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Artigos - 15/09/2008 - 09h20

A síndrome do '11 de Setembro'




Por Hiram Reis e Silva (*)

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 14 de setembro de 2008.

“Si la oligarquía y los pitiyanquis dirigidos, financiados y armados por el imperio derrocan un gobierno nuestro tendríamos luz verde para iniciar operaciones de cualquier tipo para restituir el poder al pueblo en esos países hermanos (...) No estamos dispuestos a morir como (Simón) Bolívar ni como (Salvador) Allende en

La Moneda”.

(Hugo Rafael Chávez Frías)

- ‘Nación Camba’

A ‘Nación Camba é uma região da Bolívia Oriental que cobre dois terços do país e é formado pelos estados de Santa Cruz, Beni, Pando e departamentos de Chuquisaca e de Tarija. Em pouco mais de um século, a região se converteu na primeira potência econômica do país, graças, sobretudo, à venda do gás e da soja. As características históricas e culturais singulares existentes entre o Altiplano boliviano e as Zonas Baixas dão origem a movimentos autonomistas e separatistas.

- ‘Movimiento Nación Camba de Liberación’

A população de Santa Cruz, ‘locomotiva’ econômica da Bolívia, acusa o governo de não priorizar seus interesses e prega autonomia da região de Santa Cruz de

la Sierra (‘Meia-Lua’). Consideram que o governo tem toda sua política voltada para o Altiplano: “Mas também existe outra ‘Nação’ não oficial e que representa mais de 30% da população e se assenta sobre um território predominantemente constituído por selvas e llanuras do coração da América do Sul e que constitui mais de 70% do território nacional, uns 700 mil km quadrados, cuja cultura mestiça vem do cruzamento dos espanhóis e guaranis. Seu analfabetismo não passa de 7% e, do ponto de vista produtivo, é o quinto produtor mundial de soja. A cidade de Santa Cruz de la Sierra (1,2 milhão de habitantes) realiza mais de 600 eventos internacionais por ano e demonstra sua ampla e indiscutível inserção no mundo globalizado. Constitui ‘a outra versão’ da Bolívia e cujo Movimento aspira obter a autonomia radical desta nação oprimida”.

- Movimento de Pinça

Os USA vêm desenvolvendo, sistematicamente, um projeto para garantir total controle do mercado latino-americano através do poder militar com a instalação de bases militares e a reativação da IV Frota. O objetivo final da militarização dos países da região segue paralelo aos seus propósitos econômicos e comerciais que seriam, futuramente, a apropriação de recursos estratégicos, controle territorial, exploração da força de trabalho barata, expansão do modelo econômico neoliberal e apoio, velado, a movimentos separatistas. É o conhecido ‘movimento de pinça’ cujas tenazes são militar e a econômica.

O Movimento Nação Camba, há muito tempo, garante que, se não for conquistada a almejada autonomia, o caminho será a separação e a luta armada. Os insurgentes contam com milícias de mais de 15 mil homens, treinados por paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), e armamento de última geração negociado com Israel, países apoiados incondicionalmente pelos USA.

- Embaixador Americano na Bolívia - persona non grata’

“Sem medo de ninguém, sem medo do império. Hoje, diante de vocês, diante do povo boliviano, declaro o senhor Goldberg, embaixador dos EUA,
persona non grata. Quem conspira contra a democracia e, sobretudo, procura a divisão da Bolívia é o embaixador dos Estados Unidos. Goldberg é um especialista em estimular conflitos separatistas” (Evo Morales)
Evo Morales acusou o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg, de fomentar o separatismo nas províncias oposicionistas e contribuir para alimentar os conflitos que vêm ocorrendo nos últimos dias em vários departamentos no país. O Conflito teve um saldo, até agora, de oito mortes e 80 feridos, ocupação de aeroportos e refinarias de petróleo, destruição de um gasoduto acarretando um prejuízo superior aos US$ 100 milhões além de interrupções parciais no fornecimento de gás para Brasil e Argentina. Morales concedeu ao embaixador Goldberg um prazo de 2 a 3 dias a partir de quinta-feira, 11 de setembro, para deixar o país.

O desentendimento com o embaixador Goldberg se tornou mais patente depois de seu encontro com o governador de Santa Cruz, Ruben Costas, inimigo declarado de Morales e um dos líderes da atual onda de protestos no país.  Goldberg tem um passado que o condena, foi chefe da secretaria do Departamento de Estado para assuntos da Bósnia (durante a guerra separatista dos Bálcãs) no período de

1994 a 1996, e entre 2004 e 2006, chefe da missão americana em Pristina (Kosovo), onde trabalhou como mentor da separação e a independência dessa região.

- Venezuela expulsa embaixador Americano

A crise já havia atingido patamares insustentáveis quando, no mês passado, Patrick Duddy afirmou que os venezuelanos não estavam cooperando na luta contra as drogas. O presidente Hugo Chávez, irritado com as declarações, alertou que embaixador poderia em breve ‘fazer as malas’.

Chávez determinou a saída de seu corpo diplomático de Washington em apoio ao seu principal aliado na América do Sul. Em discurso transmitido pela televisão estatal venezuelana, no dia 11 de setembro, o presidente venezuelano anunciou a expulsão do embaixador americano Patrick Duddy que, na realidade, já se encontrava nos EUA há alguns dias. O anúncio foi feito pouco depois de ter sido detido um grupo de oficiais da ativa e da reserva das forças armadas que, segundo o governo, conspirava para assassinar o presidente Chávez com o apoio dos EUA.

Chávez pediu o retorno do embaixador venezuelano em Washington, Bernardo Alvarez Herrera e afirmou que: ‘Quando houver um novo governo nos Estados Unidos, mandaremos um embaixador. Um governo que respeite os povos da América, a América de Simón Bolívar’.

- Hugo Chávez ameaça ação militar

“Se derrubarem ou matarem Evo, os golpistas da Bolívia sabem que me dariam luz verde para apoiar qualquer movimento armado”. (Hugo Chávez)

Declarou Chávez afirmando que as Forças Armadas Venezuelanas apoiarão o presidente da Bolívia Evo Morales caso este venha a ser deposto e fez referência à chegada de dois bombardeiros Tu-160 Blackjack à Venezuela para manobras conjuntas no Caribe. A Rússia já forneceu mais de 100 mil rifles de assalto AK-47 para as tropas venezuelanas e está ultimando as tratativas para a construção de uma fábrica no país.

Os militares bolivianos, por sua vez, afirmaram nesta sexta-feira, dia 12 de setembro, que rejeitam qualquer intervenção militar no país. O comandante das Forças Armadas Bolivianas, general Luis Trigo, em cadeia nacional de Televisão enviou um recado: ‘Ao presidente da Venezuela, o senhor Hugo Chávez, e à comunidade internacional, dizemos que as Forças Armadas rejeitam enfaticamente intervenções internacionais de qualquer tipo, não importa de onde venham. Não permitiremos que nenhum soldado ou força armada estrangeiros ponham pé em nosso solo’. As declarações de Trigo criam um impasse entre os dois países, que enfrentam atualmente uma crise diplomática com os Estados Unidos.

- O porta-voz Sean McCormack

Lamentamos as ações tanto do presidente Hugo Chávez quando do presidente Evo Morales de expulsar nossos embaixadores na Venezuela e na Bolívia, respectivamente. Isso reflete a fraqueza e o desespero desses líderes ao enfrentar problemas internos’, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack. Nesta sexta, em retaliação à crise diplomática, os EUA anunciaram sanções a três membros do alto escalação do governo venezuelano - Hugo Armando Carvajal Barrios, Henry de Jesus Rangel Silva, e o ex-ministro venezuelano, Ramon Emilio Rodriguez Chacin, suspeitos de ligação com o tráfico de drogas e as FARC. Chacin é homem de confiança de Chávez, e apoiou sua tentativa de golpe de Estado em 1992. Os três tiveram seus bens bloqueados, e estão proibidos de efetuar transações comerciais nos EUA. 

Sean McCormack afirmou que o governo americano decidiu, nesta quinta-feira, expulsar o embaixador da Bolívia em Washington Gustavo Guzmán em conformidade com a Convenção de Viena.

- Diplomacia e interesses Brasileiros

O Brasil reiterou apoio a Evo Morales. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o Brasil não irá tolerar ‘uma ruptura do ordenamento institucional boliviano’.

O ministro Edison Lobão das Minas e Energia disse nesta quinta-feira, dia 11, que o tratado firmado entre Brasil e Bolívia prevê o pagamento de ‘multa pesada’ no caso de interrupção no fornecimento e afirmou que: ‘É muito cedo para isso primeiro temos que restabelecer a situação que é mais urgente, essa questão da indenização, depois se resolve’. No dia

10, a responsável pela administração dos gasodutos confirmou uma redução em 10% do volume enviado ao Brasil e na quinta, o percentual havia subido para mais de 55%. Hoje os danos causados hoje já foram sanados.

- Fomos coniventes com Evo Morales (William Waack)

Curiosamente, é amplo consenso no Brasil que esses fenômenos – instabilidade econômica e política, conflitos externos – não nos interessam. Que interesse podemos ter em vizinhos à beira da guerra civil, como a Bolívia? Que interesse podemos ter num vizinho que ressuscita a Guerra Fria no Caribe como maneira de promover a própria fanfarronice militar, como faz a Venezuela?

Cabe aqui uma pergunta central: qual a capacidade que o Brasil tinha de influenciar acontecimentos nos reinos de Evo Morales e Hugo Chávez? Muita se tivéssemos já há bastante tempo deixado suficientemente claro para ambos que à principal potência regional (o Brasil) não interessa a instabilidade que ambos promovem. É, sim, direito legítimo dos povos da Venezuela e da Bolívia de viver sob o regime político e econômico que bem entenderem.

Podemos nos dirigir a Chávez dizendo que, para o Mercosul (um projeto que nasceu não apenas para baixar tarifas aduaneiras), é contraproducente a fabricação de conflitos com outros centros de poder? Claro que não. Assistimos ao jorro de sandices verbais do desequilibrado presidente da Venezuela como se fosse um animador de auditórios – agora que ele não só compra aviões russos mas, também, trata de provocar infantilmente os Estados Unidos promovendo manobras militares com os russos nós vamos bater palmas, rir ou fazer de conta que nada está acontecendo?

Situações de política externa desfavoráveis aos interesses de um país não são cataclismos meteorológicos, surgidos do nada. Morales e Chávez precisaram ser cultivados, criados, tolerados, precisaram sentir-se livres para agir, incentivados a tentar e convencidos de que podem conseguir. Em momento algum se sentiram impedidos pelo seu principal vizinho, o Brasil. Quem os apóia e festeja esse tipo de panacéia retrógrada e perigosa tem motivos para celebrar. Para os interesses do Brasil os acontecimentos na Bolívia e na Venezuela são lamentáveis. Resta esperar que a realidade se imponha – algo que dirigentes ideologizados jamais se dignam a admitir. O preço será pago por um enorme e indesejado sofrimento das populações da Bolívia e da Venezuela”.

(*) Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227

Petrópolis - Porto Alegre - RS

90630 150

Telefone:- (51) 3331 6265

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

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