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O Estado do Pantanal - 09/09/2008 - 08h30

Estado pode ter o maior roteiro de Geopark das Américas




Alexssandro Loyola

Por Gisele Colombo, do Notícias MS

          Primeiro Geopark de Mato Grosso do Sul - 2º do País, com área total de até 50 mil quilômetros quadrados, poderá ser o maior sítio de visitação das Américas. A visita técnica do grupo multidisciplinar que delimitará os roteiros do projeto ocorrem a partir desta segunda-feira (8) até sábado (13) nas regiões de Bonito e Bodoquena. Para existir, o Geopark estadual ainda terá que receber a chancela da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que define um “geopark” como um roteiro geográfico onde há o suporte à educação de geociências, proteção e conservação de sítios arqueológicos e o turismo sustentável – com desenvolvimento local.  

Os dados e demais aspectos da proposta que deverá ser homologada junto à Unesco em 2009 - durante a próxima reunião do comitê científico do órgão no Ceará -foram debatidos na manhã desta segunda-feira (8) no auditório da Governadoria, com a presença do presidente da Fundação de Cultura do Estado (FCMS), Américo Calheiros; da presidente da Fundação de Turismo estadual (Fundtur), Nilde Brum; do coordenador estadual do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado, Sérgio Yonamine; pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade São Paulo (USP), diretores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e representantes dos municípios inseridos no projeto.
 
O presidente da FCMS, Américo Calheiros, destacou a ação estratégica do Estado – com abordagem multidisciplinar por parte das secretarias voltada ao setor – como indicador do entendimento governamental da importância estratégica do “Geopark” para o desenvolvimento do Estado e das comunidades envolvidas. “Estamos sanando as preocupações e indagações do projeto através destas reuniões temáticas, realmente consolidando um trabalho em conjunto”, destacou.
 
Novo Conceito 
O diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Dalmo Vieira Filho, explica que o Geopark “Bonito-Bodoquena” – nome provisório – não terá a estrutura dos parques ou reservas tradicionais. O conceito que recebe a chancela da Unesco traça os pontos de interesse geológico, ecológico e paleontológico sem desapropriações das áreas, e a gestão dos centros de visitação é descentralizada e apoiada pela iniciativa privada.
“O projeto estadual está muito bem traçado, e hoje, no Brasil, é o que tem as melhores condições de receber o selo da Unesco”, elogia o diretor, lembrando que o roteiro traçado ordenará as visitas, agregando valor aos roteiros já existentes na região, além de atrair recursos internacionais para infra-estrutura e promover a divulgação científica. "O ensino não pode ser virtual, e este roteiro será essencial para o processo educacional regional e brasileiro”, destaca Vieira Filho.
 
Investimentos 
Este desenvolvimento foi justamente o que aconteceu no Geopark Araripe Ceará Brasil – o 1º do País e das Américas, conta o professor e pesquisador da Universidade Federal do Cariri, Alexandre Sales. Com área de 5 mil quilômetros quadrados localizados em 11 municípios cearenses, onde estão mapeados 70 pontos de interesse científico – o turista visita somente nove pontos – o parque recebeu recentemente através de financiamento do Bando Mundial (BID), US$ 65 milhões que serão investidos em ações de infra-estrutura; inovação e apoio aos setores produtivos e fortalecimento das gestões municipais na região.
 
“Mudamos a cultura na região, do turismo de exploração dos fósseis, onde os moradores vendiam as peças aos turistas, formamos guias regionais e mostramos paras as crianças que a ciência é um caminho profissional”, e acrescenta: “as pessoas querem viver a experiência da pesquisa científica e contribuir com a comunidade”.
 
O ex-professor da UFMS e atual pesquisador da Universidade São Paulo (USP), Paulo Boggiani, lembra que embora o grupo ainda estude a amplitude da área do geopark estadual - a estimativa e de até 50 mil quilômetros quadrados - está área não vai interferir na questão fundiária do Estado, portanto, todos devem colaborar neste processo de identificação. “As áreas do geopark não serão desapropriadas, serão geridas pela iniciativa privada, agregando valor à produção local existente”, enfatiza.
 
Além desta valorização, para o professor da UFMS, Gilson Martins, o Geopark estadual também será uma “vacina” de cultura. Ele aposta na promoção e divulgação da ciência e da paisagem cultural do nosso passado, como forma de compreender nossa realidade presente. “Vamos permitir que as pessoas tenham uma nova visão de si mesmas e do mundo ao preservar estes testemunhos da história do planeta, um verdadeiro museu da história natural a céu aberto”, pontua.
 
Já Neuza Camargo Nunes, secretária do Desenvolvimento Econômico, Social, Turismo e Cultura de Nioaque, vê no projeto a oportunidade de retomada do desenvolvimento de seu município. Ela lembra que embora em sua cidade existam até fósseis com pegadas de dinossauros, estes circuitos estão fechados à visitação e à exploração turística. 
 
“Iniciamos um trabalho de resgate e preservação de nossos pontos turísticos e históricos, mas ainda não estão inseridos nos roteiros turísticos da região", e lembra: "os fósseis com pegadas de dinossauros e os locais onde ocorreu a guerra do Paraguai, como a retirada da Laguna, permanecem sem visitação”, lamenta.
 
A diretora-presidente da Fundtur, Nilde Brun, adianta que a equipe multidisciplinar está dando o terceiro e decisivo passo para a definição do dossiê que será enviado à Unesco para a homologação do parque. Ela também enfatiza as muitas alternativas de ações transversais que o projeto abrirá ao Estado.
 
“Este projeto irá balizar várias outras ações conjuntas que agregarão cada vez mais valor aos produtos do Estado”, conclui, lembrando que antes do término do projeto e envio do dossiê, o Estado terá que receber a visita de um consultor internacional e passar por uma auditoria dos técnicos da Unesco.  
 
Unesco 
Segundo a definição da UNESCO, um geopark é um território com limites definidos e que abrange um determinado número de sítios geológicos de relevo ou um mosaico de entidades geológicas de especial importância científica, raridade e beleza, que seja representativa de uma região e da sua história geológica, eventos e processos, possuindo não só significado geológico, mas também relevância ecológica, arqueológica, de história e cultura.


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