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Artigos - 24/07/2009 - 16h05

O Minuano e o Rio-Mar







Por Por Hiram Reis e Silva (*)

“Minuano, que invade estas coxilhas,

quanto do teu assobio magoado

são ecos distantes de um passado,

de patas de cavalos e tilintar de lanças,

ou brados de guerreiros que tombaram,

e errantes ainda galopam na voz do vento,

enfeitiçando assim estas paragens?”

(José Luongo da Silveira)

 

- Vento minuano 

Aqueles que não tem suas origens nos pampas definem o minuano como um vento frio de origem polar, de orientação sudoeste, que assola as terras gaúchas e a região sul de Santa Catarina após a passagem das frentes frias de outono e inverno. Para o guasca que brotou do ventre da Pampa, que traz nas veias o sangue heróico dos maragatos, que ainda ouve o eco dos clarins farroupilhas, que traz na memória a imagem de Sepé Tiarajú morrendo de lança em punho, o minuano é muito mais do que um vento. O minuano que canta e geme pelas coxilhas do gauchismo enaltece nossa nacionalidade, nossas tradições e nos faz recordar das grandezas do passado. Ao mesmo tempo que gela as campinas e avenidas aquece os corações gaúchos com as mais belas reminiscências.

 

- Treinamento com o Minuano

 

Continuamos treinando no Rio Guaíba e numa nova raia, alternativa dos feriados, da lagoa da Fortaleza (Cidreira) até a do Armazém (Tramandaí). Remar no inverno suportando as baixas temperaturas, o minuano, os densos nevoeiros é um desafio bastante grande. É necessário ter uma disciplina férrea e não se deixar esmorecer. Quando minha vontade titubeia, eu a reforço relembrando a tenacidade e a força de vontade de um ícone da nacionalidade brasileira que é Rondon. A sua tempera, sua determinação, me fazem esquecer os obstáculos e manter a rota.

 

- Rio Mar - Descida do Solimões

 

Para aqueles que ainda não ouviram falar de nosso projeto vamos fazer um breve relato. Em dezembro do ano passado e janeiro deste ano descemos de caiaque os 1.700Km do poderoso Rio Solimões, conhecendo as peculiaridades locais, observando e analisando a história, flora, fauna, hidrografia e povos da floresta. O esforço exigido diariamente, que causou espanto a tantos, foi minuciosamente planejado, levando-se em conta a velocidade da correnteza, o desempenho do caiaque, os locais de parada. Em apenas uma oportunidade abandonei a rotina prevista, de navegar uma média de 50 km, fazendo um deslocamento de 108 quilômetros, de Anamã a Manacapuru, das 05h15 às 14h15 - 9 horas sem parar. O treinamento exaustivo no Guaíba visava somente a isso: tornar-me capaz de cumprir a missão independentemente do percurso realizado. A missão não era somente remar, mas interagir e aprender com a selva e a população ribeirinha.

 

- Planejamento e Execução

 

Alguns técnicos afirmam que a fase mais difícil de um projeto é a sua execução. Eu discordo, a execução foi a parte fácil e a mais agradável, com experiências diferentes a cada curva do rio, belas paisagens a cada remada, sinfonias únicas, inúmeras descobertas, vivências ímpares, novos amigos a cada parada. O povo amazonense de todos os matizes, de todas as origens e de todas as raças nos acolheu sempre, de braços abertos, nos abrigando e alimentando. Tudo isto tornou a expedição bastante tranquila. Foi na fase de planejamento que enfrentamos nossos primeiros reveses. A falta de patrocínio por parte de entidades públicas ou privadas e o entendimento, por parte de organizações ligadas ao ensino de que o projeto não tinha uma face pedagógica definida, quase comprometeram sua execução. O desafio não foi enfrentar o rio-mar, as chuvas torrenciais, banzeiros, mas, sim, conseguir chegar a Tabatinga e transportar, para lá, todo o equipamento.

 

- Livro (Diário de bordo)

 

O livro e a exposição de fotos que alguns amigos e conhecidos nos cobram, insistentemente, estão em condições de serem efetivados. Infelizmente os patrocínios prometidos para suas publicações não foram concretizados.

 

- Rio Mar - Descida do Rio Negro

 

A descida do Rio-Negro, mais bela e mais arrojada do que a do Solimões, está longe de se materializar. Vejo, pouco a pouco, o sonho desvanecer. A descida do rio Negro, com largada agendada para 01 de Dezembro de 2009, dificilmente se concretizará sem o aporte financeiro necessário, fundamentalmente no que tange às passagens aéreas de Porto Alegre/Manaus, Manaus/Porto Alegre e de Manaus a Cucuí, AM. Continuamos treinando, estudando e planejando e, quem sabe, até o fim do ano as nuvens sombrias que se formam no horizonte venham a desvanecer. Não atingimos o Mar, como o próprio nome do projeto indica, mas resolvemos que, antes de atingi-lo, devemos percorrer o quarto maior rio brasileiro em vazão e o maior rio de águas pretas do planeta: o Rio Negro. Estamos na fase de planejamento e treinamento sem uma data marcada para o início da jornada, tendo em vista que ainda não dispomos dos recursos necessários, da ordem de R$ 24.000,00 para a execução do projeto.

 

(*) Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

 

 


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