especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Artigos - 10/10/2008 - 08h20

Quando a Pátria se omite




Por Luiz Leitão da Cunha (*)

Deixando de lado todas as questões comerciais com o Equador; ignorando a parcialidade com que o presidente Rafael Correa está tratando estes assuntos, passando por cima de contratos e deixando de submeter o assunto ao crivo do judiciário; levando em conta o inacreditável costume de o governo brasileiro engolir imposições de nossos vizinhos, resta uma pergunta: Como pode o presidente Lula calar-se diante da atitude ditatorial do presidente Rafael Correa ao suspender as garantias constitucionais dos cidadãos brasileiros Fernando Bessa e Eduardo Gedeon, funcionários da empreiteira Norberto Odebrecht, abrigados na embaixada do Brasil, desde o dia 23 de setembro? Por decreto, Correa os proibiu de deixar o país; sem processo legal, nada.

Por suas posições em atritos passados com outros vizinhos, o governo Lula e seu chanceler Celso Amorim podem até achar tudo isso muito natural, mas os cidadãos brasileiros, não. Estes, certamente, solidarizam-se com seus conterrâneos Bessa e Gedeon. Não se viu, todavia, grandes demonstrações de indignação na imprensa a respeito deste absurdo.  Talvez a crise econômica esteja obnubilando  a consciência nacional.

É notória a incapacidade do presidente Lula para administrar conflitos. Salta aos olhos a sua dificuldade de enfrentar o contraditório quando tem de tatear o terreno.  Prefere ceder a negociar, como fez quando o presidente boliviano Evo Morales, tal qual Correa, mandou o exército tomar conta das instalações da Petrobrás.

Nossa diplomacia, por motivos ideológicos, que os tem de sobra, ou por ordem presidencial, não se dá nem mesmo o trabalho de protestar energicamente contra a truculência do governo do Equador. Ante a expulsão da Odebrecht do Equador, o máximo que o governo brasileiro ousou foi suspender uma missão comercial que estava programada e anunciar a intenção, quem sabe, de suspender investimentos na infra-estrutura do país.

Outrossim, está dada a senha para o novo governo paraguaio insistir na revisão do Tratado de Itaipu. Ou, no mínimo, seguir pleiteando o aumento dos valores – de mercado, diga-se – pagos pela energia que compramos da cota não utilizada pelo Paraguai.

Talvez a lógica perversa a reger esta pusilanimidade seja a mesma que levou o país, para vergonha nacional, a deportar os lutadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara com inédita presteza, quando cabia acolhê-los. Diante daquele vergonhoso episódio, nada mais surpreende.

Pode-se aceitar muitas coisas dos governos, mas é intolerável que abandonem seus cidadãos. E não se diga que o seu acolhimento pela nossa embaixada representa uma atitude

em si. Não. Aí, o Brasil faz o mínimo, faz o que qualquer um faria. Dos cidadãos, a Pátria exige sacrifícios, mas a via é de mão dupla. Ou deveria ser.

 

(*) Luiz Leitão 

luizmleitao@gmail.com

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 


Comentários
Neto, em 11/10/2008 - 17h45

Ah, mas o Lula é um verdadeiro diplomata. Não sei nem para que temos embaixadores espalhados por todos os países! Para ele, esses fatos "Não tem jeito. O Brasil tem o papel de ser cobrado, porque somos o maior. Você imagina na sua casa, com seus irmãos menores, quando você morava com três, quatro irmãos, você podia estar certo, mas eles ficavam te cobrando coisas". Ah mas é igualzinho! Isso sem falar quando pediu desculpas em Senegal em nome de todo o povo brasileiro: “A dor da escravidão é como a dor do cálculo renal. Não adianta contar, só sentindo é que se sabe”. Já que o Papa pode, ele também pode. Como diria "Mamonas", "ai, como doi..."

Neimar Oliva, em 11/10/2008 - 02h37

Os cubanos disseram com todas as letras, inclusive a membros do judiciário brasileiro - que prontamente os procuraram - pra checar se estavam sendo pressionados pelo governo brasileiro, que estavam arrependidos e foram embora. Concordo com todo o resto. Um abraço.

 
Últimas notícias do canal
13/11/2017 - 08h00
Expedição Centenária – F. Coimbra – Corumbá I
09/10/2017 - 13h44
Joaquim Francisco de Assis Brasil
09/10/2017 - 13h43
Assis Brasil, Acre
09/10/2017 - 13h34
O Assassinato de Chico Mendes
09/10/2017 - 13h31
Epopeia Acreana - Parte VII
 
Últimas notícias do site
15/12/2017 - 16h34
Acumulada, Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 39 milhões neste sábado
15/12/2017 - 16h02
Veado e tatu são resgatados e devolvidos a natureza
15/12/2017 - 12h35
Comandante e Subcomandante da PMA de Corumbá são homenageados
15/12/2017 - 12h01
PMA autua proprietário rural por armazenamento ilegal de embalagens de agrotóxicos
15/12/2017 - 10h56
Fazendeiro é autuado por armazenamento ilegal de madeira
 

88

ZAP NOVO
Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.