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Meio ambiente - 17/04/2010 - 10h37

Cras reabilita antas que sofrem com desmatamento




Por Redação Pantanal News/Fabio Pellegrini(NotíciasMS)

Edemir Rodrigues
recurso

          Campo Grande (MS) – O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), unidade mantida pelo governo do Estado, por intermédio do Imasul e da Semac, recebeu recentemente dois filhotes de antas encontrados pela Polícia Militar Ambiental (PMA) no interior do Estado. 

Um dos filhotes, com cerca de dez dias de vida, foi encontrado em uma rodovia e morreu dias depois de ser recolhido por ter lesões internas. O outro estava sendo criado em um acampamento de sem-terras às margens de uma rodovia em Dois Irmãos do Buriti. Os acampados disseram aos policiais que estavam criando o animal porque a mãe fora atropelada.

Como a lei não permite criação de animais silvestres sem autorização do órgão competente, o animal, uma fêmea, foi levado ao Cras. No centro, o animal está recebendo tratamento e sendo reabilitado, para que em breve seja devolvido à natureza.

Outros dois animais, machos, estão no Cras desde outubro de 2008. Eles foram recolhidos em São Gabriel do Oeste e em Costa Rica. Um estava sem as unhas dos membros posteriores, e o outro teve um deslocamento de cartilagem em uma pata traseira, em função de um atropelamento de maquinário de lavoura. Quando chegaram, não conseguiam nem andar. Após passarem por exames e tratamento, os animais já estão reabilitados e aptos à soltura.

Um dos médicos veterinários do Cras, Álvaro Cavalcanti, explica que o nome científico da anta é Tapirus terrestris, ela é o maior mamífero da América do Sul e tem suma importância ecológica: por ser herbívora, colabora com a disseminação de sementes, além de servir de presa para outros animais, como as onças, assim como seus filhotes servem de presas para jaguatiricas e lobinhos. “Ou seja, se não houver alimentação para as onças, elas podem buscar alimento em áreas habitadas por humanos, criando um grave conflito ambiental”, explica Álvaro.

 

 

Ele explica que o filhote de anta nasce com a pelagem listrada e sempre acompanha a mãe por toda a parte, podendo chegar, quando adulto, a medir cerca de dois metros de comprimento e pesar até 250 quilos. “É um animal de hábitos noturnos, mas pode ser visto ao anoitecer e infelizmente é muito caçado”.

Ele ressalta aos motoristas que passam por regiões de reserva e estradas de terra que tomem muito cuidado a partir do anoitecer até a madrugada, não só com a travessia de antas, como de lobinhos, tatus, tamanduás, seriemas, jacarés etc. “Precisamos nos conscientizar que estamos tomando o espaço dos animais para as lavouras e pastos, e eles não têm mais o espaço adequado para sobreviver”.

Solturas

A legislação brasileira determina que a prioridade é o retorno dos animais à natureza. As solturas são feitas com o maior rigor técnico e têm apresentado resultados positivos. As solturas se dão em 150 fazendas no Estado.

Após a liberação dos animais na natureza, eles são monitorados diariamente por mais alguns dias. Em seguida, técnicos ambientais fazem visitas mensais aos pontos de soltura, por um período de um ano, colhendo informações.

O monitoramento consiste na observação das reações dos animais em relação à aproximação de predadores e do instinto de caça e alimentação, uma vez que até então eram acostumados a receber alimentos pelos tratadores.

Legislação

 De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a permissão pode ser condenado a pena que varia de seis meses a um ano de detenção, e multa.  Incorre nas mesmas penas: quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a autoridade competente; quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida licença, permissão ou autorização da autoridade competente.

A pena é aumentada pela metade se o crime é praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração; em período proibido à caça; durante a noite; com abuso de licença; em unidade de conservação; com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa.

 

A pena é aumentada até o triplo se o crime decorre do exercício de caça profissional. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: pena de detenção, de três meses a um ano, e multa.

 

Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal. O decreto 6.514 de 22 de julho de 2008 prevê multa administrativa de até R$ 5 mil por animal para quem comete estes tipos de infrações.

Serviço

As visitações ao Cras são realizadas às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, através de agendamento feito pelo Parque Estadual do Prosa, somente pelo telefone (67) 3326-1307. Veículos de comunicação que desejarem produzir reportagens no centro devem entrar em contato com a administração do Cras, pelo fone (67) 3326-6003.


 

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