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Correio de Corumbá - 27/05/2009 - 08h56

Incêndios no Pantanal

Não foi por falta de aviso: em 2003 o jornal Correio de Corumbá publicou o alerta do empresário Jorge Katurchi




Por Adolfo Rondon(*)

        

          Exatamente há seis anos atrás, ou seja, em maio de 2003, o Semanário Correio de Corumbá publicou uma matéria sob o seguinte título: “Ecos do 1.º Seminário de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no Pantanal”, evento em que o tradicional comerciante e produtor rural de Corumbá, Sr. Jorge José Katurchi, apresentou documento por ele elaborado, contendo sugestões e reivindicações de vital importância em prol da preservação da fauna e flora pantaneira.

            Infelizmente as autoridades competentes não deram ouvidos a voz da experiência e, nos últimos tempos, estamos vendo de braços cruzados, o fogo acabando com o nosso Pantanal bem em frente à Cidade Branca, fazendo com que os animais corram para o perímetro urbano de Corumbá, para não morrerem de fome ou torrados.

            E a poluição causada pelo fumaceiro, prejudicando a saúde do povo, notadamente das crianças e idosos? Prejuízo com tratamento médico das vias respiratórias e medicamentos. E o turismo que já andava fraco? Com o nosso cartão postal sendo exibido pela grande imprensa do país, inclusive no Jornal Nacional, totalmente tomado pelo fogo e a fumaça, quem vai querer vir aqui? Nem quati.

            E para que serve o IBAMA? Só para atravancar o desenvolvimento de nossa região? Para debelar esses focos de incêndios, primeiro tem que fazer reuniões, estudos, levantamentos, vistorias, ora bolas, é só jogar água de avião e helicóptero! É elementar, meu caro responsável pelo órgão.

           Os aviões e helicópteros de combate a incêndios geralmente ficam baseados em Campo Grande, Cuiabá, Brasília ou na Amazônia, lembrando que no Amazonas estão morrendo afogados de tanta água.

           Um avião de combate a incêndio tem que ficar aqui no nosso aeroporto, durante o ano todo, assim como o helicóptero para tal finalidade. Gastam-se milhões com mordomias no Congresso Nacional e não mandam sequer uma aeronave para o Pantanal.

            Anos atrás o IBAMA não liberou autorização ambiental para se instalar a usina termelétrica de Corumbá, que seria a primeira a ser construída no MS. Até hoje não concedeu autorização para a empresa Sabrina Empreendimentos instalar aqui na Capital do Pantanal, o Centro Náutico de Corumbá, um fantástico projeto que transformará a região ribeirinha de nossa cidade, atraindo milhares de turistas e servindo a própria população local nas áreas de lazer, cultural e social.

           Recentemente quando viu o projeto desse magnífico empreendimento, a presidente da Fundação de Turismo do Estado, Nilde Brum, ficou boquiaberta, encantada e a indagar o porquê do mesmo ainda não estar sendo construído. É culpa do IBAMA que não ata e nem desata.

            Aposto que quando resolveram instalar dezenas de usinas de cana para produção do bio-combustível(álcool) aqui no Pantanal, o IBAMA vai dar a autorização no ato. Pra que dardo para anestesiar animais em Campo Grande, se o Pantanal é aqui?  Lá deve ter é muito amigo da onça que quer ver sempre nosso município subjugado a eles.

             Portanto, presidente Lula, feche o IBAMA, antes que o mesmo acabe com o progresso de Corumbá.

            Por outro lado, com relação ao transporte ferroviário, enquanto os trilhos da Ferronorte já estão chegando a Rondonópolis, rumo a Cuiabá e pretendem construir nova estrada de ferro ligando MS ao Paraná, a nossa ferrovia de Corumbá a Miranda continua abandonada.

             Era para ser de primeiro mundo a ferrovia da antiga NOB-Noroeste do Brasil, com bitola larga, dormentes de concreto e não de madeira podre; retificação de alguns trechos, eliminando algumas curvas e outras benfeitorias.

            Com o rio Taquari aconteceu à mesma coisa, ou seja, não foi por falta de alerta. Aliás, o próprio Sr. Jorge Katurchi e o Dr. Armindo Pinto de Figueiredo de saudosa memória se manifestaram por inúmeras vezes nos anos 80, inclusive através de artigos que publiquei nos jornais em que eu era redator-chefe, sobre o que poderia ocorrer com esse importante afluente do rio Paraguai.

             A minha prima Dra. Iza Rondon Lima Verde, que foi diretora geral da antiga Portobrás em Brasília, hoje AHIPAR, na mesma década alertou as autoridades competentes da Capital Federal, do Governo do Estado na época e os proprietários de áreas na região do Taquari, sobre a necessidade de se tomar providências para evitar o assoreamento do mesmo, inclusive incentivando a plantação de matas ciliares as suas margens.

              Ninguém agiu nada e deu no que deu. Hoje não estamos chorando o leite derramado, mas, sim, o leito do rio que derramou e inundou as propriedades rurais vazando pelos arrombados, matando milhares de cabeças de gado. Agora terão que investir milhões de dólares para tentar salvar o Taquari.

             É por tudo isso que sou favorável à criação do Estado do Pantanal ou pelo menos numa primeira etapa, a instalação do Território Federal do Pantanal, com Corumbá sendo sua capital. Com isso todos os municípios pantaneiros ficariam unidos, como Cáceres, Poconé, Porto Murtinho, Miranda e os demais que fazem parte dessa região considerada Patrimônio da Humanidade, inclusive recebendo incentivos de ongs e instituições internacionais de preservação ambiental.

*Adolfo Rondon é descendente dos desbravadores do Pantanal da Nhecolândia, sendo bisneto de Gabriel Patrício de Barros, cunhado de Joaquim Eugênio Gomes da Silva(Nheco), herdeiro do Barão de Vila Maria e, também, bisneto do pioneiro do Pantanal do Rio Negro, Ciríaco da Costa Rondon, fundador da Fazenda Rio Negro, palco da novela Pantanal, apresentada pela TV Manchete e reprisada recentemente pelo SBT. Portanto, é pantaneiro mesmo.

 

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