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Artigos - 16/01/2010 - 09h49

Piaçaba




Por Hiram Reis e Silva

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

- Piaçaba (Attalea funifera)

Nome comum de palmeira nativa que tem sua origem na língua tupi, significando ‘planta fibrosa’, devido ao seu caule característico.

Possui estipe liso e cilíndrico, folhas eretas, verde-escuras, com pecíolo longo, e frutos comestíveis. A fibra dura e flexível é extraída das margens dos pecíolos e utilizada na confecção de vassouras, escovas e empregada no artesanato. As sementes fornecem marfim-vegetal. Conhecida, também, como coqueiro-piaçaba, japeraçaba, pau-piaçaba, piaçabeira, piaçaveira e vai-tudo.

‘Piaçava’ é o nome dado a palmeira na Bahia, a qual se retira também fibras pra a fabricação de vassouras. Sendo que esta tem fibras mais duras que a ‘Piaçaba’, árvore da mesma família só que encontrada na Amazônia.

Em Santa Isabel do Rio Negro estabelecemos contato com o repórter Regiandro Albuquerque Goes, que recentemente tinha feito uma reportagem sobre a ‘piaçaba’. Com sua devida autorização reproduzimos o texto de seu vídeo sobre o tema.

- Palmeira Piaçaba

Por Regiandro Albuquerque Goes – Repórter -  Santa Isabel do Rio Negro

Produtora de fibra longa, resistente, rígida, lisa, de textura impermeável e de alta flexibilidade, essa palmeira se desenvolve bem em solos de baixa fertilidade e com características físicas inadequadas para a exploração econômica de muitos cultivos. A necessidade de poucos recursos financeiros para o plantio, a manutenção e exploração, tornam a piaçabeira uma opção de extrativismo atraente, pelos reduzidos riscos e altos rendimentos que proporciona ao investidor.

Depois de quase seis horas de viajem chegamos a campina do rio preto comunidade pertencente a Santa Isabel do Rio Negro a aproximadamente a cem quilômetros de distancia do município de santa Isabel do Rio Negro. Aqui moram dezessete famílias que praticamente sobrevivem da extração da Piaçaba há séculos, uma tradição deixado de pai para filho.

Trabalhar com a piaçaba não é tarefa fácil, para conseguir a fibra é preciso andar quilômetros dentro da mata, estar preparado para os perigos e desafios.

Aqui também encontramos a piaçaba preta conhecida como piaçabarana, de pouca comercialização, usada principalmente para o acabamento na confecção de artesanato.

Depois de algumas horas de caminhada, finalmente encontramos a piaçabeira vermelha. As fibras de Piaçaba ficam ao redor da palmeira e servem também de abrigo de insetos e animais peçonhentos, por isso, antes de extraí-las, o piaçabeiro tem que bater nas fibras para espantar os animais evitar acidentes.

Para começar a extração, primeiro é realizada a limpeza das folhas. O corte nas folhas deixa as fibras soltas já para a extração da piaçaba. Nas palmeiras mais altas é preciso do auxílio de um mutar - espécie de um girau feito a partir de ganhos de arvores.

Cada piaçaveiro tira uma média de cinquenta quilos de Piaçaba por dia em oito horas de trabalho. Calculando esses números, sua produção em trinta dias é mil e quinhentos quilos.

Seu Francisco, piaçabeiro desde os 10 anos, explica que depois do primeiro corte feito na palmeira, a piaçaba só deve ser novamente extraída depois de um longo período de descanso, para possibilitar a formação de fibras mais longas e de melhor valor comercial.

- “Daqui uns três anos ai que você pode cortar ai já vai ter desse tamanho um palmo”.

Aos poucos as fibras vão sendo retiradas, arrumadas e amarradas pra serem transportada para local de destino. Já na comunidade, a piaçaba passar por um processo de seleção, limpeza e embalagem ficando em condições de ser colocada para comercialização.

O local de extração da Piaçaba é de difícil acesso; muitos barracões que armazenam a Piaçaba ficam dentro de igarapés, o local é raso e estreito, por isso o transporte só pode ser realizado através de pequenos barcos conhecidos como “chatas” até a boca dos igarapés (afluentes dos rios principais), onde um barco maior espera para ser carregado com o produto a ser transportado para Manaus.

Seu Francisco Bezerra é de família de piaçabeiro, começou a trabalhar aos quinze anos de idade e hoje, com trinta e dono do próprio negócio, ele fala das dificuldades que enfrenta no dia-a-dia:

- “É muito trabalho; tem que limpar o igarapé, limpar os caminhos, fazer colocação. O piaçabeiro sai cidade até chegar no plano do trabalho dele; para ele começar a trabalhar, gasta mas de dois meses; às vezes um mês e pouco pra ajeitar, fazer caminho, fazer barraco e encontrar produto; enquanto isso ele vai comendo, comendo, comendo... por que tem que comer todo dia e, quando ele vai achar o produto, a conta dele já está avançada”.

A comercialização da Piaçaba é pouco valorizada devido ao baixo preço; o quilo é vendido a oitenta centavos e, muitas vezes, a venda é feita à moda antiga, trocando-se o produto por mercadoria (escambo).

Para valorizar e fortalecer a classe, o primeiro fórum da Piaçaba reuniu moradores e ribeirinhos que sobrevivem do extrativismo dessa fibra.

A prefeita Eliete da Cunha Beleza espera que as pessoas realmente se organizem e se qualifiquem e possam ter e possam sustentar suas famílias.

Além da falta de assistência técnica e de um preço mínimo, o fórum discutiu também a implantação de uma fábrica de vassouras com selo verde, o que pode gerar muitos empregos no município.

O senhor Valdelino Cavalcante, da Agência de Desenvolvimento Sustentável, afirmou durante o fórum que as pessoas "se organizarem em associações e cooperativismo é muito importante; esse é o ponto principal, o ponto inicial para que a gente possa daqui há pouquíssimo tempo estar colocando esse produto da Piaçaba no mercado nacional e internacional”.

O pesquisador Ignácio Oliete fez o mestrado sobre a Piaçaba e diz como o estudo pode ajudar na exploração racional da Piaçaba: "eu andei de 2006 a 2008 nos piaçabais levantando informações sócio-econômicas com relação à atividade, por isso mesmo, porque é uma atividade esquecida, faltava informação científica, e eu achei que era importante a gente levantar informações para o diagnóstico econômico que identificasse os problemas e levantasse questões biológicas e ecológicas sobre a espécie"

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

 

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