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O Estado do Pantanal - 06/11/2009 - 11h37

Qualidade da bacia do rio Miranda é discutida em workshop em Corumbá









Por Redação Pantanal News/Embrapa Pantanal


Acontece na quarta-feira (11) mais um workshop para discussão sobre o Índice de Qualidade da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda (IQB-Miranda). O evento ocorre no Campus do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Corumbá (MS), durante a programação do 2º Geopantanal (Simpósio de Geotecnologias do Pantanal).

Este será o terceiro encontro entre membros da equipe multidisciplinar do projeto 'Desenvolvimento de indicadores da qualidade das bacias hidrográficas do Tietê/Jacaré (SP) e do rio Miranda (MS) para manutenção da qualidade da água'. O projeto, financiado por meio de edital Chamada Pública MCT/FINEP/CT-HIDRO, encerrou no final de 2007, mas as discussões entre cientistas e técnicos continuam com apoio da ONG WWF-Brasil e contou também participação da comunidade da bacia em um outro workshop com abordagem participativa.

A construção desses indicadores está ocorrendo tanto por discussões técnicas entre a equipe de cientistas e representantes de órgãos gestores, como também de maneira participativa com a sociedade local residente na área da bacia. O segundo workshop foi realizado em julho deste ano em Campo Grande (MS).

Segundo a pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS) Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o objetivo é criar uma ferramenta para a tomada de decisão dos gestores de recursos hídricos baseada em indicadores abrangentes sobre a qualidade da bacia.

Os indicadores envolvem, além da qualidade da água, outros aspectos representativos do estado de conservação da bacia de forma ampla, como contaminação por pesticidas, uso do solo, potencial erosivo do solo, conservação de matas ciliares, conectividade de remanescentes florestais, bioindicadores bentônicos (relativos aos organismos que vivem no sedimento do fundo do rio), fragilidade ambiental, e conservação e diversidade de flora e fauna.

Nos primeiros meses de 2010, deve ocorrer o quarto e último workshop para finalizar os sub-índices e o índice geral (IQB-Miranda), consolidar os resultados e publicar o livro sobre essa proposta alternativa para a gestão dos recursos hídricos. A publicação será apresentada aos órgãos gestores das políticas públicas de recursos hídricos federais e de Mato Grosso do Sul, além de representantes da comunidade da bacia do rio Miranda.

Ferramenta
A discussão mais importante do terceiro workshop – que é, de fato, um mini-workhsop, com apenas 10 participantes), além dos sub-índices de flora e fauna, será sobre a possibilidade de aplicação da ferramenta de georreferenciamento SISLA (Sistema de Licenciamento Ambiental de Mato Grosso do Sul), desenvolvida por um grupo de cientistas coordenado pelo pesquisador João Vila, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP).  

“Este software desenvolvido para operacionalizar e otimizar os licenciamentos ambientais já contém toda a base cartográfica e de geoprocessamento para o Estado, e seria necessário apenas fazer o recorte da região da bacia do rio Miranda e aplicar aos índices selecionados. Durante as discussões, veremos se isso será possível”, afirma Débora.  

“Dentro desse ambiente georreferenciado, espera-se que seja possível gerar mapas para cada um dos sub-índices e para a síntese da composição completa do IQB. Cada imagem cartográfica gerada indicaria a qualidade de um aspecto da bacia, de fácil compreensão para o gestor e a sociedade em geral sobre onde estão os problemas e as causas. Caberá a eles decidir e priorizar as ações e políticas mais urgentes, como recuperação de áreas degradas, por exemplo, antes que os danos se tornem irreversíveis”, afirma Calheiros.

Para a pesquisadora, essa ferramenta facilitaria o trabalho do gestor, que é o tomador de decisão, e normalmente não lê com profundidade e em detalhes os trabalhos científicos. “Diante de mapas sintetizados com as informações relevantes e de fácil interpretação, decisões mais acertadas poderão ser tomadas”, explica.  

Segundo Calheiros, a ferramenta seria muito útil, também, para os parlamentares no momento de elaboração das leis sobre questões ambientais importantes, bem como para o Comitê da Bacia do rio Miranda, que tem em sua organização representes da sociedade local e tem como objetivo geral propor e implementar ações para a conservação dos recursos hídricos da bacia.

Participação
A pesquisadora revelou que os indicadores apresentados pelos moradores da bacia na reunião participativa foram muito semelhantes àqueles levantados pelos cientistas e técnicos. “É interessante observar que a percepção da comunidade é bastante realista, e condiz com os resultados científicos obtidos”. 

Quando perguntados sobre qual o percentual de alteração da qualidade da bacia do rio Miranda, os moradores da área, segundo Débora, estimaram entre 50% e 70%. A pesquisadora confirma as estimativas da comunidade, e diz que o desmatamento na parte mais alta da bacia, onde estão as nascentes dos rios, está em torno de 60% a 80%.

São parceiros do projeto o órgão gestor a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Semac) através do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), as Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRS), por meio do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), de Mato Grosso do Sul (UFMS), e Mato Grosso (UFMT), além da Universidade Católica Dom Bosco (Campo Grande-MS). Colaboram também as ONGs WWF-Brasil, Ecoa e Núcleo de Ecomunicadores dos Matos, além do Cidema.

Entre as Unidades da Embrapa envolvidas estão a Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Arroz e Feijão (Goiânia-GO), Informática Agropecuária (Campinas-SP) e Monitoramento por Satélite (Campinas-SP), além da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS).

O mini-workshop acontece das 8 horas ao meio-dia na sala 2, bloco H, no subsolo do Campus do Pantanal.

 

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