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Artigos - 07/03/2009 - 08h29

Tonantins - Jutaí




Por Hiram Reis e Silva (*)

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

- Véspera da largada

Desloquei-me para a Escola Estadual Irmã Terezinha por diversas vezes para fazer o upload dos arquivos de imagem, interrompendo o jantar e o agradável bate-papo com os donos do bar e restaurante Dona Ray, senhor Raimundo, sua querida esposa Raimunda e o dileto amigo senhor Álvaro Cabral e esposa. O Raimundo, um mestre contador de histórias, esmerou-se em desfiar um longo repertório de piadas com matizes regionais. Com o amigo Cabral, discorremos sobre a questão indígena, abordando, dentre outros temas a polêmica questão da demarcação contínua da Raposa e Serra do Sol em que nossos magistrados do Supremo Tribuna Federal deram, mais uma vez, sobejas demonstrações de que estão submissos às pressões de organizações estrangeiras e totalmente alheios aos interesses nacionais. O voto dos magistrados demonstra sua total ignorância sobre a história da demarcação e da manipulação criminosa dos dados e da realidade pelos técnicos encarregados que contavam com o beneplácito da Funai, totalmente submissa a interesses alienígenas. Graças ao professor Cristovão, consegui enviar todo o material relativo ao projeto até nossa parada em Santo Antonio do Içá. Na primeira oportunidade, talvez em Jutaí, enviarei os arquivos de Tonantins em diante.

- Café da manhã frustrado

Às 05:20h do dia 14 de dezembro, quando abrimos as portas do Hotel Garcia, os Policiais Militares já estavam a postos para carregar o material até os caiaques. Deixamos os caiaques em condições e fomos até o restaurante da Ray, que nos prometera um café antes da partida. Aguardamos por 20 minutos e como não verificássemos nenhuma movimentação, decidimos partir sem o café prometido. Meu relógio de pulso parou de funcionar e vou ter de utilizar a hora do GPS doravante.

- Alterações na programação

As inúmeras incorreções na localização de Comunidades e nome das mesmas me fizeram alterar o deslocamento até Jutaí. A previsão inicial era de três etapas e agora planejei para apenas duas aumentando em um dia a permanência em Jutaí. O prefeito Fábio Cabral já nos havia alertado a respeito em Manaus, quando o encontramos no gabinete do TC PM Rômulo.

- Largada para Prosperidade (14 de dezembro)

Largamos às 06:20h com uma chuvinha fina caindo e uma agradável temperatura de 22º C. Fizemos a primeira parada às 08:00h e a segunda às 10:00h já no extremo sul da ilha, em frente à Comunidade indígena Prosperidade, da etnia Kokama.

- Povo Kokama

A língua Kokama, falada hoje apenas por menos de uma centena de anciãos, faz parte da família Tupi-Guarani e é bastante semelhante à dos Cambebas (Omáguas) seus parentes. Alguns professores, nativos, estão se esforçando, com muita dificuldade, para resgatá-la. Os Kokama representam menos de 1000 pessoas que se distribuem por comunidades localizadas no alto e médio rio Solimões nos municípios de Benjamim Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antonio do Içá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa e Tefé. Quando perguntei à alguns nativos qual era o número de membros da Comunidade me pareceu que este número era encarado como segredo de estado e só o cacique tinha condições de informar. Um levantamento preliminar que realizei apontava para algo em torno de 140 habitantes.

Os Kokamas, no século XVI, se organizavam em grandes aldeamentos, possuíam artesanato refinado, construíam imponentes malocas, fabricavam canoas e instrumentos musicais, mantinham currais de tartarugas, torravam farinha, que produziam em grande quantidade e por isso mesmo eram conhecidos como a ‘civilização da mandioca’.

- Origem do Povo Kokama

A Deusa Iara havia criado um único homem Kokama. O Kokama, perambulando pela selva, observou que era diferente dos outros animais e desejou ter um companheiro igual a ele. Um dia ele encontrou uma árvore, de rijo tronco, e começou a ralar o tronco da árvore, a Iara, curiosa, o observava e ele pediu a ela que transformasse o pó da madeira em um mais Kokama.

Imediatamente do pó da madeira surgiram vários insetos. O Kokama continuou ralando o tronco e o pó se transformou em sete mulheres. Espantado ele notou que embora semelhantes elas tinham uma anatomia um pouco diferente da sua. Não satisfeito ele ralou mais chegando ao cerne de onde saíram seis homens.

Cada um dos homens escolheu uma mulher, e o Kokama mais antigo fez o casamento coletivo. Esta lenda explica porque o homem é mais forte, fisicamente, que a mulher, pois o homem saiu do cerne da árvore.

Cerne - parte central do tronco, cuja madeira tem uma cor mais escura e é mais dura. Trata-se do xilema cujos vasos lenhosos perderam sua função de levar água para as folhas, assumindo apenas funções estruturais. As paredes celulares desses vasos estão impregnadas por substâncias que impedem a proliferação de microorganismo que poderiam apodrecer a planta.

- Comunidade Kokama de Prosperidade

Apresentamos-nos, como é de praxe, imediatamente ao cacique Salim, que embora seja um homem sério e de poucas palavras, franqueou-nos as instalações da Escola Municipal. O Romeu improvisou um almoço com sardinha em lata e farinha e deitamos um pouco para recuperar as energias, aguardando o vice-cacique Almir, mais conhecido como Pacu, que embora seja o vice é quem continua no comando por aqui.

- Cacique Almir

O Romeu convidou os amigos indígenas a andar de caiaque. O seu Rui deu um show de habilidade desembarcando com desembaraço, de pé, ao chegar à margem. O Antonio, filho do cacique Almir, obsequiou-nos com um matrinxã acompanhado de arroz e farinha, que foi degustado com muito prazer. Ao anoitecer, novamente nos trouxe um café à base de ‘beijus’. Retribuímos a gentileza com uma camiseta do projeto e um saco de alimento não perecível.

Matrinxã (Brycon amazonicus) - peixe de escamas da família Characidae, lembra muito um lambari grande. Corpo alongado e comprimido. Sua coloração geral é prata nos flancos, com dorso mais escuro em marrom ou preto e nadadeira caudal geralmente com faixas negras e bordos brancos. Tem boca pequena. Produz muco abundante e viscoso, de aspecto leitoso. Atinge pouco mais de 70cm de comprimento total e cerca de 4,5kg de peso.

O cacique chegou junto com os carapanãs que o senhor Rui me informara que eram poucos. A noção de quantidade do amigo Rui é bastante questionável. Nunca havíamos enfrentado tamanha quantidade de insetos. O cacique é um homem lúcido, inteligente e preocupado com as questões que afetam sua Comunidade. Presenteou-nos com algumas velas, já que Prosperidade não possui energia elétrica. O telhado da escolinha não possuía forro e os carapanãs kamikazes zuniam sobre nós sem respeitar o ‘Boa noite’ aceso pelo Romeu e as camadas de repelente que passáramos pelo corpo.

Carapanã (Anopheles) - nome dado aos mosquitos sugadores de sangue conhecidos em outros estados como muriçoca, pernilongo, sovela ou mosquito-prego. São pequenos dípteros, medindo em geral menos de um centímetro de comprimento ou de envergadura, corpo delgado e longas pernas.

- Largada para ‘Jerusalém’ (15 de dezembro)

Tomamos o café da manhã com o cacique e a esposa a base de beijus. O cacique nos presenteou com um cacho de bananas e partimos em direção à Comunidade de Jerusalém. Tinha chovido muito à noite e a manhã estava fresca e nublada, ideal para a navegação.

Antes de chegarmos ao Furo Urutuba, um cardume de aruanãs assustado com os caiaques deu um show se afastando aos pulos ruidosamente. Resolvemos pescar um pouco e conseguimos apanhar apenas dois bodós (cascudos) e algumas piranhas. Continuamos a viagem e fomos acompanhados à retaguarda por um enorme boto cor-de-rosa. Chegamos ao extremo oeste do furo por volta das 12:00h. Segundo informações obtidas em Tonantins, procuramos Jerusalém no extremo oeste. Sem sucesso, avistamos ao longe, rio abaixo, uma Comunidade e nos dirigimos a ela. Um enorme bando de botos tucuxis nos acompanhou com alegres volteios até a Comunidade, que, mais tarde, constatamos se tratar de Porto Alegre.

Aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) - peixe de grandes escamas, corpo muito alongado e comprimido, boca enorme, língua óssea e áspera, dois barbilhões na ponta do queixo, coloração branca, que ficam avermelhadas na época da desova. Alcança um metro de comprimento e mais de 2,5kg. O aruanã vive na beira dos lagos, nos igapós ou capins aquáticos, sempre à espreita de insetos que caem na água.

- Porto Alegre

Depois de contatar o presidente da Comunidade, fomos autorizados a ocupar o Centro Cívico. Comemos um miojo com farinha, montei a barraca e o Romeu dedicou-se a ensinar as crianças na arte de dominar a técnica de remada nos caiaques. A Comunidade já havia mudado sua localização por quatro vezes para escapar à fúria do rio.

- Largada para Jutaí (16 de dezembro)

Partimos de manhã às 06:05h e nos preparamos para enfrentar dificuldades adicionais na orientação. No trajeto que iríamos percorrer o rio apresentava duas grandes alças como um enorme ‘m’ visto do espaço. Sabíamos que esse tipo de traçado, mais que qualquer outro, significava que o rio mostraria sua ‘inconstância tumultuária’. Os furos se transformam em canais principais e estes por sua vez em trechos assoreados e imprestáveis à navegação, áreas de praia em ilhas e ilhas arrasadas pela força formidável do colossal Solimões. Apesar das dificuldades, conseguimos progredir com sucesso, ora comparando o terreno com os mapas, ora seguindo apenas o instinto e o bom senso aliados a um conhecimento da geografia de um rio em constante mudança.

- Chegando à Jutaí

Em Jutaí, nos dirigimos diretamente ao flutuante do Daniel, como já tinham aconselhado alguns amigos. Nossa recepção, apesar da ausência do Daniel, em tratamento em Manaus, não poderia ser mais cordial. Autorizaram-nos a desembarcar no flutuante e nos convidaram imediatamente para o almoço. Eles próprios entraram em contato com os policiais militares e nos auxiliaram a carregar o material até a viatura que nos deixou no Tuchaua Palace Hotel. Quando estava escrevendo este artigo, recebi a notícia que o prefeito eleito de Tonantins, que tão gentilmente hipotecara-nos seu apoio, faleceu em um acidente logo após sua diplomação, quando se dirigia de voadeira para Santo Antonio do Içá.

- Entrevista com Paulo Coelho da Fonseca (17 de dezembro)

Na manhã, 17 de dezembro, respondi a alguns e-mails, e fomos até o flutuante do Daniel cumprimentar nossos amigos. A Silvana, funcionária do flutuante do Daniel, ligou para o Paulo Coelho e ele ficou de nos receber. Paulo é acostumado a este tipo de tratativas e não se furtou a relatar toda sua incrível história de vida. Fomos até o seu sítio, onde cria animais exóticos, peixes como o tambaqui e o pirarucu em lagos ornados por açaís e buritis e diversos locais encantadores para lazer. No local mais alto, contemplando sua magnífica obra, iniciamos a entrevista. Nascido no Espírito Santo, filho de uma família muito religiosa, era considerado a ovelha negra da família. Envolveu-se com a droga e por fim rumou para o norte do país em busca de garimpos. O lucro da faina diária era consumido à noite com drogas, até que um dia resolveu mudar e se tornou um próspero empresário muito bem quisto pela Comunidade local. Seu sítio é palco de comemorações locais e Paulo só tem uma cobrança - de que no final dos eventos tudo esteja limpo e arrumado.

Eu sou Paulo Coelho da Fonseca, nascido no Espírito Santo. Estou morando em Jutaí a 8 anos. Cheguei aqui em Jutaí sem nada, de carona em um barco e graças a Deus hoje eu sou uma das pessoas que mais contribui em termos de emprego na região. Trabalham comigo, diretamente cerca de 60 pessoas e indiretamente mais de 450. Tenho muitos barcos e em cada barco trabalham 3 ou 4 pessoas. Eu gero muitos empregos, o que posso fazer pela cidade eu faço. Não faço as coisas só para ganhar dinheiro, eu faço as coisas também para agradar as pessoas que vão lá nos meu comércios, como o posto de gasolina, admirar minhas esculturas, as pessoas estão tirando fotos, colocando seus filhos na frente de uma árvore de natal, colocando as pessoas na frente de um pássaro para tirar as fotos. O sítio também é umas das coisas muito bonitas que eu fiz. Tem domingos que tem de 300 a 400 pessoas tomando banho de piscina, jogando sinuca, é o único divertimento que temos na cidade. Como a cidade não proporciona eu ofereço sem cobrar nada.

O motivo de eu ter saído do Espírito Santo para cá foi por que em casa eram todos evangélicos e em toda família existe um que é a ‘ovelha negra’. Na minha família eu era a ‘ovelha negra’, eu não valia nada, era usuário de drogas, roubava, tudo o que não prestava eu fazia. Hoje as coisas estão mais banalizadas, mas naquela época o filho fazia alguma coisa errada, o pai é que acabava preso. Então não era justo, uma pessoa digna como o meu pai, da igreja como o meu pai ser preso por erro meu, foi quando eu decidi sair de casa com 14 ou 15 anos e por incrível que pareça o que o meu pai não conseguiu me ensinar o mundo conseguiu. Pois os pais batem com carinho, com pena e o mundo não, a policia não, no vagabundo batem sem pena.

Na verdade eu cheguei a Jutaí assim: eu sai de Porto Velho pelo o rio Madeira e vim para o Rio Amazonas trabalhando no garimpo como peão, eu não tinha nada, nada. Se quisessem me matar por R$ 50,00 me matavam, eu não tinha nada. De dia eu conseguia umas duas gramas de ouro mergulhando e a noite eu gastava 3 ou 4 em drogas, porque eu comprava duas e duas eu comprava fiado, então eu nunca conseguia nada. Eu entrei no garimpo, todas as coisas ruins que você puder imaginar do garimpo eu passei, todas as coisas difíceis que você imaginar eu experimentei. Então hoje eu sei o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é ruim, o que é perigoso e o que não é perigoso.

Foi aí que eu resolvi escolher o caminho da minha vida eu falei: de agora em diante eu quero zelar pelo meu nome, pela minha pessoa, pela minha imagem e hoje graças a Deus eu sou o que sou. Hoje eu tenho um exemplo de vida, inclusive, já fiz palestras em escolas, já me chamaram para eu dar o meu depoimento em outras ocasiões e que serve de ensinamento para aqueles que querem pensar como eu pensei. Cada um de nós tem a sua cabeça e se guia. Então se servir de exemplo eu sou o exemplo disso.

Como eu havia falado, eu cheguei aqui em Jutai sem nada, foi através do rio Bóia, que eu já comecei a pensar naquilo que eu estava falando, comecei a pensar na minha vida. Pensei assim: já que eu dei desgosto para os meus pais agora eu vou dar orgulho. Então eu comecei a pensar - agora eu vou conseguir alguma coisa, porque tudo o que a gente quer a gente consegue.

Foi quando eu entrei para o garimpo, nunca mais usei droga, nunca mais eu fui para flutuante à noite, eu comecei a juntar meu ouro. Quando eu entrei para o garimpo passei 6 meses lá dentro, quando eu sai eu já era dono de duas balsas mesmo devendo. As pessoas começaram a acreditar em mim, começaram a confiar no meu nome mesmo devendo. Foi quando eu fui para São Paulo de Olivença aí lá eu também consegui muito ouro, paguei minhas contas e voltei novamente para o Rio Negro só. Do Rio Negro eu fui para o Peru, lá eu consegui muito ouro, paguei minhas dividas, minha vida melhorou. Mas também foi lá que eu perdi tudo de novo porque a polícia peruana, talvez vocês não recordem, mas a 8 ou 10 anos atrás, saiu até no jornal Nacional um brasileiro que foi preso no Peru, eu estava no meio. Saiu em vários jornais, no Peru o que se falava nos jornais tanto lido, como televisionado era sobre nós, os garimpeiros que tinham sido presos no Peru. Eu perdi tudo.

Voltei para Jutai sem nada de novo. Ai morando na rua pois eu não tinha nem condições de pagar hotel foi quando um amigo meu que ainda hoje está no Mato Grosso, falou para eu comprar peixe. Só que eu não sabia nada de peixe, não conhecia nada de peixe, mas por uma insistência dele eu fui comprar peixe. Comecei com dois isopores, comprava peixe a noite e no outro dia eu vendia aqui mesmo para os frigoríficos, principalmente para o Alexandre. Pois eles não compravam a noite, só compravam durante o dia. Tinha muita gente tirando sarro de mim, mas eu continuei comprei mais duas caixas de isopor. Com 30 ou 40 dias eu já tinha umas 8 caixas de isopor. Depois eu fiz uma caixa grande de isopor e com uns 6 meses comprando peixe eu já montei o meu primeiro frigorífico.

Mas eu nunca saía para a rua nem para tomar um refrigerante, tanto que ganhei o apelido de miserável. Passava a noite toda ali, zelando pelos meus fregueses como eu faço até hoje, valorizando eles. E com 6 meses eu já tinha meu primeiro frigorífico e hoje graças a Deus eu tenho uma estrutura moderna, tanto que fabrica de gelo do porte da minha são poucas e as pessoas de Fonte Boa, Tabatinga passam para comprar gelo de mim. Eu comprei meus maquinários todos em Caxias do Sul, tudo moderno. Hoje eu tenho capacidade para armazenar em torno de 400 a 500 toneladas de peixe. Tudo começou assim, hoje eu tenho muitos frigoríficos, fábricas de gelo, tenho posto de gasolina ...”.

O jovem empresário nos levou até o melhor restaurante de Jutaí, restaurante Natureza, com sua magnífica vista para o encontro das águas do rio Solimões com o Jutaí e depois deixou o Romeu no Hotel e eu em uma ‘Lan House’. Paulão, como é conhecido, fez questão de pagar 50% das despesas de hospedagem.

(*) Hiram Reis

Coronel de Engenharia; professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227

Petrópolis - Porto Alegre - RS

90630 150

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E-mail: hiramrs@terra.com.br

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