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Artigos - 22/07/2009 - 15h33

Benjamin Constant Botelho de Magalhães






Por Hiram Reis e Silva (*)

- Benjamin Constant

 

“Benjamin Constant veio ao mundo no porto do Meyer, freguesia de S. Lourenço do Município de Niterói, no dia em que a Igreja Positivista comemora Duclos, o moralista adjunto do grande pensador que resume o glorioso movimento espiritual no século XVIII - Diderot (18 de Outubro de 1836). Seu pai, Leopoldo Henrique de Magalhães Botelho, natural da Torre de Moncorvo, assentara praça voluntariamente, com vinte anos de idade, no regimento provisório de Portugal em 21 de novembro de 1821. (...)

 

Português por seu pai, Benjamin Constant já era brasileiro por sua mãe, D. Bernardina Joaquina da Silva Guimarães, natural do Rio Grande do Sul. Em 1836 quando nasceu o futuro Fundador da República na raça portuguesa, dirigia seu pai uma escola particular, onde ensinava primeiras letras, gramática portuguesa e latim. Escassos sendo, os recursos que daí auferia, porque a maior parte dos discípulos era pobre, viu-se obrigado a procurar outra profissão, apesar da verdadeira satisfação com que seguia o magistério. A proteção da família da Viscondessa de Macaé proporcionou ao 1° tenente Botelho de Magalhães a tentativa de um estabelecimento na cidade desta denominação (Macaé), onde ainda entregou-se ao professorado. Aí foi batizado o seu primogênito em 26 de março de 1837, dando-lhe o pai por patrono subjetivo Benjamin Constant, o célebre publicista do constitucionalismo de quem era entusiasta. (...)

 

De Macaé passou-se a família de Benjamin para Majé, onde aprendeu este o abc com o vigário da Freguesia; e depois para Petrópolis onde seu pai ensaiou a vida industrial estabelecendo uma padaria. E já pelo desejo de ser o mestre do filho, por quem era extremoso e em quem depositava as maiores esperanças, já atendendo às suas inclinações pedagógicas, abriu novamente a sua escola. Conta-se que já então Benjamin auxiliava o pai nas suas funções de professor, o que sem dúvida deve ter concorrido para a predileção que mais tarde revelou pelo magistério.

 

Em Petrópolis não sendo mais feliz do que fora em Niterói, porque o seu gênio bondoso levava-o a repartir gratuitamente pelos pobres da vizinhança os frutos de sua indústria e as suas lições, aceitou o pai de Benjamin Constant o convite do então Barão de Laje, que o estimava e o considerava muito, e passou a administrar uma fazenda deste em Minas, mediante a partilha dos lucros. Foi aí que a família de Benjamin Constant encontrou os seus melhores dias. Mas essa felicidade durou pouco tempo. A 15 de Outubro de 1849 sucumbiu o seu chefe após oito dias de moléstia e no dia seguinte era sepultado na capela de S. José da Paraibuna, deixando à pobre e desolada esposa cinco filhos, cujo mais velho apenas em vésperas de completar treze anos.

 

(...) Com o auxílio de uma amiga, fazendeira de Minas, a Sra. D. Bernardina Vale Amado, que lhe pagava o aluguel da casa, pode a mãe de Benjamin Constant estabelecer-se nesta cidade, onde com o produto de seu trabalho, aumentava o modesto meio soldo de seu marido. Aqui a encontramos em Agosto de 1850.

 

Benjamin Constant, cuja atividade teórica, fora despertada por seu pai, já ensinando-lhe a gramática portuguesa, o latim e o cálculo elementar, já acenando-lhe porventura com a glória das profissões espirituais e com a melhoria que daí proviria para a sua situação doméstica, deu-se pressa em angariar os meios de continuar os seus estudos, apenas aqui chegou. Neste intuito dirigiu-se a um antigo conhecido de seu pai que muitas promessas de auxílio e proteção fizera à sua família. O amigo, porém, depois de pensar algum tempo, aconselhou-o a seguir um ofício, talvez como o meio de ser em mais curto prazo útil aos seus. Ofereceu-lhe arranjá-lo como servente de pedreiro, com o projeto de formar dele um bom oficial. Benjamin retirou-se calado, mas ferido no seu amor próprio; e quando mais tarde foi promovido a alferes, apresentou-se fardado ao referido amigo, cujo comprimento recusou, dizendo-lhe que apenas o procurava para provar-lhe que tinha aptidão, não para ser um oficial de pedreiro, mas um oficial do exército brasileiro.

 

(...) Frustrado nessa tentativa, não desanimou o jovem fluminense. Apelou para a família Andrade Pinto, e por intermédio de um dos seus membros alcançou ser admitido em umas aulas mantidas pelos frades beneditinos. Os seus progressos foram rápidos; em breve era ele auxiliar dos professores de latim e matemática elementar, encarregando-se de dirigir as classes mais atrasadas. Consta também que por esse tempo frequentou o Colégio Coruja, sendo passado por este professor, o atestado com que requereu para ser admitido a exames preparatórios na Escola Militar afim de seguir o curso de infantaria. Matriculou-se como voluntário em 28 de, Fevereiro de 1852, (...) os que tivessem dois anos aprovados plenamente e se houvessem distinguido nos exercícios práticos com aplicação e aproveitamento eram promovidos a alferes, com os vencimentos do soldo correspondente ao mesmo posto.

 

A vista de semelhantes vantagens, Benjamin Constant no duplo intuito de auxiliar o. sustento de sua família e de proporcionar-se os meios materiais indispensáveis ao prosseguimento de seus estudos, assentou praça no 1° Regimento de Cavalaria, em 1° de Abril de 1852.

 

(...) foi aprovado plenamente a 28 de Novembro de 1854.

 

(...) Nesse ano encetou Benjamin a sua carreira do magistério como explicador de matemática elementar aos alunos da Escola Militar”. (Mendes)

 

- O Mestre Amado (Rondon)

 

“Foste, Benjamin Constant, o meu Mestre Amado - que a todos se impunha pela extensão do cultivo intelectual, pela integridade do caráter diamantino, pela pureza do coração. Trato ameno aureolado de doçura e bondade, absoluta e sincera franqueza, realçavam aqueles predicados. E a todos, Mestre, inspiravas veneração.

 

Transfigurou-te o 15 de Novembro, fazendo-te ultrapassar-te a ti próprio, para chegares a ser o patriota que soube pôr uma sedição militar a serviço dos anseios da jovem nacionalidade, tão nobremente expressos desde Tiradentes e reafirmados em José Bonifácio ‘...o grande Andrada, esse arquiteto ousado que amassa um povo na robusta mão’. Soubeste orientar esses anseios no sentido da meta da evolução humana: a Fraternidade Universal.

 

E tanto é verdade que o amor supera em valor a inteligência, que não foi pela tua ciência e sim pela tua devoção à Pátria e à Humanidade que penetraste no Panteon da Imortalidade: ‘O Fundador da República, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, passou da vida objetiva à imortalidade a 22 de janeiro de 1891. O Povo Brasileiro, pelos seus representantes no Congresso Constituinte, se desvanece de lhe ser facultada a glória de apresentar este belo modelo de virtudes aos seus. futuros presidentes’ - tais são os termos da moção unanimemente aprovada na sessão em que se elegeu o primeiro Presidente da República Brasileira, a 25 de fevereiro de 1891.

 

Assim me ensinaste a nortear minha vida pelo ideal de servir a Humanidade, servindo à Pátria e à Família.

 

Refletia-se a nobreza moral de Benjamin Constant no porte, nas maneiras, na voz, na correta simplicidade do trajar, o que o tornava um dos homens de mais encantadora presença. Disse Teixeira Mendes que com ele privou: ‘pode-se assegurar que aquele que só o conhecesse pela fama de seus dotes morais e mentais, não teria a mínima decepção ao encontrá-lo pela primeira vez, pois não descobriria a menor discordância entre sua imagem e o tipo ideado para localizar tais qualidades- quiçá a realidade excedesse a expectativa’.

 

Tinha Benjamin Constant pouco mais de vinte anos. Foi quando se deu ruidoso incidente escolar de que resultou ser ele preso na Fortaleza de Santa Cruz.

 

Surgiram suspeitas sobre a probidade dos alunos da Escola Militar, traduzidas em ordem do dia do Comandante, lida em formatura geral. Avançou Benjamin Constant para o oficial que a lia, arrebatou-lha das mãos e, calcando-a aos pés, disse:

 

- Esta ordem do dia é um insulto para os alunos!

 

Sete vezes entrara Benjamin Constant em concurso para a cadeira de matemática e fora classificado em primeiro lugar, sendo que, numa das vezes, um dos examinadores, o Dr. Augusto Dias Carneiro, notável pelo saber e pela probidade, propôs a curiosa e expressiva classificação: ‘Em 1° lugar, com distinção, o Bacharel Benjamin Constant Botelho de Magalhães; em 2° lugar, ninguém; em 3.° lugar, ninguém, etc... em seguida, o outro candidato’. Ainda assim, fora Benjamin, mais uma vez, preterido.

 

Vago, mais tarde, o cargo de catedrático da Escola Militar, a que tinha direito Benjamin Constant, determinou o Imperador que fosse a cadeira posta em concurso. Todas as vezes que o Imperador se encontrava com Benjamin, insistia para que concorresse, ao que respondia ele sempre negativamente, uma vez que já dera provas cabais em público, nos sete concursos a que se submetera. Por fim, já impaciente, perguntou ao Imperador que novamente insistia, dizendo ser o concurso mera formalidade:

 

- Nomear-me-ia Vossa Majestade no caso de me resolver a concorrer?

- Claro .que sim!

- Pois andaria muito mal Vossa Majestade porque, aquiescendo eu afinal, depois do que lhe tenho dito e redito, daria péssima prova de caráter, o que me inibiria de poder bem.cumprir os elevados deveres do professorado.

 

Caracteriza Benjamin Constant a sua atitude em relação à Família Imperial, à qual devia reiteradas provas de consideração, inclusive o convite para lecionar as filhas e netos do Imperador.

 

Uma vez proclamada a República, partindo do princípio que a revolução visava à instituição e não às pessoas, cuidou Benjamin Constant não só de cercar de atenções a Família Imperial, como de acautelar escrupulosamente seus bens e propriedades, organizando para isso uma comissão de pessoas de reconhecida probidade e fielmente dedicadas ao trono. Sugeriu, além disso, que o Governo Provisório desse ao Imperador a ajuda de custo de 5.000 contos de réis, para que se estabelecesse na Europa. Recusou-se o Imperador a aceitá-la, mandando devolver o cheque, que, à sua revelia, recebera o Conde D’Eu, no Brasil”. (Viveiros).

 

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