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Meio ambiente - 05/05/2009 - 07h05

Protocolo interno propõe critérios produtivos e sociambientais para a pecuária orgânica do Pantanal




Por Geralda Magela, da WWF

 

Pecuaristas da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) do Mato Grosso do Sul  adotaram uma iniciativa inovadora. Eles criaram protocolo interno de processos produtivos e responsabilidade socioambiental. O documento - lançado nessa terça-feira, 28 de abril, em Campo Grande (MS) pela ABPO e pelo WWF-Brasil - irá regulamentar as atividades da instituição e de seus associados tornando públicos seus processos produtivos e de responsabilidade socioambiental.

Entre inovações do protocolo, está a criação de um sistema interno de auditoria para fiscalizar periodicamente as fazendas, além das visitas anuais que já são realizadas pela empresa certificadora. O documento também traz avanços no que se refere à lei ambiental como, por exemplo, a proibição de se desenvolver atividade de carvoaria em suas propriedades e o apoio à criação de um corredor ecológico das fazendas orgânicas por meio da conectividade de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permante (APPs).

Na solenidade de lançamento do protocolo, o superintendente  de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, lembrou que o Pantanal está entre as áreas ambientais mais importantes para o mundo. Ele destacou que o WWF-Brasil apoia a  pecuária orgânica certificada no Pantanal porque  a considera  uma alternativa sustentável para a região. Maretti elogiou a iniciativa dos pecuaristas orgânicos de criar um protocolo interno, indo além do processo de certificação. “Eles assumem o compromisso  de produzir melhor e a preservar o meio ambiente, destacou, acrescentando que esse tipo de liderança exercida pela ABPO ajuda a transformar mercados.

O protocolo é mais uma etapa do trabalho que vem sendo desenvolvido pela ABPO e pelo Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil, desde 2003, de estímulo à pecuária orgânica certificada no Pantanal. O objetivo principal dessa parceria é buscar alternativas que permitam aliar a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do Pantanal.

O coordenador do Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil, Michael Becker, ressaltou que o documento é um diferencial para o segmento, pois ele vai além das exigências da legislação ambiental e da certificação. “ É um divisor de águas. Esperamos essa idéia se expanda e que outros pecuaristas também adotem a iniciativa”, disse Becker.

Os compromissos que integram o documento, que agora deverão ser adotados por todos os integrantes da ABPO, foram definidos com a participação e o envolvimento de instituições de pesquisa, ONGs, parceiros comerciais da ABPO e representantes do setor produtivo da pecuária.

Ao apresentar o protocolo, o presidente da ABPO, Leonardo Leite de Barros, destacou  que houve muitas discussões  para a elaboração do documento, mas o resultado foi muito positivo. “Assumimos a responsabilidade com o nosso Pantanal. Vamos buscar novas formas de produzir a carne orgânica com qualidade, padronização e critérios sociambientais bem definidos”, ressaltou Barros.

Para Barros, embora represente um passo importante, a construção do protocolo não se encerra com o seu lançamento. “O protocolo é dinâmico. Não é um documento para ficar na gaveta” disse o presidente da ABPO, ressaltando que novos critérios poderão ser incorporados a ele nas próximas revisões.

A adesão dos atuais e futuros associados da ABPO ao protocolo é obrigatória e eles terão um prazo de até três anos a partir do lançamento da publicação para se adequarem aos compromissos firmados. O cumprimento dos compromissos assumidos será monitorado pelo Programa de Auditoria Interna (PAI - ABPO).

O que é a pecuária orgânica?

O manejo orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não destrua o meio ambiente e que valorize o homem. A pecuária de corte orgânica tem como objetivo uma produção que mantenha o equilíbrio ecológico englobando os componentes produtivos, ambiental e social, a partir de normas estabelecidas pelas instituições certificadoras.

Na criação, o gado orgânico é rastreado desde seu nascimento até o abate, com registro de peso, alimentação, vacinas, entre outras informações, em fichas individuais.

A alimentação dos animais é observada com especial atenção. Além da pastagem, outros ingredientes compõem o cardápio do gado orgânico como casca de soja não transgênica e farelo de algodão. Esses alimentos têm procedência garantida ou são produzidos pelos próprios pecuaristas de acordo com as normas da certificação.

Outra preocupação é quanto ao bem-estar dos animais. As fazendas trabalham com sombreamento das pastagens e currais em formato circular para que o gado não se machuque.
Uma das prioridades das certificadoras é garantir a segurança alimentar. Por isso, é exigida e monitorada a vacinação, inclusive contra febre aftosa. Em caso de alguma enfermidade, o gado orgânico é tratado com produtos fitoterápicos e homeopáticos.

Também é proibido o uso de uréia na alimentação e de hormônios para engorda. Com relação ao meio ambiente, também é proibido o uso de fogo para manejar as pastagens.

Números - Atualmente, existem 16 fazendas certificadas ou em fase de certificação no Mato Grosso do Sul (associadas à ABPO) e 10 no Mato Grosso (ASPRANOR), totalizando 26 propriedades. As fazendas certificadas ocupam uma área total de 131,2 mil hectares e possuem um rebanho de 99,8 mil cabeças.


(Envolverde/WWF-Brasil)

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