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Artigos - 04/07/2009 - 09h15

Cavalo Pantaneiro – O Herói Incansável




Por Vladimir Bouret

Quando no século 15 Dom Álvaro Nuñes “Cabeza de Vaca” entrou com sua comitiva no Pantanal, ele não imaginava que aqueles poucos 25 animais iriam acabar sendo fundamental para a formação de uma raça eqüina, e muito menos que ela seria fundamental para a ocupação, sobrevivência e desenvolvimento sócio econômico da Planície Pantaneira. Nessa época os cavalos era animais de importância fundamental para o homem, sendo referência para as pessoas de posse, já que eram muito valorizados. Porém, para os índios do Pantanal, eles foram vistos inicialmente como alimento, com o tempo algumas tribos passaram a vê-los como forma de transporte e principalmente como uma “arma de guerra”, e foi a partir desse ponto de vista que muitos animais passaram a ser conduzidos das planícies da Argentina e Paraguai, para a região do Pantanal. Já nos meados do século 17 era possível encontrar grandes rebanhos de cavalos selvagens nas planícies do Pantanal, esses animais foram se adaptando ao meio em que viviam e acabaram por se tornar imprescindível para as pessoas que habitavam a região.

No decorrer do tempo, algumas outras raças foram introduzidas nos rebanhos selvagens, principalmente no início do século 19 com a aquisição de algumas fazendas no Pantanal pelos ingleses e franceses. Entre essas raças estão o Puro Sangue Inglês e o Árabe. Houve também a leva de muitos animais da região de Goiás e São Paulo, que serviam na condução das boiadas do Pantanal para os centros de engorda. Resumindo assim, isso ajudou a formação e padronização da raça do Cavalo Pantaneiro.

Para poder viver e trabalhar no Pantanal, esses animais passaram por adaptações extraordinárias, tornando-se o símbolo de resistência para as longas viagens que o homem pantaneiro precisava fazer. Porém, algumas adaptações não são esteticamente bem vista por criadores de outras raças, mas são essências para a vida, sobrevivência e principalmente para a capacidade de trabalhar em uma região inóspita, selvagem, hora alagada, hora ressecada. Algumas dessas características como olhos mais “espalmados”, cascos finos, membros dianteiros mais desenvolvidos que os traseiros, que desqualificam outras raças, no Cavalo Pantaneiro é sinônimo de qualidade.

Para quem conhece o Cavalo Pantaneiro, as suas qualidades funcionais são inquestionáveis. O criador e Técnico de Registro da ABCCP Caio Pio da Silva Campos, define assim: “tem muito criador que ainda não percebeu o tesouro que entrega nas mãos de um peão ele próprio desqualifica...”(*) Mostrando bem o valor que um Pantaneiro legítimo, que vive e  trabalha no Pantanal dá a estes animais. Para pessoas como Caio Pio, seria impossível a ocupação e a criação de gado na região do Pantanal se não existissem animais com as características do Cavalo Pantaneiro. Lembrando ainda a importância da capacitação adequada do peão para o bem do cavalo.

Porém a luta de adaptação do Cavalo Pantaneiro parece nunca terminar. Isso porque após a drástica redução do rebanho bovino nas região do pantanal, obrigou o Cavalo Pantaneiro por ser um animal de serviço, a subir para regiões de solo firme e seco. Esse detalhe na história da raça acabou por mostrar ainda mais as qualidades do animal, que em terreno seco mostrou ser incomparável na lida do dia a dia do campo. Podendo ser considerado por muitos especialistas do assunto, como o melhor cavalo de serviço do país. Assim, pela trajetória da história, adaptações e variação de função, o Cavalo Pantaneiro pode ser considerado realmente um símbolo, pois nenhuma outra raça eqüina foi tantas vezes colocada a prova como ela foi.

São por esses motivos que o Cavalo Pantaneiro merece o respeito de todos os brasileiros. E na minha humilde opinião, essa é uma raça que deve ser cuidadosamente conservada e preservada, onde jamais deveria ser cruzada com qualquer outra, pois corre-se o risco de perder o que foi pelas mãos de Deus, carinhosamente moldado pela natureza. Para mim, o cavalo Pantaneiro é acima de tudo um herói incansável.

 

Vladimir Bouret não é criador, mas é um apaixonado pelo Pantanal e pelo Cavalo Pantaneiro

 

*Revista Globo Rural/Junho de 1987

 

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