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Emprego - 16/09/2009 - 11h21

Trabalho garante renda a reeducandos e redução de custos aos empregadores




Por Redação Pantanal News/Notícias.MS

Edemir Rodrigues
recurso

Campo Grande (MS) – O trabalho de marcenaria está garantindo a um grupo de seis reeducandos do regime aberto da Colônia Penal Agrícola de Campo Grande renda, capacitação profissional e a oportunidade de transformar velhas carteiras escolares em peças novas, de volta às salas de aula.

 

Num galpão na Vila Sobrinho, eles trabalham durante todo o dia na restauração de cadeiras e mesas que estavam virando sucata. Depois de passar por uma pequena linha de montagem, a mobília quebrada, enferrujada, lascada, sai como nova. Das três mil peças encaminhadas pela Secretaria Estadual de Educação, 1.600 já foram consertadas e entregues para distribuição em diversas escolas. Até o mês que vem, ficam prontas as 1.400 restantes.

 

A oferta de trabalho é uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, através da Agência de Administração do Sistema Penitenciário, Secretaria Estadual de Educação e o Conselho da Comunidade de Campo Grande, organização da sociedade que atua na inserção de reeducandos no mercado de trabalho. O uniforme completo (botina, calça e camisa) é fornecido pelo Conselho, que também paga o salário, refeição e auxílio transporte entre a Colônia e o trabalho. “Embora a legislação permita remunerar essa mão de obra em ¾ do salário mínimo, nos contratos que fechamos nós sempre buscamos garantir o salário mínimo integral”, explica o presidente do Conselho, Nereu Rios, que há 27 anos trabalha com a reeducação de sentenciados.

 

Atualmente, o conselho conta com 11 contratos com empresas privadas que empregam reeducandos. A demanda é por muito mais vagas e a entidade está sempre buscando novos parceiros. Além do caráter social da organização que contrata os detentos, esse tipo de parceria representa também economia, porque as despesas são menores em relação ao trabalhador comum.

 

Na restauração das carteiras, a estimativa é de que o governo do Estado economize em torno de 50% do valor que seria necessário para comprar novo mobiliário, segundo Edmir Escardim, experiente instrutor nas áreas de marcenaria e serralheria. Ele capacitou e supervisiona os reeducandos que estão atuando na marcenaria. “Todos fazem todas as etapas do trabalho, nós promovemos um revezamento”, explica.

 

Na entrada da oficina, um amontoado de peças que parecem inaproveitáveis mostra as péssimas condições em que chegam as carteiras. Nas mãos dos trabalhadores, as cadeiras e mesas são desmontadas. A estrutura de ferro é raspada e lixada, e pintada com uma tinta especial à prova de riscos. A próxima etapa é a colocação das partes de madeira, que normalmente já chegam do fornecedor cortadas no tamanho próprio. As cadeiras ganham assento e encosto; as mesas, porta-livro e tampão.

 

“Foi fácil aprender. Eu tenho força de vontade”, conta Rogério Aparecido Garcia, que nunca lidou com marcenaria, mas já foi ajudante geral e não tem receio de aprender. Depois de cumprir os cinco anos de sua sentença, ele quer aproveitar o tempo de 1 ano e meio que ainda resta para trabalhar e acha que o ofício que está aprendendo e as pessoas que está tendo oportunidade de conhecer podem ajudá-lo  no futuro.

 

Rogério, que tem 27 anos e só estudou até a 5ª série, diz que ao ver as cadeiras estragadas lembra das bagunças que ele próprio fazia, e pensa na época em que poderá ver os filhos (de seis e cinco anos e um bebê de sete meses) estudando.  O reeducando está participando do projeto de recuperação das carteiras desde o inicio, há três meses, mas antes disso já aproveitava as oportunidades oferecidas pelo Conselho da Comunidade. O primeiro trabalho foi na portaria e manutenção do Parque das Nações Indígenas, por meio de contrato com a Prefeitura do Parque, ligada à Secretaria de Obras Públicas e Transportes.

 

 

Também integrando o trabalho na marcenaria desde o início, André Faoro Prado se lembra de quando o galpão estava tomado pelo mobiliário velho. “Achei que a gente não ia dar conta”, ele lembra. Sem nenhuma experiência com esse tipo de trabalho, o jovem de 22 anos ainda assim não desistiu da vaga. “Antes eu nem sabia que a gente tinha chance de trabalhar fora do presídio também. E quando eu soube, eu achei que não ia encontrar trabalho, porque não conheço ninguém aqui”, ele relata, citando que a família mora na região Norte do País. “Fiquei animado, acho que é uma oportunidade muito boa pra quem ta saindo do regime fechado”.

 

André tem grandes planos para quando terminar de cumprir a sentença. Ele quer aproveitar o conhecimento que adquiriu no trabalho em farmácias e estudar para ser técnico de enfermagem. Durante o tempo que ficou no regime fechado, ele deu importantes passos para atingir esse objetivo: retomou os estudos, fez o Programa de Educação de Jovens e Adultos e concluiu o Ensino Fundamental.

 

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