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Sindicatos - 17/04/2009 - 08h15

Sociedade sul-mato-grossense se levanta contra a crise e cria comitê de luta

O Comitê Popular e Sindical Contra a Crise e o Desemprego é formado por partidos políticos, centrais sindicais, estudantes, movimentos populares como das mulheres, sem terra e dos povos indígenas




Por Wilson Aquino

 

Centrais sindicais, partidos políticos, estudantes e movimentos que representam a luta dos trabalhadores sem terra; das  mulheres; dos povos indígenas e de outros segmentos da sociedade criaram em Mato Grosso do Sul o Comitê Popular e Sindical Contra a Crise e o Desemprego, que atuará de modo permanente no combate aos efeitos danosos da crise na vida da população sul-mato-grossense. A primeira atividade do grupo será promover uma grande mobilização no dia 1º de Maio (Dia do Trabalhador) na Praça do Rádio a partir das 9 horas. Depois da parte das manifestações sobre a situação econômica do Estado e da necessidade de união de forças dos diversos segmentos que compõem a sociedade, haverá shows musicais e outras atividades culturais, revela Estevão Rocha dos Santos, vice-presidente da Força Sindical em Mato Grosso do Sul, uma das integrantes do comitê.

Em todo o mundo, segundo o sindicalista, milhões de pessoas reagem e se mobilizam contra a crise e “no Brasil não é diferente. No último dia 30 de março, cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas em todo o País, numa mobilização que uniu as centrais sindicais e o conjunto de movimentos sociais, lutando por melhores condições de vida para a sociedade. Agora, esses mesmos organismos  preparam uma grande mobilização  no dia 1º de Maio, um dia de luta, como tem que ser o Dia dos Trabalhadores”, explicou.

O presidente da Força Sindical em MS, Idelmar da Mota Lima informou que as principais “bandeiras” do Comitê Popular e Sindical Contra a Crise e o Desemprego serão as seguintes: Não às demissões; Redução dos juros; Redução da jornada de trabalho sem redução de salários e direitos; Reforma Agrária já!; Pelo fortalecimento da agricultura familiar; Por saúde, educação, saneamento básico e moradia; Em defesa dos serviços e dos servidores públicos; Mais investimentos em políticas sociais; Contra o aumento da tarifa de transporte coletivo e a volta dos cobradores; Contra o aumento da tarifa de energia elétrica; Contra o aumento progressivo da taxa de esgoto sobre a água consumida pelos campograndenses e Em defesa dos direitos dos povos indígenas sobre as terras tradicionalmente ocupada por eles e seus ancestrais e pela demarcação já, das terras indígenas.

Carta aberta

O Comitê Popular e Sindical Contra a Crise e o Desemprego divulgou uma carta aberta ao povo de Mato Grosso do Sul enfatizando que os trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise. No documento, assinado por centrais sindicais, partidos políticos, sindicatos, federações e outros organismos a sociedade o comitê afirma: “Uma grave crise internacional, a maior desde 1929, atinge o capitalismo. Gerada no centro do sistema, os EUA, ela vai se alastrando mundo afora. Ninguém escapa, inclusive o Brasil. Não é só uma crise financeira e econômica, pois faz parte da própria dinâmica de um sistema que de tempos em tempos entra em pane e que transformou o planeta num imenso cassino financeiro.

O povo não é o culpado por essa crise. Ela é obra da ganância dos mais ricos, que agora querem que a classe trabalhadora pague a conta da farra que fizeram demitindo, reduzindo salários e direitos, injetando recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalizando os movimentos sociais. A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise.

Em Mato Grosso do Sul a situação não é diferente, e o povo já começou a arcar com o ônus da crise. Os donos da riqueza e do poder, que sempre lucraram sobre o suor dos trabalhadores, usam a crise de forma oportunista para demitir em massa milhares de trabalhadores e/ou ameaçá-los com a redução de salários e direitos. E fazem isso mesmo recebendo grandes quantias de dinheiro público!

Também sob o pretexto da crise, muitos governantes de plantão cortam investimentos que poderiam ser direcionados para políticas sociais, afetando a qualidade dos serviços prestados à população. Cerca de 7.000 famílias sul-mato-grossenses foram suspensas do Bolsa Família. Além disso, pairam sobre os servidores públicos ameaças de ficarem sem aumento salarial e mesmo de demissão.

Enquanto isso, injustificadamente, as tarifas ficam ainda mais caras. A do transporte coletivo da capital passou para R$2,50, tornando-se a segunda mais cara do país (!), mesmo com as empresas do setor dispensando cobradores e prestando um serviço de péssima qualidade. Como se não bastasse, herança perversa da privatização, a Enersul quer elevar ainda mais a já extorsiva tarifa de energia elétrica, e já se encontra autorizado pelo executivo municipal o aumento da taxa de esgoto sobre a água consumida de 70 para 100%.

Com menos empregos, menos investimentos públicos e tarifas mais caras, a vida do povo sul-mato-grossense vai sendo afetada gravemente. As economias dos municípios perdem em dinamismo, ao passo que aumentam a pobreza e a violência.

No campo se agrava a situação de fome, violência e dependência das políticas assistencialistas. Os povos indígenas, que vêem seus direitos à terra negados, estão sob intensa campanha de mentiras, preconceitos e racismo, com o único objetivo de impedir o reconhecimento e demarcação de suas terras.

As idéias e políticas neoliberais fracassaram. Chegou a hora de defender a alternativa de um projeto nacional e popular com valorização do trabalho e dos trabalhadores, cortar drasticamente os juros, acabar com o superávit fiscal, reduzir a jornada sem reduzir os salários, ampliar os investimentos em habitação, saneamento, educação e saúde, fazer a reforma agrária e fortalecer a agricultura familiar. Os governos também devem tomar medidas para impedir as demissões e garantir o emprego e a renda dos trabalhadores”.

As entidades que integram o comitê e que assinaram o presente documento:  Força Sindical, CUT, CTB, Conlutas, MST, Assembléia Popular, Consulta Popular, Cimi, CPT, UNE, UJS, DCE/UFMS, Conlute, A-UCE, CEBs, GEM, FETEMS, ACP, FITRAE MT/MS, CDDH, SINTRAE/MS, FESSEPMS, SISEM, Sind. Dos Bancários de CG, SEESVIG, FTIA/MS, SINTSS/MS, SINTES, Sintraconta/MS, Sindjufe/MS, SINDEP, FETRACOM/MS, SINERGIA, SINDATA, Sind. Comerciários de Sidrolândia, Sind. Vest. Sidrolândia, Sind. Ind. Alim. Três Lagoas, SIMTED/Dourados, SEEB/Dourados, SINTTEL/MS,SISTA/MS, SIDAVES/MS, STTRCG, SINDCARGA, STTCUCG,SINDJUS/MS, SIMTED, PT, PCdoB, PDT e PSTU.

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