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Artigos - 18/03/2009 - 10h55

Segumda casa




Por Adilson Luiz Gonçalves (*)

Quando entrei na escola, aos sete anos de idade, já tinha ouvido dizer que a professora era como uma segunda mãe e que escola era nossa segunda casa.

Eu estava bastante satisfeito com as minhas, mãe e casa, mas fiquei muito impressionado com o prédio do grupo escolar onde fui estudar: era enorme e suntuoso!

Naquela época eu morava num apartamento de dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Ali, éramos cinco: pai, mãe e três filhos. Depois, vieram mais duas filhas. Era pouco espaço para muita energia. Daí, o pátio da escola resolveu esse problema.

A estória da segunda mãe era relativa:

A professora do primeiro ano fez jus ao título, mas as duas seguintes... Mas isso não importava, pois eu estava na escola para aprender. E aprendi muito, inclusive, a respeitar esse precioso ambiente formador, transformador e socializante por excelência. Esse respeito abrangia professores - embora alguns adorassem amedrontar gratuitamente os alunos - e patrimônio. Sabíamos que a escola era uma “casa” transitória, um abrigo que depois serviria a outros. Era uma instituição de onde poderíamos - se fossemos minimamente inteligentes - extrair todo o conhecimento possível, mas sem esvaí-la ou esgotá-la. Era como uma fonte, que saciava a sede de todo viajante, mas que cada um deveria preservar para o que vem depois. Criamos a consciência de que destruir uma escola é o pior tipo de vandalismo que pode existir, pois também destrói vidas, presentes e futuras!

Essa noção era reforçada por uma forma diferente de educar: participávamos da manutenção dos prédios escolares!

Isso ocorria nas férias: os alunos eram convidados a ajudarem na limpeza e até em serviços mais complexos. Lavávamos salas de aula e pátios; lixávamos e pintávamos paredes, lousas e mesas. Tudo num clima animado, entremeado com brincadeiras e saudade das aulas. Saudade? Pois é: tínhamos saudade da escola!

O lado negativo era que não havia escolas públicas bem equipadas para todos. Isso dependia dos governos, mas, também, das APM – Associações de Pais e Mestres. Assim, algumas eram concebidas para serem núcleos de excelência, com acesso mediante Exame de Admissão. Havia filas enormes para nos processos seletivos, pois pais responsáveis queriam seus filhos lá e os exortavam a estudar para isso. Meu pai, que trabalhava três períodos por dia, aproveitou seu único horário de descanso: a tarde de sábado, para tomar lições antes do exame. Depois que passei, ele nunca mais precisou fazer isso.

A primeira casa, entendida como família, trabalhava em perfeita sintonia com a segunda: a escola, ambas formando e informando, preparando para a vida!

Hoje, vejo com alegria os caminhos trilhados por meus colegas de então. Fazer faxina na escola não nos diminui. Pelo contrário, ensinou-nos valores que trazemos até hoje. O esforço para passar nos exames de admissão e “vestibulinhos” para escolas públicas de qualidade diferenciada motivou-nos à continuidade dos estudos.

Essa fórmula pode não ser a ideal, mas, já serviu muito bem. E a escola foi segunda casa, acolhedora e querida, para muitos!

Enquanto a utopia do ensino de qualidade para todos não se realiza, talvez esse modelo ainda seja bastante útil. Talvez a segunda casa sirva de exemplo para a primeira e a aprendizagem seja ainda maior, para alguns pais e políticos também!

 

(*) Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário (UNISANTOS e UNISANTA) e Compositor

Home page: www.algbr.hpg.com.br

Músicas: br.youtube.com/adilson59

E-mails: adilson@unisantos.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br

(13) 97723538

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