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Pesquisa no Pantanal - 23/03/2009 - 08h35

Nossas escolas insistem em ensinar o Evolucionismo como um fato indiscutível




Por Comunicação SFA/MS

 

Desde as primeiras séries de nossos estudos vimos sendo familiarizados com uma explicação – no mínimo estranha – sobre a origem da vida: a teoria da evolução de Charles Darwin, soberana nos manuais de colégio.

No entanto, um grande número de escolas norte-americanas está excluindo de seus currículos o ensino do darwinismo. O motivo? Um fato certamente de pouca importância – e talvez por isso nunca seja mencionado no Brasil – a evolução das espécies jamais foi provada cientificamente.

Paleontologia: faltam evidências
São extraordinárias as falhas e incongruências da teoria darwiniana. Há muito, ela deixou de ser unânime entre os pesquisadores, pois carece de métodos científicos e vem sendo desmentida por vários ramos da ciência.

A paleontologia é atualmente o principal argumento contra tal teoria.

Observando o documento fóssil, fica claro a existência de uma sucessão hierárquica das formas de vida ao longo do tempo. Quanto mais antigos os estratos fósseis, mais inferiores são as espécies da escala biológica.

Esse aumento da complexidade das formas de vida no decorrer da história é bastante utilizado pelos evolucionístas como uma argumento a favor de suas hipóteses. Coloca-se esses animais em seqüência e tem-se a impressão de que uns descendem dos outros, como se constituíssem um filão genealógico, desde as formas de vida mais simples, até as atuais.

Mas há um problema que não pode ser ignorado: se a evolução de uma ameba, ao longo da história, deu-se de modo a resultar em seres mais complexos até chegarmos à vastidão infindável de organismos que temos hoje, então seria imprescindível que tenham existido milhares de formas de transição dos seres, passando de uma espécie até se tornarem outra, sucessivamente.

No que dependesse de Darwin seria assim. Entretanto, nunca foram encontrados esses animais de transição ¾ os elos perdidos ¾ entre as espécies.

Essa descontinuidade no registro fóssil é tão contundente para o evolucionismo, que o próprio Darwin afirmou que “talvez fosse a objeção mais óbvia e mais séria” à sua teoria. A confirmação da hipótese evolucionista ficou condicionada ao encontro dos elos perdidos. Mas passaram-se dois séculos e ainda continuam perdidos.

Quando vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o aparecimento de novos grupos de plantas e animais, isso ocorre como um estrondo, isto é abruptamente. Não há evidências de que haja ligações entre esses novos grupos e seus antecessores. Até porque, em alguns casos, esses animais estão separados por grandes intervalos de até mais de 100 milhões de anos.

O Dr. G. Sermont, especialista em genética dos microorganismos, diretor da Escola Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de Peruggia e R. Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, no livro Dopo Darwin. Critica all’ evoluzionismo, afirmam nesse sentido que: “é se constrangido a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenômeno evolutivo nenhum... Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de organismos e se acompanha sua história paleontológica... acaba-se sempre, mais cedo ou mais tarde, por encontrar uma Repentina interrupção exatamente no ponto onde ¾ segundo a hipótese evolucionista ¾ deveríamos ter a conexão genealógica com uma cepa progenitora mais primitiva. A partir do momento em que isso acontece, sempre e sistematicamente, este fato não pode ser interpretado como algo secundário, antes deve ser considerado como um fenômeno primordial da natureza.”

O exemplo mais gritante de descontinuidade no registro fóssil é o que encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de microorganismos: bactérias, algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é uma infinidade de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar, crustáceos, medusas, moluscos... Esse fenômeno é tão extraordinário que ficou conhecido como “explosão cambriana”.

Ora, se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa vasta gama de espécies do Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma série de formas de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e os invertebrados do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registro fóssil. Esse é, aliás, um ponto que nenhum evolucionista ignora.
Outro fato é que os organismos sempre permanecem os mesmos, desde quando surgem, até a sua extinção e quando muito, apresentam variações dentro da própria espécie.

Ainda mesmo que um animal apresentasse características de dois grupos diferentes, não poderia ser tratado como um elo real enquanto os demais estágios intermediários não fossem descobertos.

A riqueza das informações fósseis vem servindo contra os postulados evolucionístas. Várias hipóteses de seqüências evolutivas foram descartadas ou modificadas, por se tratarem de alterações no registro fóssil (tal como a evolução do cavalo na América do Norte).

O próprio pai da paleontologia, o Barão de Couvier, vislumbrou, nessa sucessão hierárquica do dos seres vivos, ao invés de uma evolução, uma confirmação da idéia bíblica da criação sucessiva. As grandes durações da história geológica, que à primeira vista parecem favorecer as especulações dos evolucionístas, fornecem, muito pelo contrário, objeções.

Cabe lembrar que Santo Agostinho, analisando a criação em seis dias no Gênesis, tem o cuidado de não interpretar dia como intervalo de 24 horas. O Santo Doutor interpreta dia como sendo luz, e luz dos anjos testemunhando a criação de Deus. Os seis dias falam de uma ordem na criação, e não propriamente de uma medida de tempo.

O mistério dos fósseis vivos.
Outra objeção à filogênese (evolução genealógica) é apresentada pelos fósseis vivos. Qual a razão que levou várias espécies, gêneros e famílias a atravessarem muitos “milhões de anos” (nas contas dos evolucionistas, é claro), sem sofrer o processo evolutivo que os evolucionístas gostariam de encontrar?

O celacanto é um peixe que aparece em estratos de 300 milhões de anos atrás. Conhecem-se fósseis desse peixe até em estratos do começo da era cenozóica, isto é, até 60 milhões de anos atrás. Pensava-se que o celacanto tivesse existido durante esse intervalo de tempo de 240 milhões de anos. Acontece que de 1938 para cá, vários espécimes, vivos e saudáveis, foram pescados no Oceano Índico.

Quer dizer: esse peixe atravessou 300 milhões de anos até nossos dias, enquanto que, de acordo com os evolucionístas, ao longo dessa duração houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos. (Obs: para o presente estudo, utilizamos a contagem de tempo hipotética dos evolucionistas. Sem que isso signifique uma adesão a esses números que buscam justificar a evolução).

Os foraminíferos e radiolários são seres unicelulares, cujas carapaças são responsáveis por grandes espessuras nas rochas sedimentárias. Os foraminíferos constituem uma das ordens biológicas que aparecem no Pré-Cambriano e que existe até hoje. Vários organismos se extinguiram ao longo do tempo que vai da era paleozóica superior a nossos dias.

Também fato científico estranho à Teoria. Porque esta faz remontar a origem dos animais pluricelulares aos animais unicelulares. Como explicar, então, que os foraminíferos e radiolários não se transformaram em animais pluricelulares, ao longo de tão dilatada história biológica? Grande mistério...

Seleção Natural: mecanismo anti-evolução
Alguém poderia perguntar: e a seleção natural, ocorre? Sim, ocorre. Mas não como Darwin a concebeu.

Vejamos o famoso exemplo das mariposas da Inglaterra. Inicialmente elas tinham coloração clara. Acontece que a Revolução Industrial trouxe grande emissão de poluentes e os troncos das árvores ficaram mais escuros.

Decorrido algum tempo, as mariposas teriam “evoluído”, tornando-se escuras.

Durante muito tempo, insistia-se que esse fosse um nítido caso de evolução. Mas o advento da genética mendeliana encarregou-se de negá-lo. Sabe-se hoje que, qualquer mudança nas características de uma espécie só ocorre por estar “contida” no seu material genético e a variação dar-se-á nos limites da carga genética dessa espécie, não passando disso. É o que aconteceu com as mariposas inglesas.

Elas eram claras e tornaram-se escuras porque em seu conjunto genético havia uma variação genética para a cor escura. As mariposas continuavam e continuam sendo mariposas. Assim como continuam a nascer mariposas claras.

Não houve, portanto, evolução. Na verdade, a seleção natural ocorre para que os seres permaneçam vivos em um meio ambiente cambiante. E à medida que possibilita a predominância das características mais vantajosas ou superiores em um determinado meio, torna os indivíduos mais parecidos e não mais diferentes. Portanto, não opera, uma diversificação. Ela trabalha como uma força conservadora.

Ademais, se a evolução existisse realmente, a seleção natural se encarregaria de barrar o seu processo, pois os seus mecanismos de atuação são antagônicos. Um ser vivo que desenvolvesse uma característica nova (patas, asas, olhos...) não se beneficiaria enquanto ela não estivesse absolutamente desenvolvida. Ao contrário, seria prejudicial. Por que a seleção natural iria favorecer um animal com um órgão em formação? Essa característica nova, além de não cumprir as funções da estrutura que a deu origem, ainda não desempenha a sua própria função porque ainda está em desenvolvimento.

Assim, pela teoria da evolução houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos e aves. Ora, um peixe que estivesse desenvolvendo características de anfíbios, patas por exemplo, nem nadaria e nem se locomoveria com destreza porque suas nadadeiras estariam se convertendo em patas. Pois bem, a seleção natural se encarregaria de eliminá-lo, por sua debilidade.

Golpe derradeiro: a genética
Quando ficou patente que a seleção natural por si só era incapaz de explicar o processo evolutivo as mutações foram escolhidas como uma tentativa de salvar a teoria evolucionista. As mutações constituem a única hipótese potencialmente capaz de gerar uma característica nova.Entretanto, elas não ocorrem para adaptar o organismo ao ambiente e nem há condições de se saber o gene a sofrer mutações. É um processo absolutamente fortuito.

Erros de leitura do DNA – o que é realmente raríssimo – causam as mutações. A mutação só acontece se a alteração no DNA modificar o organismo. Em geral, esses erros não provocam nenhum resultado porque o código genético está engendrado de modo tão formidável, que torna neutras as mutações nocivas. Mas quando geram efeitos, eles são sempre negativos.

Com efeito, não há registro de mutações benéficas e a possibilidade delas existirem é tão reduzida que pode ser descartada. Em seres humanos, existem mais de 6 mil doenças genéticas catalogadas, por exemplo, melanoma maligno, hemofilia, alzheimer, anemia falciforme. Essas doenças – e grande parte das catalogadas – foram localizadas nos genes correspondentes. Assim se todas as mutações que as causaram fossem corrigidas, teríamos uma espécie de homem perfeito. Esse é, aliás, um indício de que esse homem perfeito tenha existido, como é ensinado no Gênesis.

A genética, ao invés de corroborar a hipótese evolucionista, desacreditou-a ainda mais. Atestou a impossibilidade de que um organismo deixe de ser ele mesmo. As famosas experiências do biólogo T. Morgam com a mosca da fruta (geralmente citadas em manuais escolares) elucidam muito bem essa questão: As mutações, em geral, mostram deterioração, desgaste ou desaparecimento geral de certos órgãos; nunca desenvolvem um órgão ou função nova; a maioria provoca alterações em caracteres secundários tais como cor dos olhos e pelos, sendo que, quando provocavam maiores modificações, eram sempre letais; os mutantes que se equiparam à mosca normal, no que diz respeito ao vigor, são uma minoria e, mutantes que tenham sofrido um desenvolvimento realmente valioso na organização normal, em ambientes normais, são desconhecidos.

Darwin fraudou
E se a realidade não colabora, pior para ela, diria Darwin. Os escândalos sobre falsificações foram uma constante na história do evolucionismo. O próprio pai da teoria fraudou. No seu livro “As expressões das emoções no homem e nos animais” foi utilizada uma série de fotografias forjadas a fim de comprovar suas hipóteses.
E ainda recentemente foi descoberto mais um embuste: o archeoraptor. Com uma imaginação bem apurada, muitos aclamavam esse achado como sendo a ligação entre as atuais aves e os dinossauros. Não passava de uma mistura mal-ajambrada de peças de diversos fósseis.

O evolucionismo não é científico!
Estamos diante de um fato insólito na história da ciência. A teoria da evolução, de Darwin a nossos dias, não só não se confirmou, mas se tornou cada vez mais insustentável. Entretanto, ela continua sendo defendida e propalada como verdadeiro dogma. É uma vaca sagrada contra a qual ninguém tem o direito de discordar, apesar de seu inteiro despropósito.

Porque tanta insistência? Haverá por detrás disso uma segunda intenção de seus propugnadores (ou pelo menos de uma parte deles)? Engels dá-nos uma pista numa de suas cartas a Marx: “o Darwin que estou lendo agora é magnífico. A teologia não estava destruída em algumas de suas partes, e agora isso acaba de acontecer”.

Reside nisso toda a questão. Aceita-se o evolucionismo para não se aceitar a Deus. Desde a sua origem, essa teoria esteve impulsionada mais pelo desejo de prover o ateísmo de fundamento científico, do que em encontrar a origem das espécies.

Atribuir ao acaso toda a ordem perfeita e harmônica do universo é um inteiro disparate. O cientista que toma essa atitude joga para trás todos os parâmetros científicos (em nome dos quais ele fala)e lança mão de argumentos filosóficos que a própria ciência já desmentiu.

É impossível admitir o acaso como resposta para um fenômeno tão manifestamente racional como é o finalismo presente na organização do mundo. Mesmo Darwin sabia o quanto eram absurdas as suas formulações, e admitiu a que fins elas serviam: “estou consciente de que me encontro num atoleiro sem a menor esperança de saída. Não posso crer que o mundo, tal como vemos, seja resultado do acaso, e, no entanto, não posso considerar cada coisa separada como desígnio divino.”
Por tudo isso é que a teoria da evolução não pode reclamar para si a denominação de científica. A obstinação e a atitude de seus adeptos demonstram que o evolucionismo consiste em um movimento filosófico e religioso.
É uma concepção do universo para a qual nada mais é estável, tudo está sujeito a um eterno fluir. E mais ainda, tudo quanto há na vida social, desde o direito até a religião, foi fruto da evolução, inclusive a idéia de Deus.
Essa teoria se espalhou para todos os campos do conhecimento, sobretudo nas ciências humanas. E seus resultados foram funestos, não só para a pesquisa, mas também no campo prático, basta lembrar que ela serviu de fundamento para as mais mortais concepções de Estado que já existiram: o comunismo e o nazismo.
O evolucionismo funciona como fundamento do relativismo contemporâneo. Fato esse , aliás, o único capaz de explicar o porque de se defendê-lo com tanta contumácia, pois, uma vez derrubado este bastião, não há nada que justifique a ideologia relativista, nem na ciência e nem no senso comum das pessoas.
Enfim, encerramos mencionando a Quinta Via de Santo Tomás de Aquino, em que o Doutor Angélico lembra que a teleologia (fim inteligente) presente em todo o universo reclama a necessidade de Deus. “Vemos que algumas coisas, como os corpos naturais, carentes de conhecimento, operam em vista de um fim; o que se conclui de operarem sempre ou freqüentemente do mesmo modo, para conseguirem o que é ótimo; donde resulta que chegam ao fim, não pelo acaso, mas pela intenção. Mas, assim como a seta é dirigida pelo arqueiro, os seres
sem conhecimento não tendem ao fim sem serem dirigidos por um ente conhecedor e inteligente. Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas a coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus.”


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Comentários
Marcela, em 04/06/2010 - 16h25

Santa ignorância batman!

Débora, em 29/03/2009 - 12h54

Engraçado clamarem por "provas" materias, quem acredita em seres imateriais, que sejam capazes de governar nossas vidas. "A Origem das Espécies" até pode ser uma farsa, mas não é uma farsa tão forte quanto a "Bíblia", que até hoje a grande maioria da população ocidental sustenta como um "guia para se chegar ao paraíso, vivo, ou morto".

Pedro Kaddoum, em 28/03/2009 - 02h23

Essa denominação Teoria da Evolução deixa os crentes em polvorosa. A teoria da relatividade, por exemplo, continua teoria e é incontestável. Não se enganem, não sejam preguiçosos e oportunistas. Se informem sobre a exitência ou não de consenso na comunidade científica. Se vierem com o argumento de que não dão crédito à ciência, tenham, pelo menos, a descência de abdicar das coisas que o método científico tem lhes garantido com suas conquistas.

Cassidy, em 26/03/2009 - 00h09

Claro! Uma teoria que é bem fundamentada, estudada, posta a prova, confirmada é bem menos confiável que uma mitologia barata que não passa de uma colcha de retalhos de outros mitos. Parabéns! Pensando assim vc vai longe. Aliás, já ouviu falar em Mithra? Será que o tal Jesus era a mesma pessoa? e pq a bíblia "tão confiável" é cheia de erros/contradições?

Yuri Leite, em 24/03/2009 - 18h52

A Evolução das espécies é um fato indiscutível, corroborado pelas evidências científicas acumuladas nos últimos 150 anos. O texto apresentado aparece em vários sites da internet e é algumas vezes atribuído a um tal de Mauro Corrêa. Esse é um texto cientificamente absurdo, com inúmero erros básicos de biologia, que beiram ao ridículo. Se fosse corrigir tudo, gastaria muitas páginas, mas me sinto no dever de esclarecer pelo menos alguns dos erros mais graves da matéria: 1) Evolução (e não evolucionismo, como o texto colocou) é um sim fato indiscutível e sua compreensão é fundamental para nossa saúde e bem estar. Alguns exemplos: A penicilina, primeiro antibiótico criado pelo homem, não funciona em várias cepas de bactérias pois elas evoluíram resistência à essa droga. Nossos animais domésticos e plantas utilizadas na agricultura foram modificados pelo homem de modo a atenderem nossas necessidades. Ou seja, nós dirigimos a evolução dessas espécies por seleção artificial. As pragas agrícolas evoluem adquirindo resistência aos herbicidas, por isso não conseguimos nos livrar dessas pragas. 2) A evolução não explica a origem da vida, como colocado no texto. A evolução só pode acontecer a partir do momento que existe uma forma de vida. Seria realmente muito estranho se a evolução explicasse a origem da vida, como colocado na matéria. A origem abiótica da vida é um assunto que entra mais no ramo da química do que da biologia. 3) Nenhuma escola americana está excluindo o ensino da evolução do currículo, pois isso é contra a lei. Aqui também isso é contra as diretrizes curriculares do MEC. O que acontece nos EUA é que algumas escolas tentam incluir o ensino do criacionismo nas aulas de ciências, mas isso também é contra a lei de lá. O criacionismo pode ser ensinado em aulas de religião, mas não em aulas de ciências, pois não é científico. 4) Paleontologia: sobram evidências, ao contrário do que afirma o texto. Na época de Darwin, realmente poucos fósseis de transição eram conhecidos, mas hoje em dia são centenas de “elos perdidos” preenchendo muitas lacunas do registro fóssil de plantas e animais e nos mostrando uma maravilhosa transição de formas, inclusive do homem. As dezenas de espécies de dinossauros emplumados da China são um ótimo exemplo. A recente descoberta de um linguado fóssil, cujos olhos estão na posição intermediária de migração para um dos lados do corpo é outro exemplo fascinante. 5) A evolução pode ser abrupta (chamamos de equilíbrio pontuado) ou lenta e gradual (ou gradualismo filético): existem exemplos de ambos no registro fóssil. Os “fósseis vivos”, apesar de apresentarem as mesmas características morfológicas durante milhões de anos, continuaram a evoluir. Seu material genético sofreu alterações constantemente. Então por que ele se manteve do mesmo jeito durante tanto tempo? Porque ambiente onde ele vive não sofreu grandes mudanças ao longo do tempo e a seleção natural tenha favoreceu formas homogêneas nesse período. 6) Um ser vivo que desenvolve uma característica nova pode se beneficiar dela sem ela estar completamente desenvolvida. Alguns peixes apresentam nadadeiras modificadas em patas, que permitem a eles “andar” no fundo da água. Nadadeiras desse tipo são uma vantagem e deram origem às patas dos primeiros anfíbios, permitindo que eles se locomovessem em terra. Essa transição é muito bem documentada inclusive com fósseis recentes como o Tiktaalik. 7) A genética trouxe o triunfo da evolução, pois confirmou grande parte das idéias evolutivas de Darwin. Erros de leitura de DNA não são raríssimos como coloca o texto. Podem ser até muito comuns se a espécie não tiver um mecanismo de reparo eficiente (como as bactérias por exemplo). Se essas mutações forem favorecidas no ambiente, os indivíduos que a possuem vão deixar mais descendentes e sua freqüência aumentará com o passar das gerações. É o que acontece com as bactérias resistentes a antibióticos que mencionei acima. 8) O evolucionismo é científico pois é passível de ser falsificado. No entanto, todas as evidências científicas acumuladas desde Darwin confirmaram que ele estava certo em praticamente tudo que escreveu. Algumas partes de sua teoria foram adaptadas com a incorporação da genética de Mendel e da estrutura do DNA de Watson & Crick, por exemplo, mas o cerne dela continua inabalado. Isso é uma constante nas ciências: a teoria da gravitação de Newton foi aprimorada pela teoria da relatividade geral de Einstein, por exemplo. 9) A evolução nada tem a ver com a aceitação ou não de deus. A evolução é incompatível com a idéia antiga de que as espécies teriam sido criadas independentemente uma das outras e permanecido dessa forma até hoje ou até terem se extinguido. Inúmeros biólogos evolucionistas acreditam em deus e não acreditam que haja qualquer incompatibilidade nisso. 10) A evolução por seleção natural não ocorre ao acaso. Muito pelo contrário: é um processo determinístico, onde os mais aptos sobrevivem e deixam mais descendentes para a próxima geração. Esse é um erro muito comum de interpretação. Dr. Yuri L. R. Leite Professor Adjunto da UFES Bacharel em Ciências Biológicas pela UFMG e Doutor em Biologia Integrativa pela Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA.

Leonardo Bezerra, em 23/03/2009 - 19h05

Adorei esta matéria, muita acertada e profunda. É hora de dar um basta nesta falsa teoria do evolucionismo. Gostaria muito de publica-la na integra no meu blog, Jornal Defesa dos Animais, por favor, se permitirem me avisem. Um abraço a toda a equipe.

Laudo Leon, em 23/03/2009 - 14h06

Parabéns pelo artigo. Há muito tenho visto e ouvido sobre a teoria da evolução. Explicações nos mais diversos sentidos. Mas esse texto, expõe de forma clara, para quem não é do meio científico, que a evolução é só uma teoria e nada mais.

Arlindo, em 23/03/2009 - 11h10

As formulações de Darwin são absurdas, as da religião não o são... Dá-me vontade de rir!

 
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