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Artigos - 07/03/2009 - 08h17

Santo Antonio do Içá - Tonantins




Por Hiram Reis e Silva (*)

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

- Largada para Tonantins (12 de dezembro de 2008)

Não contamos com o apoio de viatura para carregar o material do Hotel até os caiaques e isso acarretou um atraso de uma hora no horário previsto para a partida. Calibrei novamente o GPS, com a expectativa de corrigir as incorreções verificadas nos percursos anteriores. Às 07:00h iniciei as remadas com um ritmo bastante lento, para que o Romeu se adaptasse novamente ao fato de remar um caiaque duplo sozinho.

- Primeira Parada

Depois de uns dez minutos já havíamos chegado a um cadenciado ritmo de 12 km/h. Apareceram, então, dois botos cor-de-rosa que nos acompanharam a uns 50 metros de distancia durante 30 minutos. A primeira parada, a uns 16 km de distância do porto, foi na extremidade sul da ilha do Pupona. As extensas praias de areias brancas abrigavam um considerável rebanho bovino, e aqui e ali se avistavam pés de feijão e de melancia, certamente remanescentes de plantações das várzeas dos períodos da vazante do rio. O GPS estava funcionando corretamente e me desloquei até o ponto assinalado para conferir sua exatidão. Fiquei satisfeito com o resultado e calibrei novamente o equipamento. A possibilidade de poder contar com o GPS em trechos mais complexos me deixou mais tranqüilo em relação às navegações futuras.

- Segunda Parada

Acompanhamos por um bom período um empurrador que, rio abaixo, tracionava uma balsa carregada de seixos rolados, mantendo um ritmo forte, até que resolvemos parar novamente no extremo norte da ilha Pupona. Ficamos observando pescadores que recolhiam o espinhel em sua montaria, resignados com o insucesso de seu labor.

- Avistando Tonantins

Depois de uma acentuada curva à esquerda, na altura da Ilha do Macuco, avistamos Tonantins a uns 8 km de distância. A correnteza forte facilitou bastante a navegação e aportamos no flutuante da prefeitura às 11:45h.

- Tonantins

As origens do município remontam a 1813, quando foi fundada a igreja do Divino Espírito Santo à margem do rio Solimões. O povoado pertenceu, inicialmente, ao município de Tefé e, depois, ao de São Paulo de Olivença. Em 1938 Tonantins se torna um dos distritos de São Paulo de Olivença e, em 1955, Tonantins é desmembrado de São Paulo de Olivença, e se torna distrito do município de Santo Antônio do Iça. Junto a antiga vila de Tonantins, forma-se a vila Nova de Tonantins, que se transforma no núcleo de desenvolvimento do distrito. Em 1981 o distrito de Tonantins é desmembrado de Santo Antônio do Iça, passando a constituir o município de Tonantins, com sede no Tonantins.

- Contatos em Tonantins

O Romeu permaneceu com as embarcações e eu parti em busca do irmão do prefeito eleito de Tonantins, senhor Álvaro da Silva Cabral. O Cabral, como é conhecido, nos foi indicado pelo seu irmão, quando o conheci no Quartel General da Polícia Militar, em Manaus, no gabinete do Coronel PM Rômulo, Comandante do Policiamento do Interior. Na oportunidade, o futuro prefeito havia prometido apoio em alimentação e pousada na sua cidade e escreveu um bilhete que deveria ser entregue ao seu irmão quando chegássemos à cidade.

- Os amigos da Polícia Militar (PM)

Subi as escadarias do porto e, como não avistasse nenhum telefone público para acionar o 190 (Polícia Militar - PM), recorri a um moto-táxi e me desloquei para a casa do senhor Cabral que, na oportunidade, não se encontrava em casa. Deixei um recado informando de nossa chegada e me dirigi ao Hotel Garcia, de propriedade dele. Entreguei, na portaria, o bilhete para o prefeito e solicitei que fosse feito contato com a PM. O cabo Libório me atendeu cortesmente e destacou o Cabo Arcanjo e dois auxiliares para me apoiar.

Deixamos os caiaques sob a guarda do senhor Rodrigues no Flutuante da Prefeitura e carregamos nossos pertences, auxiliados pelos Policiais Militares, para a viatura policial que estacionara junto à escadaria, e fomos para o Hotel Garcia.

- Bar e Restaurante Dona Ray

Ocupamos o apartamento número 2 e os policiais nos levaram até o Restaurante da Ray, nos apresentando aos seus proprietários. A Senhora Raimunda, seu esposo Raimundo e sua adorável filha Patrícia foram extremamente amáveis conosco. Fizemos nossas refeições diárias no restaurante, sempre à base de Tambaqui frito.

- Associação dos Pescadores

Fizemos contato com o pastor Haroldo e este nos contou sua história de vida, sua participação na criação da Associação dos Pescadores e a fundação da rádio FM Vila Nova. Ele nos agendou uma entrevista com o presidente da Associação, o senhor José Fernando de Oliveira, que nos mostrou suas realizações e projetos futuros. À noite tive o privilégio de conhecer o simpático padre Elias, que agendou uma entrevista para as 08:00h de 13 de dezembro.

- Entrevista com o Padre Elias Augusto José (13 de dezembro)

Como havia solicitado, o padre Elias discorreu sobre sua origem. Como fiel representante da ‘raça mestiça’, traz nas veias o sangue matizado pelas cores das diversas bandeiras consolidadas, hoje, nas cores verde e amarela. O amigo discorreu sobre a história dos missionários católicos na região.

“A igreja do Alto Solimões, hoje diocese do alto Solimões, foi criada no dia 23 de maio do ano de 1910 e teve toda uma caminhada eclesiástica e organizacional. A região do Alto Solimões foi longamente disputada pelos espanhóis e portugueses. Desde 1542, quando Orellana de Quito, desceu pelo Napo, Maranhão e Solimões, várias expedições foram enviadas nessa época pelos espanhóis. Os missionários Jesuítas que acompanharam essas expedições tinham a tarefa de transformar ‘os índios bravos em índios mansos’ e expressão corrente era de ‘amansar os índios’. Por isso foram fundadas, especialmente pelo Padre Jesuíta Samuel Fritz, várias aldeias, destacando-se São Paulo dos Cambebas, São José do Javari e São Pedro do Camatiã onde reuniu os ticunas, Matura e Tonantins para os índios Cauavicenas. No final de 1600 o governo português enviou as tropas para ocupar o Solimões. Houve muita luta, mortes, várias aldeias foram destruídas, e os índios foram levados a lutar uns contra os outros. Em 1749 os Espanhóis deixaram definitivamente o Solimões e os Portugueses cuidaram de garantir as fronteiras. Os Jesuítas foram expulsos e as missões entregues aos Carmelitas. O rei de Portugal usando os poderes do padroado, criou freguesias e Paróquias. As Paróquias de São Francisco Xavier em Tabatinga e São Paulo Apóstolo em São Paulo de Olivença, nunca tiveram sacerdotes e a primeira Igreja foi construída um ano depois. O governo só visava garantir as fronteiras. Estes acontecimentos mostram como a atividade religiosa não teve quase nenhuma atuação. Com a criação da Diocese do Amazonas em 1892, começou a tornar-se mais freqüente a presença do sacerdote. Mesmo assim a evangelização era mínima, realizada através de breves visitas puramente sacramentalizadoras. O padre que fazia a melhor catequese era aquele que mais batizava sem se preocupar com a preparação do seu rebanho para o ato do batismo. A assistência permanente e organizada começou somente com a criação da Prefeitura Apostólica do Alto Solimões. Foi no dia 23 de maio de 1910 que o Papa Pio X com a Bula ‘Laeti Animo’ confiou a recém criada Prefeitura aos Capuchinhos da Úmbria, Itália. Assim, a Igreja do Alto Solimões começou a sua caminhada missionária. Na região não existia nenhuma estrutura física somente São Paulo de Olivença era o único município existente na área. Em 12 de novembro de 1919 Bento XV declarou padroeira da Prelazia Nossa Senhora da Assunção. Aos 11 de agosto de 1950 Pio XII elevou a Prefeitura Apostólica em Prelazia do Rio do Alto Solimões. A 16 de fevereiro de 1992 a Prelazia do Alto Solimões passa à dignidade de Diocese. Toda uma caminhada histórica, ação missionária, prefeitura apostólica, prelazia, diocese, a igreja na sua fase adulta dando continuidade á missão que aqui deram início os capuchinhos mesmo considerando as culturas já existentes. No Javari, por exemplo, são mais de dez etnias, o país mais estrangeiro do mundo é o Brasil tantas são as etnias e línguas indígenas diferentes”.

- Entrevista com o Senhor Francisco Alberto do Nascimento

Após a entrevista com o padre Elias, ele recomendou que eu conhecesse o avô de sua secretária. Ela me conduziu até a casa do senhor Francisco uma das personalidades mais antigas de Tonantins que nos concedeu uma entrevista apaixonante contando sua história de vida. O senhor Francisco me presenteou com o livro de seu filho Alberto Francisco Nascimento – ‘Tonantins - sua história e sua gente’.

Meu nome é Francisco Alberto do Nascimento e nasci em 7 de agosto de 1923. Meu pai se chamava Francisco Rodrigues do Nascimento, era maranhense de São Luís do Maranhão. Como o ciclo da borracha era muito promissor, ele veio para o Amazonas, em 1909 ou 1910, e instalou-se em São Paulo de Olivença. Foi seringalista trabalhou até o fim do ciclo da borracha e ficou por aqui pela região. Minha mãe se chamava Paula Pessoa do Nascimento, filha de cearenses que também migraram para cá no ciclo da borracha. Eu estudei um pouquinho com uma irmã que se formou em Belém do Pará, como normalista, foi quem me ensinou as primeiras letras.

Quando meu pai morreu eu tinha 12 anos e tive que tomar conta da minha família. Abandonei os estudos e depois da morte do meu pai a minha mãe resolveu vir de São Paulo de Olivença com minha avó morar em Tonantins. Como eu havia começado a vida no seringal que tinha voltando a dar dinheiro em 1936 ou 1937 voltei para o corte da seringa em 1939 e lá fiquei enquanto a borracha dava dinheiro. Cheguei a Tonantins dia 10 de julho de 1938, no verão eu viajava para os trabalhos no seringal e no inverno voltava para passar com minha família e aqui permaneci até agora.

Eu fui para o seringal com 16 anos, como eu falei meu pai morreu em 1936 e eu fiquei com minha mãe e uma tia. A solução era ir para a seringa, eu posso dizer que saí do banco de um colégio para ir para o topo da seringueira acompanhar meu tio na estrada ajudando a colher, pois no início eu não sabia cortar, porque ele estava nos sustentando, eu, minha mãe e meus irmãos que estávamos na companhia dele. Eu tinha 12 anos e para não ficar em casa ocioso eu ia com ele e fazia o que podia. Um dia ele me deu uma faquinha para eu começar a cortar também. Daí em diante eu fiquei cortando seringa enquanto a borracha dava dinheiro. Até que comecei a trabalhar por minha conta, pedi crédito, e comprei o necessário para o trabalho e fui trabalhar na seringa. Em 1945 eu casei e aqui mesmo eu construí o meu barraco, um barraco de pobre, de palha e aí nós fomos trabalhando, trabalhando e hoje nós temos essa casa. Hoje me orgulho de ter 12 filhos sendo 9 professores formados e continuo aqui em Tonantins.

No seringal é aquela vida de seringueiro, difícil, de muito trabalho e perigosa. Eu tinha muito medo de onça, naquela época tinham muitas, mas graças a Deus nada de mal me aconteceu, nunca fui agredido por nada. Encontrei algumas vezes com onças, mas quando ela investia eu me fazia de corajoso e ela acabava desistindo e ia embora. Isso aconteceu comigo algumas vezes, uma única vez uma onça custou muito a desistir, mas são coisas da vida, de quem trabalha no mato. Mas fora isso, nós trabalhamos muito até chegar aonde chegamos. Eu me sinto feliz por ter conseguido educar os meus filhos.

Soldado da Borracha

Na 2° Guerra Mundial, 2ºGM, os japoneses cortaram o fornecimento de borracha para os Estados Unidos e o presidente Getúlio Vargas montou uma operação que visava garantir o fornecimento de borracha para os EUA.

A propaganda veiculada nos meios de comunicação era chamariz para os mais desavisados, afirmando que os voluntários para a extração da seringa eram tão importantes quantos os marinheiros e aviadores que lutavam contra a pirataria submarina. Em todas as esquinas se avistava retratos de seringueiros tirando látex e os slogans ‘Tudo pela Vitória’, ‘Terra da Fortuna’, soavam como palavras de ordem.

Esta verdadeira operação de guerra desencadeada por Getúlio mostrou, mais uma vez, que os erros e a história se repetem. O governo transportou 60 mil pessoas para enfrentar a hostilidade e a insalubridade da selva entre 1942 e 1945. Quase a metade acabou morrendo em razão das péssimas condições de transporte, alojamento, alimentação e falta de assistência médica. Em contrapartida os soldados da borracha, nativos da região amazônica, que conhecemos ao longo do caminho, afirmam terem ganhado muito dinheiro neste mesmo período.

O governo Vargas esqueceu que o ser humano não é uma máquina e que são necessárias gerações para se forjar no gene de uma raça a tempera de um nativo amazônida capaz de conviver e sobrepujar a inclemência da selva. A Constituição de 1988, mais de quatro décadas do fim da 2ºGM, contemplou com uma pensão os Soldados da Borracha, ainda vivos, como reconhecimento pelos serviços prestados ao país.

- Curiosidades de Tonantins

O livro ‘Tonantins - sua história e sua gente’ de Alberto Francisco Nascimento, têm uma série de relatos interessantes dos quais selecionei três cujos relatos adaptei:

Naufrágio do Navio ‘Ajudante’

Em agosto de 1945 as forças peruanas e colombianas estavam em franca hostilidade. A fragata colombiana ‘Cartagena’, no dia 2 de agosto de 1945 ancorou junto a foz do paraná Jauarizinho, a jusante do rio Içá, aguardando, de tocaia, com as luzes apagadas a passagem de uma embarcação peruana que saíra de Manaus dois dias antes. A embarcação peruana havia encalhado num banco de areia próximo a Coari e foi ultrapassada pelo navio ‘Ajudante’ de bandeira brasileira.

Quando o navio brasileiro, confundido com a nau peruana, passou, à noite, pela boca do Patiá, nas proximidades do Jauarizinho, foi abalroada pela fragata colombiana que a espatifou em duas partes. A velocidade da correnteza, a explosão da caldeira do Ajudante e a escuridão da noite contribuíram para que se salvassem apenas 48 das 120 pessoas que viajavam a bordo da embarcação brasileira.

Terezinha Morango

O português Antonio Ferreira Morango foi contratado pelos capuchinhos para construir a Escola São Francisco e a casa paroquial inaugurada em 7 de janeiro de 1914. A Escola deu origem ao atual Colégio São Francisco. Em 26 de outubro de 1936 nasce na propriedade de seu tio Antonio Ferreira Morango, em Canavial, que hoje faz parte do município de Tonantins, Terezinha Gonçalvez Morango filha de Emir Gonçalvez Morango e de Manoel Ferreira Morango. Terezinha Morango, em 1957, é eleita miss Amazonas e miss Brasil ficando em segundo lugar no concurso de miss Universo.

- Tonan e Tins a lenda

Na aldeia dos Caiuvicenas existiam dois jovens que se sobressaiam na tribo. Tonan era uma jovem bela, graciosa, excelente cozinheira e hábil artesã e Tins era um guerreiro valente, caçador por excelência, muito forte, destacava-se pela destreza do arco e da flecha e era imbatível no combate. Os dois acabaram se apaixonando, mas não puderam casar, pois o cacique achava que eles eram muito importantes para a Comunidade. Com o passar do tempo os jovens indignados com a proibição fugiram e se internaram na mata. Tonan seguiu rumo ao nascente e Tins para o poente e bem longe da aldeia construíram seus tapiris e passaram a viver isolados.

Tapiri - habitação precária e rústica.

Não suportando a saudade os dois vieram a falecer. Tupã, compadecido como destino dos jovens, resolveu, então, transformá-los em duas fontes de água limpa e cristalina. As águas correndo da terra firme para a várzea se encontraram, por fim, envolvendo-se num abraço eterno e seguiram em frente até encontrar o Solimões. Por onde passavam as águas as árvores floriam de alegria. Da união formou-se o rio Tonantis que emprestou seu nome à cidade.

- Johann Baptist Spix em Tonantins

No rio Tonantins Spix viu os índios cauixanas e assim os descreveu:

Um dia depois, atravessei para a margem setentrional do Solimões, e alcancei, escapando com felicidade de algumas tempestades, em sete dias depois da partida de Fonte Boa, a povoação no Tonantins. Este rio nasce a apenas alguns dias de viagem, mais ao norte, na direção do Japurá. Aqui existem muitas roças de mandioca. O Tonantins é habitado pela tribo dos Cauixanas, conhecidos por se alimentarem de jacaré, e há poucos anos mataram o seu missionário. Ao meu aparecimento em suas moradas, no mato, mostraram-se assustados no primeiro momento, mas logo saíram das cabanas, os homens todos nus e atrás deles diversas das suas mulheres e filhos, com os rostos salpicados de preto e vermelho, enfeitados com tiras de entrecasca e penas nos braços e pernas. Essas choças de teto cônico são feitas com folhas de palmeira, e têm uma parte baixa, pela qual a gente entra e sai de rastos. Homens, mulheres, crianças e cães deitam-se todos juntos nessa morada escura, cheia de fumaça. Trouxeram-me muitos bugios, os negros coatás, os peludos guaribas ruivos, rãs azuis, variedade de colibris, muitos insetos, ovos verdes de inhambu, etc.; parecia que esses índios viviam numa zona muito mais rica em alimento do que seus vizinhos do Japurá, que têm que se habituar à fome, por causa da quase contínua escassez de caça. Também diversos ingazeiros, cujas vagens longas e doces são comestíveis e oferecem aos cauixanas agradável alimento”.

- Pastor Haroldo Fernandes de Lima

Às dez horas, fomos entrevistados na rádio Vila Nova pelo pastor Haroldo. Ambos nos emocionamos. O pastor é um homem dinâmico e empreendedor. Prometemos manter contato e reportar nossas impressões tão logo cheguemos à Porto Alegre. O pastor havia deixado sua motocicleta à disposição durante nossa estada em Tonantins.

- Senhor Álvaro da Silva Cabral

Após uma série de desencontros, tive a oportunidade de conhecer nosso mecenas, o senhor Cabral, no Bar e Restaurante Dona Ray. Conversamos sobre diversos temas e descobri que o Cabral era um irmão de armas, tendo servido em diversas unidades militares da região amazônica. Ratificou o apoio hipotecado pelo seu irmão e nos desejou sucesso na empreitada.

- Professor Cristovão Lopes Ramos

O diretor da Escola Estadual Irmã Terezinha, professor Cristovão, gentilmente, permitiu que utilizássemos suas instalações para escrever o presente artigo autorizando que permanecêssemos com a chave das instalações. A escolinha ficava longe do centro e tivemos de alugar, por diversas vezes moto-táxis para me deslocar para o upload dos arquivos enquanto jantava.

- Agradecimento

Mais uma vez se torna patente a alma generosa e acolhedora do povo desta terra, cujo carinho, certamente irei guardar eternamente em minha lembrança.

(*) Hiram Reis

Coronel de Engenharia; professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227

Petrópolis - Porto Alegre - RS

90630 150

Telefone:- (51) 3331 6265

Site:http://www.amazoniaenossaselva.com.br

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Comentários
Maria de Jesus Nascimento, em 28/11/2011 - 23h47

Adorei ler estes relatos do Coronel Hiram Reis,pois serviram-me de base para um trabalho da Faculdade.obrigada! e volte em breve que será bem vindo!

Maria de Jesus Nascimento, em 28/11/2011 - 23h40

Adorei ler estes relatos do Coronel Hiram Reis,pois serviram-me de base para um trabalho da Faculdade.obrigada! e volte em breve que será bem vindo!

Alberto Francisco Nascimento, em 28/02/2011 - 23h24

Fiquei feliz pelos comentários feito sobre a minha cidade de Tonantins - Amazonas. Sou o autor dolivro "Tonantins sua história e sua gente",e aprofeito para informar a todos os meus amigos que até junho deste ano estaremos lançado o livro "Omáguas do Solimões", que trará as raizes históricas dessa Região. Um abraço ao Coronel Hiram Reis pelo incentivo que nos dá no campo da História. Alberto: (xx) 92 -9146-5355.

Julierme Nascimento, em 07/08/2010 - 09h13

estou so pra lhe dizer que fiquei muito contente de saber que tem pessoas que ajundam outras a conhecer meu municipio Tonantins, e você é uma dessas maravilhosas pessoas. Parabenizo você por esse belo artigo que fala um pouco de tonantins. Ah parabenizo você tambem por ter conhecido se não o maior,mas é um dos maiores Homens que tonantins e o mundo já teve Seu Francisco Alberto do Nascimento, Meu Avô. Muito obrigado mais uma vez, continue fazendo esse tipo de trabalho...

erica, em 18/06/2010 - 21h29

sera que a amazonia vai ser muito bonita como ela e ainda.

maria das dores ramos carvalho, em 02/05/2010 - 10h28

poxa incrivel,adorei a historia principalmente por ser referente ao meu municipio adoro infelismente nao estou la mas um dia voltarei.porque la esta minha familia meus dois filhos,alessandro e ricardo diego amo vcs meus anjinhos ,meus melhores amigos jully,rosildo e valdecy adoro vcs embreve estarei ai com vcs bjs p/todos familiares e amigos thau.dores ramos carvalho......

daiana, em 04/04/2010 - 15h04

gostei muito da minicipio passei ums dia la e muito legal estou daiana de sou de manaus amei a cidade

Damião Freitas Ramos, em 10/12/2009 - 21h43

Gostei muito da visita que vocês fizeram no meu municipio volte sempre que quiserem serão sempre bem-vindos,na época não estava na cidade achei a reportagem na internet sou aluno do curso de História na UEA concluindo o último período, boa sorte na caminhada!!!!!!

 
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