zap
ANIVERSÁRIO CORUMBÁ 2017
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Artigos - 26/08/2009 - 17h03

Poder público-privado




Por Luiz Leitão

"É sabido que determinadas empresas colocam adicional de preços nas licitações porque depois terão de financiar campanhas eleitorais seja legalmente, seja pelo caixa dois, como está sendo demonstrado pelos tribunais eleitorais"- Tarso Genro, ministro da Justiça, defendendo a necessidade de reforma política, em maio de 2009. 

Não tendo feito nenhuma ressalva de que emitia uma opinião pessoal, suas palavras, evidentemente, representam a posição oficial do governo brasileiro ou, no mínimo, do Ministério da Justiça, ao qual a Polícia Federal é subordinada. Confere mais peso ainda àquelas afirmações o currículo do autor, advogado, ex-ministro das Relações Institucionais, da Educação, duas vezes prefeito de Porto Alegre e ex-presidente do PT.

 De fato, foram grandes empreiteiras as principais doadoras de campanhas políticas nos dois últimos pleitos, com R$ 102 milhões oficialmente declarados, o que não exclui a possível multiplicação deste valor através de contribuições com recursos de caixa dois, conforme hipótese aventada na abalizada opinião do ministro.

 Decerto embaladas pelas investidas presidenciais contra o Tribunal de Contas da União (TCU), que economizou para o País R$ 50 bilhões em quatro anos, o lobby das empreiteiras agiu abertamente para pressionar o legislativo a limitar os seus poderes. Mas a política brasileira tem outras grandes, e talvez até mais generosas, fontes de financiamento em vários setores de peso do empresariado.

 Embora com o intuito de turvar ainda mais a já tão opaca vitrine por trás da qual se manipulam os dinheiros públicos no País, a ofensiva é absolutamente transparente, levada a cabo em pela luz do dia. Amplamente noticiado, o bote contra o TCU se consumou num acordo entre representantes dos Poderes Executivo e Legislativo e de empreiteiras.

 Por surreal que seja a situação, este é o Brasil pós-ditadura militar, submetido, desta vez, a um totalitarismo plutocrático escancarado, com poder de pressão suficiente para conseguir amoldar a legislação aos seus interesses.

 Os argumentos dos que defendem esse enquadramento do TCU às suas conveniências não se sustentam. Segundo seu presidente, Ubiratan Aguiar, das 2.368 obras em andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somente cinco estão paradas por indícios de irregularidades.

 Diante de um governo que domina e sabota a CPI da Petrobrás (que não é “nossa” – quase 70% de seu capital é privado), e das revelações ora sob censura judicial envolvendo negociatas da família de um senador com forte influência em estatais do setor elétrico, é atemorizante o desmantelamento da Receita Federal.

 Em complemento e contraponto às palavras de Tarso Genro, vão aqui os dizeres da ex-secretária da Receita, Lina Maria Vieira: “As Instituições de Estado – como a Receita Federal - somente poderão exercer o seu papel constitucional, se compostas por servidores que primem pela ética no serviço público, imunes a influências políticas de partidos ou de governos. Os governos passam, o Estado fica e, com ele, os servidores públicos.”

 Por isso, os adeptos da oportunista retórica antiprivatista do presidente Lula, seu partido e aliados, devem ponderar que empresas não são boas ou ruins porque estatais ou privadas, mas, sim, em decorrência do padrão de relacionamento entre seus controladores e o Estado.  

Não seria problema, portanto, a criação de uma estatal para gerir o pré-sal, mas levando-se em conta o uso político que seguramente dela se haverá de fazer, a hipótese é de tirar o sono.


Os artigos publicados com assinatura não representam a opinião do Portal Pantanal News. Sua publicação tem o objetivo de estimular o debate dos problemas do Pantanal do Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, do Brasil e do mundo, garantindo um espaço democrático para a livre exposição de correntes diferentes de pensamentos, idéias e opiniões. redacao@pantanalnews.com.br

 

Siga as notícias do Portal Pantanal News no Twitter:
www.twitter.com/PantanalNews

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
 
Últimas notícias do canal
04/09/2017 - 09h11
3ª Etapa da Expedição Centenária Roosevelt-Rondon (Parte III)
04/09/2017 - 09h06
3ª Etapa da Expedição Centenária Roosevelt-Rondon (Parte II)
04/09/2017 - 09h01
3ª Etapa da Expedição Centenária Roosevelt-Rondon (Parte I)
28/07/2017 - 16h47
Chapéu Bandeirante
24/07/2017 - 09h01
Atentado à Vida de Plácido de Castro
 
Últimas notícias do site
20/09/2017 - 17h12
Vídeo: Ministro oficializa migração de 23 rádios da frequência AM para FM
20/09/2017 - 17h00
Vídeo: Ministro assina documento que autoriza migração de rádios AM para FM em MS
20/09/2017 - 16h40
Blairo Maggi vem a MS para inaugurar frigorífico de jacarés em Corumbá
20/09/2017 - 16h10
Greve nos Correios inicia com paralisação em 25 municípios de MS
20/09/2017 - 16h01
Com clássicos da MPB, Padre Fabio de Melo faz show acústico em MS
 

zap

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.