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Meio ambiente - 14/07/2009 - 16h15

Estado ganha novo aliado na preservação do Pantanal




Por Redação Pantanal News/Notícias.MS

Fabio Pellegrini
recurso

 

Campo Grande (MS) – Com o lema “Informação e diálogo para um Pantanal sustentável”, foi lançado na noite de ontem (13) o Instituto SOS Pantanal, entidade do terceiro setor que visa utilizar o diálogo intersetorial como ferramenta fundamental para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais do Pantanal. A iniciativa é presidida por Alessandro Meneses, ex-presidente da Ecoa, a convite do empresário Roberto Klabin, que dirige a SOS Mata Atlântica.

 Segundo Alessandro, essa nova proposta chega para somar com outras iniciativas da região, com o intuito de tornar-se uma ferramenta fundamental na facilitação do diálogo, sendo importante essa comunicação com setores hostilizados, já que são determinantes para a conservação do Pantanal.

 “O SOS Pantanal tem como finalidade promover a gestão do conhecimento e a disseminação de informações de forma objetiva, alcançando governos, pequenos e grandes empreendedores, fazendeiros, pequenos proprietários de terra da região e a população em geral, de forma a sensibilizá-los e desencadear impactos positivos para a conservação e a sustentabilidade do Pantanal”, explicou ele.

 O evento, que aconteceu no Novotel, contou com a presença da senadora Marisa Serrano; do secretário nacional do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, no ato representando o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; do secretário adjunto do Estado de Meio Ambiente, Márcio Monteiro, no ato representando o governador de MS, André Puccinelli; do secretário estadual de Obras Públicas e Transportes, Edson Giroto; da diretora-presidente da Fundação de Turismo de MS, Nilde Brun; do deputado estadual Paulo Corrêa, representando o presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos; do superintendente estadual do Ibama, David Lourenço; do prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman, representando os prefeitos da região do Pantanal; do presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul, Ademar da Silva Júnior; do vereador de Campo Grande, Marcelo Bluma; dentre outras autoridades.

 O SOS Pantanal objetiva promover a gestão do conhecimento e a disseminação de informações referentes à região para autoridades, formadores de opinião e a população em geral. Seu diferencial, segundo Klabin, vai estar no envolvimento dos setores produtivos nas suas ações.

 “A organização quer dialogar com todos os setores, trabalhar oportunidades e informações de qualidade, com o grande desafio de aproximar o setor produtivo com a agenda ambiental e o terceiro setor. Além de Campo Grande, faremos o lançamento da SOS Pantanal também em Mato Grosso e nas principais cidades da região pantaneira”, esclareceu Klabin.

 Atuação

 O Pantanal está localizado na Bacia do Alto Paraguai (BAP), constituindo uma planície sedimentar de aproximadamente 160.000 km2, entre Brasil, Bolívia e Paraguai, com a maior parte em território brasileiro, abrangendo os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É considerado uma das maiores áreas úmidas do mundo, formando um ambiente altamente produtivo, e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, sendo ainda uma das 35 Grandes Regiões Naturais do planeta (Wilderness).

 No Pantanal, são encontradas formações vegetais características de vários ecossistemas, como Amazônico, Chaco, Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. A biodiversidade também é de grande relevância: existem pelo menos 3.500 espécies de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis, 41 de anfíbios e 325 espécies de peixes de água doce, sendo que algumas delas em risco de extinção.

 O desenvolvimento econômico na região pantaneira vem se intensificando nos últimos anos com outras atividades além da pecuária, como a mineração e a siderurgia, que trazem novos desafios para a construção da sustentabilidade na região.

 Trabalho conjunto

 Segundo Alessandro Menezes, diretor-executivo da SOS Pantanal, a ausência de informações já provocou e continua provocando ruídos e dilemas no que tange ao tema meio ambiente, pois as partes envolvidas defendem suas teses muitas vezes de forma incompreensível, regadas de ideologias. “No Pantanal, isso não é diferente. Uma dessas quedas de braço pode ser mais elucidada, uma vez que ambientalistas e produtores tinham opiniões desencontradas a respeito do desmatamento na região e ambos não chegavam a um dado confiável que desse oportunidades ao diálogo”.

 Sendo assim, a equipe à frente desse processo inicial do SOS Pantanal, junto com as entidades SOS Mata Atlântica, WWF-Brasil, Conservação Internacional, Avina e Ecoa, com apoio da Embrapa Pantanal, realizou um levantamento inédito da vegetação pantaneira, executado pela Arcplan. “Com base no mapeamento do Probio 2002, realizamos atualização das imagens de satélite em 2008, sendo possível mapear a cobertura vegetal do Pantanal. O resultado foi a constatação de que a planície pantaneira mantém intacta cerca de 85% de sua cobertura vegetal nativa, enquanto o planalto (onde nascem os rios do Pantanal) mantém apenas 40%”, disse Alessandro.

 O levantamento comprova que a pecuária extensiva tradicional praticada no Pantanal desde 1737 contribuiu para a conservação ambiental da região, que hoje representa o ecossistema com melhor índice de conservação do país.

 “Ou seja, através de estudos técnico-científicos, chegou-se a uma informação verdadeiramente confiável, sendo apresentada a todas as partes envolvidas. A partir daí, estão sendo promovidos diálogos com um consentimento de que o Pantanal está, de certa forma, preservado, mas é necessária a ação imediata de todos os envolvidos nesse processo para termos um Pantanal que siga conservado, e o desafio é trabalhar oportunidades para isso”, continua Alessandro.

 Uma das propostas da nova entidade, em conjunto com suas parceiras, é continuar realizando este mapeamento da cobertura vegetal da Bacia do Alto Paraguai anualmente e calibrarmos a base ano a ano, de maneira que tenhamos no futuro dados confiáveis da região do Pantanal e uma avaliação real da eficiência das ações desenvolvidas no território.

 “Com essas ações, somadas a outras, já desenvolvidas na região por parceiros, é possível contribuir, de forma concreta, para um novo cenário de preservação”, finaliza Alessandro.

 

 

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