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Correio de Corumbá - 17/03/2009 - 08h35

Ex-deputado federal Elísio Curvo se manifesta sobre Collor




Por Adolfo Rondon


A matéria "Injustiça cometida contra Elísio Curvo", publicada no Jornal Correio de Corumbá, assinada pelo jornalista Felipe Porto, que atualmente reside em Brasília, teve grande repercussão, tanto através de vários contatos com a Redação do Semanário corumbaense, como diretamente ao autor do texto, com diversos leitores e amigos manifestando solidariedade tanto para com sua opinião, como ao ex-deputado federal.

 

Por outro motivo, entretanto, Felipe Porto esteve em contato telefônico com Elísio Curvo, natural de Corumbá, mas que nos últimos anos reside no Rio de Janeiro, depois de quase 20 anos sem comunicação entre os dois, convocando-o para entrar na campanha pela criação da primeira Comunidade ECOLÓGICA do planeta, a do Pantanal.

 

Nada mais justo do que pedir apoio a quem foi o autor do primeiro Projeto de Lei que visava à criação do Estado do Pantanal, seguido depois pelo atual deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), que também apresentou proposição semelhante em 2003 e que ainda está em tramitação no Congresso Nacional. Este visa criar o Território Federal do Pantanal, tendo Corumbá como capital.

 

Embora o assunto principal a tratar não fosse aquela matéria jornalística, como era de se esperar, Elísio Curvo se mostrou surpreso com a defesa feita por Felipe Porto, que afirma ter reagido por conta própria, apenas movido pelo seu "corumbairrismo doente". Mesmo assim, Elísio fez questão de corrigir e acrescentar mais alguns argumentos à sua defesa, conforme veremos a seguir.

 

Elísio Curvo esclareceu que não considera seu apoio explícito ao ex-presidente Fernando Collor como fator determinante, ou mais importante, para sua derrota eleitoral na segunda candidatura para deputado federal pelo Pantanal, quando ficou na suplência e assumiu apenas com o licenciamento na época, do deputado Nelson Trad, que até hoje continua na Câmara Federal.

 

Para ele, o próprio Projeto de Lei para criação do Estado do Pantanal também colaborou para que sua votação encolhesse, especialmente nas demais cidades de Mato Grosso do Sul, que viram nele um "separatista" que queria mutilar a geografia de MS, que na época tinha pouco mais de 10 anos de existência e ainda lutava para se estabilizar como unidade federativa.

 

Como se sabe, Elísio Curvo foi eleito deputado federal em 1990, inclusive obtendo expressiva votação na região do chamado Bolsão, principalmente Três Lagoas, assim como Campo Grande, Bodoquena e em outros municípios. Já quando saiu a reeleição em 1994, sua votação ficou restrita a região de Corumbá e Ladário, mesmo assim ficou como 1.º suplente

 

Em sua opinião, a proposta do Estado do Pantanal acabou fazendo com que ele perdesse alguns milhares de preciosos votos que tinha em outras cidades de MS. "Eu coloquei Corumbá e Ladário acima de tudo, mesmo sabendo que isto poderia me custar, como acabou me custando, os imprescindíveis 8 mil e tantos votos que tinha nos demais municípios do Estado, sem os quais eu sabia que poderia não me reeleger, contando apenas com os 21 mil votos que tive em Corumbá e Ladário", garantiu o ex-deputado federal.

 

É sabido que Corumbá e Ladário, até a eleição de Elísio Curvo, ficaram mais de 46 anos sem eleger um Deputado Federal. Isto não apenas devido ao seu colégio eleitoral, que embora seja um dos maiores do Estado, é conhecido pela extrema desunião e divisão interna, com egoísmos, narcisismos e sectarismos insuperáveis, tanto é que voltamos a ficar novamente sem um representante na Câmara dos Deputados.

A eleição do senador Delcídio Amaral é outra prova deste fato, pois não fosse ser levado pelo PT a todos os cantos do Estado, JAMAIS TERÍAMOS HOJE UM SENADOR EM BRASÍLIA. Fato

é que várias cidades deram a Delcídio uma votação até maior do que Corumbá e Ladário juntas: só Campo Grande deu-lhe quase 150 mil votos, por exemplo. Dourados e Três Lagoas deram (em torno de 40 mil votos cada uma), mais do que votos dados ao Senador pela sua própria terra natal, onde, justiça seja feita, pelo menos teve a maior proporcionalidade eleitoral em MS, com 72 por cento dos votos válidos.

Voltando ao Elísio Curvo, ele lamenta que depois de tantos benefícios idealizados e propostos por ele (ZPE etc.), muitos dos quais realizados, dando frutos até hoje, como o Gasoduto Bolívia-Brasil (Acordo assinado por ele em La Paz), a construção da ponte do Morrinho, o re-asfaltamento da BR-262, a

vinda de siderúrgicas como a sua MCR, a Mato Grosso, a Ferro-Ligas, do empresário Eike Batista, ao porto "Gregório Curvo" e outras tantas obras, "ainda tem gente que nunca fez nada por Corumbá que ainda tem coragem de falar mal de mim até hoje", afirma.

"E com um detalhe, tudo que gastei em política foi do meu próprio bolso, tudo esforço de meu trabalho, pois todos sabem que comecei praticamente do nada e só fiz elevar o nome de Corumbá e Ladário durante toda minha toda. Nunca ganhei um centavo com política, pelo contrário, tudo que fiz foi me desfazer de patrimônio para trabalhar pelo futuro de nossa região", acrescenta.

 

Quanto à sua ligação até o fim com o então presidente Fernando Collor, Elísio Curvo disse que além do compromisso pessoal do ex-presidente com a criação do Estado do Pantanal, "antes de tudo, acima mesmo de Corumbá e Ladário, a verdade é que analisei o processo todo e não encontrei uma única prova cabal sequer contra ele, tanto é que Collor acabou inocentado pelo STF, caso contrário, jamais, por mais que ele apoiasse nosso Projeto, teria dado meu voto, em público, de própria voz, a favor de sua permanência na Presidência da República".

 

"O voto que dei foi com consciência e coerência e não porque fosse do mesmo Partido ou qualquer outro motivo", disse Elísio Curvo, que para complementar, corrigiu a frase histórica citada na matéria por Felipe Porto, cujos termos exatos foram os seguintes: "contra este cruel e traiçoeiro linchamento, digo não, eu não vou manchar a história do Brasil dando de voto de covarde". O mesmo não aconteceu com 290 parlamentares que eram "colloristas" e tais quais ratos, abandonaram o navio quando começou a afundar.

 

Collor, na atualidade, voltando com força total no cenário político, é um aliado indispensável nessa campanha para criação da Comunidade Ecológica do Pantanal, junto com o deputado federal do Partido Verde pelo Rio de Janeiro, Fernando Gabeira e quem mais, de importância e representatividade na região, se interessar de verdade a levar essa idéia adiante. Inclusive um deles, cuja assessoria continua fazendo o trabalho de "tranca-rua-das-almas" evitando com que o chefão acabe analisando e quem sabe, gostando da idéia. Quando a idéia "estourar", e já está com o "rastilho aceso", aí vai ser tarde, vai ficar de fora e a culpa vai aparecer..

 

COMUNIDADE ECOLÓGICA DO PANTANAl

O Projeto de Felipe Porto tem como objetivo a criação da primeira Comunidade ECOLÓGICA do planeta, a do Pantanal, englobando toda a bacia pantaneira, partes de MS, MT e inclusive as regiões fronteiriças da Bolívia e do Paraguai, com capital na cidade de Corumbá. O Projeto está publicado na internet no link http://www.portaldf.com.br/sudepan/

 

Com tantas comunidades ECONÔMICAS já existentes, como ALCA, Mercosul, Comunidade Européia etc., porque não criar a primeira COMUNIDADE ECOLÓGICA DO MUNDO, a do Pantanal? Essa idéia que poderia ser replicada também com relação à Amazônia, com finalidades de unificar as políticas ambientais, sociais, econômicas e principalmente de ordem jurídica.

 

A exemplo do desmatamento voraz que se processa nas regiões amazônicas do Peru e Venezuela, no lado boliviano do Pantanal está acontecendo uma verdadeira DEVASTAÇÃO, cujos danos em breve serão irreversíveis  para o nosso Pantanal, sem que o Brasil possa fazer um esforço eficiente para conter mais esse desastre ecológico.

Criar o Estado do Pantanal é uma idéia que não prosperou, no passado, pela oposição de governadores e boa parte dos prefeitos, tanto de MS como MT, em especial, os de Campo Grande, Cuiabá, Dourados e Três Lagoas. Diante da realidade mundial que vivemos neste momento, parece mesmo não ter mais futuro dividir territórios e criar mais unidades federativas. Mas pela ótica da globalização e integração regional e internacional, a proposta de se criar a Comunidade Ecológica do Pantanal ganha uma forte esperança de acabar se concretizando.
 
A Comunidade Ecológica do Pantanal, para Felipe Porto, é uma estratégia, um DEGRAU a ser galgado, que caso seja conquistado, poderá levar futuramente à criação de um Território ou quem sabe mesmo o tão-sonhado Estado do Pantanal, o sonho maior de todos nós pantaneiros, divididos e separados de forma abusiva e absurda, pela força da criação do Estado de Mato Grosso do Sul, quando nossa história, cultura, folclore, economia enfim, é uma só, a pantaneira. O Pantanal jamais deveria ter sido dividido. Cáceres, Poconé, Corumbá, Porto Murtinho, Miranda, Aquidauana, devem estar sempre juntos e isso poderá ocorrer com a Comunidade Ecológica do Pantanal, tudo dependendo do Congresso Nacional.

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Comentários
Roberto de Barros Rondon Kassar, em 17/03/2009 - 19h39

Ter Coragem sercorajoso,e nao temer por seus atos concientes. È ser um compromissado com sua hiatòria e com seu povo. Elisio Curvo;teve essa coragem,e tudo nessa vida tem retorno e agora ,Collor volta com forca total,e nos devemos sim apoiar a ideia deste lider que è Elisio. Pois senao pagaremos por mais um longo tempo ao esquecimento. Pantanal è CORUMBA,e trem tem que chegar la onde tudo comecou e deve continuar **Historia Do Pantanal** Gde Abraco Roberto Rondon

 
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