de seus superiores, ser acusado apenas com testemunhos de pessoas envolvidas com a mesma ideologia, e vê seu comandante (ainda que não seja o mesmo) não defendê-lo ou, pelo menos, não defender a Instituição a qual ele pertence. Não sei se está exagerado ou não. Sou suspeito para falar. Pode não ser covardia, mas a omissão é inegável.

Em primeiro lugar comunicar ao Exército, para saber o que fazer.

Você sabe qual foi oapoio que recebi do Exército ? Nenhuma resposta, nem uma chamada para uma conversa franca, nem um conselho, nenhuma porta se abriu, nada. Foi a maior decepção de minha vida. Afinal, eu não estou sendo processado por um ato pessoal, particular. Estou sendo processado por atos que na época me renderam uma medalha do Pacificador com Palma.

Qual é a demonstração de união entre a ativa e a reserva que existe? Onde está o programa ‘Conversando com a reserva’?

Será que não imaginaram como eu me senti? Será que não imaginaram o que minhas duas filhas sentiram? De minha mulher eu nem falo, porque partiu dela, sempre muito lúcida, companheira e lutadora, a idéia de primeiro comunicar ao Exército para receber orientações e não quebrar a hierarquia.

3 - Como minha formação inicial feita na Escola Preparatória de Porto Alegre onde, também, solidifiquei os meus princípios morais recebidos naquele educandário militar e que inicialmente recebi de minha família, em especial de meus pais. Sempre fui considerado um oficial tranqüilo, ponderado, calmo, cumpridor de ordens e respeitador da hierarquia. Talvez, pelo meu passado, tenha sido escolhido para o cargo.

4 - Não oportunidade de cruzar em minha vida profissional, nem particular com o General Enzo, mas sei de suas qualidades morais e profissionais, o que não me impede de -, talvez por estar no olho do furacão, engolindo sapos, amarguras e execração pública - imaginar que sua atitude poderia ser outra. Não sei qual. Talvez, nem seja defender-me, mas defender a Instituição. Talvez você entenda a minha posição, se se colocar no meu lugar, vendo seu nome envolvido nesse escândalo, sua família sofrendo e a Marinha dividida em Marinha de ontem e Marinha de hoje.

5 - Realmente qualquer um poderia estar no meu lugar. Foi bastante difícil para mim e minha família suportar a tensão desse período.

Não sabia que o saudoso Castro Pinto era seu primo. Tivemos uma boa convivência.

Quanto ao caso Mendes, você está enganado.

O General Leônidas foi um leão em minha defesa. Não aceitou que eu fosse recambiado antes que terminasseo meu tempo de adido e determinou ao CComSEx que soltasse uma nota, publicada nos jornais e depois publicada no meu livro,em que me elogiava e dizia que eu permaneceria no cargo até o fim da missão.Quando voltei do Uruguai escrevi o meu 1 º livro, ainda na ativa. Por esta atitude, quando a turba exigia que eu fosse preso, o então Ministro Leônidas disse pela TV , mais de uma vez, em alto e bom tom, que era um direito meu defender minha honra e a honra de minha família.

Foi o último Ministro atomar uma atitude nesses casos. Veja o que aconteceu depois com o ...

Você diz: Você acabou se envolvendo e servindo de alvo para futuras ações(...)

Pergunto-lhe, como não me envolver? Quem cala consente. Dou graças a Deus de ter me dado forças para escrever os dois livros, principalmente o último. Pelo menos, alguns jovens têm lido e o retorno tem sido maravilhoso. É pouco, mas é alguma coisa.

A oportunidade para se pôr fim a essas ações revanchistas foi perdida depois que o Ministro Leônidas deixou o ministério. Se cada vez que as Forças Armadas sofressem um ataque houvesse um rebate, se os crimes deles fossem mostrados, se se acabasse com o mito dos ‘estudantes que lutavam desarmados pela liberdade’, isso não teria chegado onde chegou. A culpa vem de longe.

Ganhamos a luta armada perdemos a guerra das palavras. A mídia foi toda formada por eles.

Não foi o General Leônidas e seus pares que deixaram a cobra se criar. Foram seus sucessores.

6- Jamais , nem queria, que o General Enzo deixasse sua tropa tomar minha defesa pública num processo judicial (eu diria político e, principalmente, mesmo que eu tivesse cometido os crimes de que me acusam, contra a Lei da Anistia). Você diz que isso poderia vir a me prejudicar.

Pergunto-lhe: o que pensará um jovem capitão ao ver um comandante deixar seu subordinado, que cumpriu suas ordens, solto às feras e sem defendê-lo?

Poderão dizer, mas o comandante que deu as ordens não foi o general Enzo. Isso justificaria tamanha omissão? O Exército não é o mesmo? Os tempos é que são outros? Que garantia os oficiais da ativa terão de que com eles não aconteceráo que está acontecendo comigo, caso recebam ordens de empregar a sua tropa?

Serei eu o prejudicado?

nada mais a perder. Só não posso perder o respeito de minha família e o respeito por mim mesmo. E é isso que estou tentando manter, apesar de estar quase perdendo as forças.

Realmente venho me decepcionando com alguns chefes. Venho me decepcionando ao longo desses 20 anos, com as Forças Armadas mudas, acuadas, omissas, não especificamente com o meu caso, mas com a defesa das Instituições.

Agradeço sua preocupação e sua sugestão de que os Clubes Militares deveriam agir na minha defesa e na defesa de tudo aquilo que disser respeito às ações revanchistas movidas contra militares (e pode ter certeza que outros virão), mas pode crer que o que me preocupa é justamente o respeito que a sociedade civil tem pela classe militar que acabará abalada por todos esses escândalos.

, eles querem a minha cabeça, mas querem mais, querem o corpo, a alma dasForças Armadas. E, escreva (espero não ver) , acabarão conseguindo.

(*) Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Academia de História Militar Terrestre doBrasil (AHIMTB)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua DonaEugênia, 1227

Petrópolis- Porto Alegre - RS

90630 150

Telefone:-(51) 3331 6265

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail:hiramrs@terra.com.br

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Comentários
Dennis Barbosa Arguelles Botinelly, em 17/09/2009 - 19h37

SÓ A VOLTA DO REGIME MILITAR PARA ACABAR COM ESSA VERGONHA!!

Armando de Amorim Anache, em 24/10/2008 - 11h25

Cara leitora Laura, O Portal Pantanal News é democrático. A liberdade de expressão - detestada pelas ditaduras, sejam de esquerda ou de direira - é defendida pelos nossos profissionais. A Redação publica artigos, assinados, de pessoas que integram a sociedade organizada, com as mais diversas opiniões dos autores e que, nem sempre, refletem a linha editorial do jornal eletrônico. Portanto, se a ilustre leitora desejar escrever um artigo - com a sua identificação completa -, contrariando o citado na sua mensagem, ele será bem-vindo. As idéias opostas ajudam, sempre, o nosso leitor a formar a sua opinião. Obrigado pelo acesso. É uma honra tê-la como leitora. Atenciosamente, Armando de Amorim Anache Jornalista - Editor Portal Pantanal News www.pantanalnews.com.br

laura, em 24/10/2008 - 10h28

só um jornal como o pantanal news pra defender um torturador como este, seria hilário se não fosse tão triste lembrar o mal q ele fez á tantos jovens

luiz brasileiro, em 17/10/2008 - 12h09

Sr. Hiram, o senhor sabe da verdade, se repete mentiras é porque quer: vivemos em uma ditadura durante 21 anos. E como o senhor sabe toda didadura é criminosa, o oposto do Estado de Direito. O problema é que Geisel tirou as forças armadas da "sinuca de bico" em tinham se metido: tomar o poder, instalar uma ditadura e não saber como sair do poder e da ditadura, pois a ditadura não poderia durar indefinidamente. Eis o problema desta obra de Geisel: a escumalha não foi julgada pelos crimes, não foi fuzilado nenhum general por ter atentado contra a soberania popular depondo um presidente eleito, nem pena de prisão houve para a escória que torturou e matou pessoas depois de aprisionadas. Nada divide mais as pessoas que a política e o exercício poder. Geisel sabia que o Exército iria se dividir, e aqueles que queriam que a ditadura perdurasse indefinidamente sairiam um dia do poder com um pé no traseiro, e aí sim alguns oficiais e torturadores iriam ser passados pelas armas, como fez Floriano Peixoto. A obra de Geisel tem um lado bom e um lado negativo: um lado bom, a ditadura acabou e o Exército foi aquartelado sem derramemento de sangue; o lado mau desta obra, sem julgamento formal, os criminoos executores dos crimes da ditadura, na cara-de-pau, tentam se justificar dos crimes torpes que cometeram. Donde, faltou julgamento e fuzilamento, caso contrário a escumalha não estaria arrostando a democracia e se jactando dos crimes cometidos. Acredito que o senhor sabe da verdade, só não a escreve porque não quer; foi um erro a deposição de Goulart e a instalação de uma ditadura das forças armadas (qualquer oficial bom caráter e razoalvelmente informado sabe disso).

Paulo Erwin Hübbe, em 16/10/2008 - 11h33

Sou solidário com Cel. Ustra, tenho seu livro e creio que nossas Forças Armadas deveriam apoia-lo assim como fez Gen. Leonidas Pires Gonçalves.

 
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