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Meteorologia - 25/07/2009 - 09h17

Frio leva 60 pessoas a abrigo; só 10 são atendidas




Por Redação Pantanal News/Midia Max

Vicente Bezerra, de 55 anos, foi flagrado pela reportagem do Midiamax no momento em que se ajeitava para dormir na calçada da Avenida Afonso Pena, esquina com a rua Visconde de Taunay. “O meu dia-a-dia e assim, ando o dia inteiro. Já estou velho e não consigo mais emprego, por causa dos vícios [bebida]. Agora estou assim perambulando pelas ruas. Mais não incomodo e não roubo ninguém. Só fico pedindo comida e agasalho, nesse friozinho até um casaquinho e bem vindo”. Vicente já tirou temporadas curtas de três a quatro dias no Cetremi, o abrigo mantido pela Prefeitura, e quase todo dia toma sopa servida em outro abrigo, o Centro de Apoio ao Migrante, mantido pela igreja católica, na Visconde de Taunay, perto de onde passaria a noite mais fria do ano. A sensação térmica (o frio que realmente atinge o organismo) chegou a zero grau na madrugada de ontem e hoje, castigo inimaginável a quem dorme ao relento.

 

”As pessoas acabam virando morador de rua por causa de algum vício ou desilusão. Hoje em dia uma pessoa com vício, sem estudo, velho e sem dinheiro, acaba virando morador de rua. O vício destrói a familia. Hoje à noite (24) vou tomar a sopa ali no Centro [de Apoio ao Migrante]. E depois vou forrar uma toalha e uma coberta no chão desta calçada e dormir. Essas casas de apoio não abrigam todos os moradores de rua. É só para quem está de passagem pela cidade. O máximo que podemos ficar é de três a quatro dias”. De fato, na noite de quinta-feira pelo menos 60 desabrigados procuraram o Centro de Apoio ao Migrante pedindo um lugar para se socorrer do frio rigoroso. Mas apenas dez conseguiram uma cama quente e um cobertor para sobreviver mais uma noite. Os demais tiveram que enfrentar o inverno nos locais costumeiros: calçadas, sob marquises, em qualquer beco onde o vento não chegue com veloz trazendo ainda mais frio.

O Centro de Apoio ao Migrante fica na Rua Visconde de Taunay,entre as avenidas Bandeirantes e Afonso Pena, quase em frente ao antigo albergue da cidade, fechado e sem perspectiva de reabrir.

 

Sebastião Roberto, 60, é de Belo Horizonte (MG) e precisou de ajuda para passar a noite em Campo Grande. “Cheguei aqui ontem e estava somente com a roupa do corpo. Estava começando a passar frio e agora estou agasalhado e bem alimentado. Vim atrás de apoio médico, e estou fazendo tratamento no Hospital Universitário. Depois que conseguir a minha cirurgia pretendo ir embora para Belo Horizonte”.

A diretora Liliana Dal Santo disse que os moradores de rua acabam passando frio e fome porque nem todos conseguem atendimento.

“Todos os dias partir das 18 horas oferecemos sopa para os moradores de rua. Ontem tivemos 60 pessoas que estavam com frio e fome. Doamos alguns agasalhos que tínhamos. Oferecemos apoio para os migrantes que não tem onde ficar. Para os moradores de rua podemos ajudar com comida e roupas. Tentamos ajudar a todos como conseguimos”.

Vida cigana

A liberdade da vida cigana perde o brilho diante das dores humanas nos dias de frio. Nas ruas, morrer de frio é um risco.

No Cetremi (Centro de Triagem de Migrante), que fica no Parque dos Poderes os moradores de rua tomam banho, recebem casaco, alimentação. Mas, aos que não têm famílias na Capital, é providenciada a passagem para outro lugar.

Todos os migrantes que chegam diretamente à entidade, ou aqueles que são encontrados na rua, são cadastrados por uma assistente social que faz o cadastro do albergado.

O casal Maria Feitosa, 33, e Luis Carlos Almeida, 43, está desempregado.

Alessandra Carvalho

“Há um ano eu estive aqui a procura de um emprego e moradia e consegui passagem para o Mato Grosso. Lá, consegui um emprego de garçom e agora vim buscar a minha esposa para trabalhar na mesma empresa. Como ganho pouco e não conseguimos comprar a passagem estamos dependendo da ajuda do Cetremi. Vim somente com a roupa do corpo e aqui recebi alguns agasalhos por causa desse frio”, diz o marido.

Sergio Stefano, 52, ter onde tomar um banho, lavar as suas roupas, se alimentar e poder dormir é uma ajuda para quem não tem para onde ir. “Essa noite conheci vários moradores de rua de Campo Grande que vieram atrás de roupas de frio e depois que amanhecesse iriam para a rua novamente. Sou de São Jose do Rio Preto (SP) e vim para Campo Grande atrás de uma irmã. Não encontrei ela. Ia ficar na rua, mas como está muito frio e aqui oferecem agasalho e comida e moradia até conseguir a passagem”.

 

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