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Artigos - 07/03/2009 - 07h28

Manaus




Por Hiram Reis e Silva (*)

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)

- Partida para Manaus (20 de Novembro de 2008)

Na noite de 19 para 20, que seria a partida para Manaus, passei tranqüilo, dormi bem. Na manhã ultimei alguns procedimentos que tinham ficado pendentes no Colégio Militar e em casa. Cheguei cedo ao aeroporto, por volta das 16:30h acompanhado de meus familiares. Ocorreu uma grande confusão com o problema da passagem, quitação de saldo etc... em decorrência da fusão da Gol com a Varig. Tive de telefonar para o amigo Mairesse, que estava financiando as passagens, para que o problema, criado pela incompetência da Gol, fosse solucionado. Lembro dos bons tempos em que os aeroportos funcionavam como um relógio suíço, hoje o caos parece ter se instalado e mais parece um mercado persa.

O problema só foi resolvido após às 18:00h. Ainda bem que meu vôo que estava previsto para as 18:00h, só saiu às 18:45h. Embarcamos com destino a Brasília e chegamos lá exatamente na hora em que o vôo tinha que estar partindo para Manaus. Na correria esqueci meu carrinho para carregar o caiaque e apesar de contatar, mais tarde, insistentemente a Gol em Manaus o dei como perdido. Mais uma vez a desorganização no atendimento da empresa se fez patente com funcionários desmotivados e irritados atendendo o público. O atraso do vôo de Brasília para Manaus foi providencial permitindo que eu embarcasse sem maiores problemas. Chegamos a Manaus às 23:00h, hora local, o vôo estava previsto para chegar às 22:32h. Os militares designados pelo Coronel Abreu, comandante do Colégio Militar de Manaus (CMM), onde ficaremos instalados, estavam nos aguardando.

- Manaus (21 de Novembro de 2008)

No dia 21 tomamos o café da manhã com o coronel Abreu e ele nos apresentou a sua equipe, na reunião do bom dia do comandante. Muito surpreso com o nosso projeto ele nos caracterizou como loucos. É lógico, que depois de todo o planejamento e treinamento a que me submeti a minha avaliação sobre o projeto é bastante diferente. Saímos, logo em seguida, para fazer algumas compras, tomar um bom suco natural de graviola e realizar os contatos via celular. Devido à chuva tivemos problemas de ligação com as operadoras locais e não consegui contatar o Coronel Ebling, o comandante da Polícia Militar e os outros elementos importantes.

Após o almoço passeamos pelo centro de Manaus e mostrei à Fabiola as construções da época áurea da borracha, como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, a Igreja de São Sebastião e a Praça de São Sebastião, que fica em frente do Teatro Amazonas, e seu belíssimo monumento. O prédio da Igreja de São Sebastião tem estilo neoclássico com alguns elementos medievalistas e foi construído sob a direção de Gesualdo Marchetti de Lucas, em 1888. O monumento no centro da Praça de São Sebastião é consagrado ao ato de abertura do rio Amazonas ao comércio mundial e foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1867 por iniciativa do Dr. Antônio Davi Vasconcelos de Canavarro, quando diretor das Obras Públicas. O monumento traz a figura mitológica de Mercúrio e quatro naves de bronze que representam a Eurásia, África, América, Oceania e Antártida que, infelizmente, só com muita dificuldade se consegue identificar um traço, um detalhe que lembre de fato o continente que as naves deveriam caracterizar. Chamei a atenção dela para o calçamento, em torno dessa praça que foi imitado, mais tarde, pelos cariocas no calçamento de suas praias. Aquelas ondas pretas e brancas representam, na verdade, o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões.

- Manaus (22 de Novembro de 2008)

De manhã saímos para algumas providencias administrativas no chuvoso centro de Manaus. Eu não havia conseguido nenhum contato, as operadoras continuavam com problemas devido às chuvas. Fui até o Quartel General da Polícia Militar (QGPM), tentar um contato pessoal com o Coronel Leão, perto do hotel Kioto, onde normalmente, eu parava com a minha família, no centro de Manaus. Ao chegarmos lá, as instalações do antigo QGPM estavam sendo transformadas em Museu e a Praça Heliodoro Balbi, com mais de um século de existência, conhecida como Praça da Polícia, estava fechada para reformas. Novamente não foi possível estabelecer contato com meu amigo da Polícia Militar. Manaus é um grande canteiro de obras, as antigas construções estão sendo restauradas, a cidade cresce e se moderniza a olhos vistos.

Passear por aquelas ruas onde tínhamos guardado vivências tão interessantes, quando moramos aqui próximos a Manaus, no hotel Kioto, onde sistematicamente ficávamos hospedados, as ruelas onde fazíamos as compras, os barzinhos, alguns já não existem mais, onde fazíamos as refeições. São memórias bastante importantes, se considerarmos, como dizem, que recordar é viver duas vezes, foi uma experiência muito boa recordar alguns dos felizes momentos de minha existência.

Retornando ao CMM o coronel Ebling me telefonou dizendo que estava estacionado ao lado do Colégio com o caminhão e os dois caiaques prontos para se deslocar ao porto e me perguntou se eu queria acompanhá-lo. Nós o acompanhamos e, graças à perícia do motorista, conseguimos chegar, pois nos arredores do porto de Manaus se encontra o mais caótico trânsito que eu já observei em toda a minha vida. Em janeiro, quando retornamos, o novo prefeito havia alterado a mão de diversas ruas do centro e a coisa melhorou bastante. Conseguimos chegar até o cais flutuante onde estava ancorada a embarcação da M. Monteiro Comércio de Navegação. Auxiliamos o carregamento dos caiaques que foram carregados na parte superior da embarcação, com a promessa de entregarem os mesmos por volta do dia 28 ou 29 de novembro em Tabatinga.

Convidado pelo Coronel Abreu fui com ele ao almoço com a reserva no Clube Militar. O ponto alto, como não poderia deixar de ser, foi o discurso do general Heleno, indiscutivelmente, hoje, a maior liderança do exército brasileiro. O General Heleno citou as duas estratégias fundamentais adotadas na Amazônia Brasileira a presença, com 28 organizações militares, e a dissuasão, baseada na capacidade de combate e intervenção. Ressaltou a qualidade do soldado considerado, incontestavelmente, o melhor combatente de selva do mundo e em relação às fronteiras ressaltou ser muito difícil seu controle, mas que temos um sistema de vigilância bastante efetivo nas calhas dos principais rios penetrantes. Afirmou que do ponto de vista militar é eficiente, mas do ponto de vista do controle de ilícitos transnacionais tem de melhorar muito.

Quanto ao efetivo sublinhou que o que se deseja é a modernização dos equipamentos e meios de transporte para que se tenha a agilidade e flexibilidade compatíveis com a Amazônia. Quanto à possibilidade de intervenção estrangeira foi taxativo afirmando que hoje a teoria intervencionista justifica todo tipo de ação pelo mundo. O general fez duras críticas a certos companheiros da reserva que se transformam verdadeiros Rambos da oratória e, que quando na ativa nada fizeram que pudesse comprometê-los, mas que entrincheirados na reserva passam a cobrar atitudes mais drásticas dos chefes militares. O general foi aplaudido entusiasticamente por todos. É impressionante observar uma liderança que ultrapassa nossas fileiras e galvaniza a própria sociedade civil.

No almoço encontrei três diletos amigos da arma de engenharia, o general Da Cás, contemporâneo da Academia Militar das Agulhas Negras e meus ex-cadetes e atuais coronéis Almeida e Crisóstomo.

Visitamos uma exposição de um pintor local, que utilizando motivos da região - animais e frutas construiu uma série de quadros em forma de mandala. Pretendo fotografar, tão logo ela abra, e remeter essas fotos para serem apreciadas pelos alunos do Colégio. Após a visita fomos tomar um suco num barzinho em frente à galeria, quando ocorreu um blackout geral na cidade de Manaus. Durante uns 30 minutos a cidade toda ficou sem luz. Logo após, o retorno das luzes retornamos para o pernoite no Colégio Militar.

- Manaus (23 de Novembro de 2008)

Na manhã de domingo, 23 de novembro, nos dirigimos novamente a área em torno do teatro amazonas para tirar mais algumas fotografias. A rua Eduardo Ribeiro, no centro da cidade, é interrompida aos domingos e a população toma café da manhã nas barraquinhas montadas no meio da rua. Retornamos ao Colégio para realizar a transferência dos arquivos de áudio e fotos. Exatamente às 11:30h o Coronel Ebling como havia prometido estava nos aguardando na frente do colégio para nos levar para almoçar num restaurante próximo ao encontro das águas, do Rio Negro e do Solimões.

Antes, porém, fomos tirar algumas fotos do cais do porto, do cais flutuante construído pelos ingleses. O cais é uma praça de guerra, os acessos lotados de pessoas e carga que se esbarram, os gritos dos carregadores é uma confusão só. O velho mercado público que está sendo totalmente revitalizado, a obra está toda em construção, então apenas a parte das ferragens é que deu para observar melhor. Visitamos o mercado de peixe, tirando a diversidade e a qualidade do pescado a falta de higiene e a sujeira são capazes de afugentar os fregueses. O mercado não está à altura das tradições pesqueiras e da grandeza de Manaus. Fomos, então, ao bairro Educandos onde existe uma série de palafitas, estaleiros de barcos e postos de combustíveis flutuantes no Rio Negro.

Em seguida, até o bairro Cachoeirinha observar uma área de igarapé e palafitas que está sendo totalmente remodelada. Desde 2006 o Governo do Estado do Amazonas vem investindo pesado no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, Prosamim. Os igarapés são transformados em belos canais a céu aberto, construídas galerias, vias urbanas, obras de saneamento básico, parques residenciais com áreas de lazer, quadras poli-esportivas e pistas de skate. Em cachoeirinha existe uma prisão em que toda a parede externa foi pintada imitando casarios coloniais.

Depois do passeio nos dirigimos ao restaurante, onde foi pedido como cardápio tambaqui e pirarucu. Retornamos ao CMM depois de fotografarmos a igreja de São José dos Operários que é uma igreja bastante imponente e considerada um dos pontos turísticos de Manaus. O Ebling realmente tem sido nosso ponto de lança nesta operação, graças a ele os caiaques chegarão à época oportuna em Tabatinga e tem sido uma peça extremamente valiosa em diversos contatos que estabelecemos.

Por volta das 18:30h voltei novamente à galeria, dessa vez com a finalidade de entrevistar o artista plástico José Barbosa Inácio Maciel, o homem das palafitas. Maciel tem vontade, já que serviu na Polícia do Exército, de expor seus trabalhos nos canteiros do Comando Militar da Amazônia. Vou reproduzir o texto de mihas amigas professoras do Clube de História do Colégio Militar de Porto Alegre Patrícia Rodrigues Augusto Carra e Silvana Schuler Pineda que compilaram as gravações que fiz.

O Coronel Hiram Reis e Silva, em visita à Galeria do Largo, galeria de arte localizada na região central de Manaus, teve seu olhar fortemente captado pelas obras criadas pelo artista plástico José Barbosa Inácio Maciel. Gravador e máquina fotográfica em punho, Coronel Hiram entrevistou o artista para registrar a sua exposição e, também, a sua história de vida.

Inácio Maciel, como é conhecido, é autor de Palafitas. Tem 43 anos, já foi guerreiro de selva e, além de outras profissões que exerceu antes de viver da arte plástica, fez teatro no Rio de Janeiro e teatro de rua em Los Angeles, Estados Unidos.

Há 5 anos, Maciel teve a idéia de construir, para o seu gato chamado Esso, uma casinha de madeira (material inicialmente destinado ao descarte). Esso ganhou uma casinha nova e Manaus, a exposição Palafitas. A maioria das peças da exposição retrata a natureza e/ou denuncia a degradação ambiental da Amazônia. São peças produzidas com material destinado ao descarte. Todo esse material é reciclado e transformado, por Maciel, em arte.

O artista utiliza materiais recicláveis, tais como espetinhos de churrasco, potes de margarina, cabos de vassouras, pó de serragem e pedaços de madeira coletados nas ruas e serrarias de Manaus. O trabalho com madeira parece “estar no sangue”, uma vez que o pai do artista trabalhava na construção de embarcações no Amazonas.

O artista tem um outro projeto em vista e está em busca de um espaço físico para colocá–lo em prática. Qual é o projeto pretendido? Uma oficina de arte para atender meninas e meninos carentes com o objetivo de oportunizar a estas crianças o desenvolvimento do “dom de criar”, do talento e do aprendizado de uma profissão. Palavras do Artista e cidadão Inácio Maciel ao falar sobre o projeto em vista - “eu não quero o dinheiro; o que falta é o espaço físico para desenvolver o trabalho”.

Uma alternativa pensada para a concretização desse trabalho é o Projeto Palafitas em miniaturas. Este projeto objetiva a divulgação das peças da exposição Palafitas através de imagens fotográficas estampadas em meios impressos institucionais, tais como cartões postais, estampas em geral e material de divulgação de empresas interessadas. Atingiria, assim, um número considerável de pessoas de diversas culturas, diferentes níveis sociais, conseguindo chamar a atenção para as questões envolvendo a natureza, os riscos da degradação ambiental e, ao mesmo tempo, angariar fundos para custear o projeto social idealizado pelo artista.

Não foi à toa que o olhar do Coronel Hiram foi fisgado pelas Palafitas de Maciel. O professor de Matemática do Colégio Militar de Porto Alegre encontrou, em Manaus, um trabalho artístico que explora elementos que fizeram parte das preocupações cotidianas dos educadores do Colégio Militar de Porto Alegre no ano de 2008 - a sustentabilidade. Assunto de trabalho interdisciplinar, a sustentabilidade gerou discussões, aqui no colégio porto-alegrense, envolvendo a preocupação com o meio ambiente e as possibilidades de ações concretas e cotidianas para o encontro de soluções para tal problemática.

Hiram encontrou, em Manaus, Inácio Maciel, um homem que, com suas mãos, transforma a densa discussão sobre sustentabilidade em beleza, reflexão e prazer estético”.

- Manaus (24 de Novembro de 2008)

Pela manhã me desloquei para o Comando Militar da Amazônia (CMA), consegui contatar por volta das 08:00h o General Da Cás, fui extremamente bem recebido e ficamos conversando, com o irmão de arma, a respeito das questões da engenharia, do Exército Brasileiro e toda a problemática que envolve a Amazônia. O General Da Cás fez um relato e projetou um filmete, do CComSEx, da Operação Bianca do Ibama em parceria com o Exército Brasileiro. Fizeram parte da operação quatro helicópteros, duas embarcações de médio porte, tipo ferry boat, 80 militares do Exército Brasileiro e 13 agentes do Ibama. Em cinco dias de trabalho ao longo dos 380 quilômetros do rio Puruê, afluente do Japurá, foram apreendidas oito dragas e desmontados dois garimpos fixos que funcionavam em terra firme. Foi uma operação extremamente bem sucedida, uma verdadeira operação de guerra em que foram apreendidas nove balsas. As imagens tiveram pouca penetração na mídia brasileira.

O General Da Cás me levou ao gabinete do Comandante Militar da Amazônia, General Heleno, nosso ex-instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, que cordialmente sugeriu que eu levasse a maleta do SIVAM, para que pudesse me comunicar e, caso necessário, ser resgatado rapidamente, caso houvesse algum imprevisto. Infelizmente, a maleta era grande demais para os compartimentos de bagagem do caiaque, o seu uso seria aconselhável caso tivéssemos um barco de apoio. De qualquer forma agradecemos ao General o empenho dado à missão.

General Da Cás levou-me, então, para o E5 e me apresentou o seu assistente, Major Marujo. Repassei a ele todas as minhas pretensões em relação ao projeto, quando retornasse em janeiro a Manaus já que nessa oportunidade pretendia contatar com o IBAMA, FUNAI (Programa Waimiri Atroari), CBA , Parapanema (Minas do Pitinga) e a Eletronorte (Hidrelétrica de Balbina). O Major Marujo confirmou, mais tarde, que já havia mandado ofício para todas as entidades, exceto para Parapanema. Falei para o Marujo sobre o desejo do artista plástico Inácio Maciel de expor sua obra no CMA e passei a ele o telefone de contato.

Conforme o Ebling tinha agendado chegamos ao 2º Grupamento de Engenharia de Construção, 2º GECnst, às 14:00h, novamente quem nos transportou foi uma viatura aqui do Colégio Militar, que gentilmente foi colocada a nossa disposição. O Ebling nos levou até a presença do General Jamil Megide Junior comandante do 2º GECnst que me garantiu total apoio no retorno e disse que tinha no INPA um elemento importante que era o ex-tenente Roberto Stieger e determinou ao seu oficial de relações públicas que fizesse os devidos acertos para que eu entrasse em contato com ele. O Ebling me deu carona até o Colégio para almoçar e, logo depois, sai para comprar algumas plantas medicinais que o pessoal da química tinha solicitado. À noite mais um passeio e visita ao interior do Palácio da Justiça.

- Manaus (25 de Novembro de 2008)

Por volta das 09:00h entrei em contato com o Tenente Coronel PM Rômulo, do Comando do Policiamento do Interior e ele determinou que seu motorista, o cabo Cosme, me levasse até o QG da Polícia Militar. O TC PM Rômulo, na oportunidade me apresentou o senhor Fábio Cabral, prefeito eleito da cidade de Tonantins, que irá assumir a prefeitura em janeiro de 2009. Fábio Cabral colocou a disposição hotel e alimentação gratuitamente quando passarmos por Tonantins. Na oportunidade ele redigiu um bilhete para ser apresentado ao seu irmão.

O almoço, no CMM, contou com a presença do Roberto Stieger que indagou bastante à respeito do projeto e segundo deu para perceber tinhas severas restrições à execução do mesmo. Ele nos levou a passear pela cidade e depois ao INPA onde fomos apresentados à pesquisadora chefe do laboratório de mamíferos aquáticos amazônicos Vera F. Silva. Ele marcou um jantar com a Vera e fomos para a casa do Stieger. No jantar a Vera, uma mulher agradável, extremamente inteligente e bem-humorada, ficou de ver se conseguiria autorização para que entrássemos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (RDS Mamirauá). O INPA possui um ‘flutuante’ chamado boto vermelho dentro da reserva e ela conhece, pessoalmente, o Gerente Operacional do Projeto, senhor César.

- Manaus (26 de Novembro de 2008)

Hoje de manhã tentei, insistentemente, e sem resultado, entrar em contato com a pesquisadora Vera F. Silva, do INPA, a respeito do contato com Abedelack, auxiliar do Gerente de Operações do Instituto Mamirauá. O Abedelack informou que para liberar a utilização de um flutuante do Instituto eles teriam de receber uma ordem expressa do Instituto.

Por volta das 11:00h o Coronel Martini me levou até a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para que entrasse em contato com o pró-reitor Rogélio Casado que queria fazer uma parceria com o projeto. Deixei com ele uma cópia do projeto e depois de conversarmos um pouco e tiramos algumas fotos. O Rogélio me convidou a fazer palestras para seus alunos nas localidades em que passasse e houvesse instalações da UEA. Dali fui até o aeroporto para receber o Romeu que se assustou com a majoração do preço da passagem para Tabatinga de R$ 570,00 para R$ 840,00. Instalado no Colégio levei-o até um barzinho próximo ao Teatro Amazonas onde um seu amigo, o ‘peixinho’ e a esposa Kátia o esperavam. A Kátia é jornalista e aproveitou a oportunidade para entrevistar-nos.

À noite participamos de um jantar de despedida com o Ebling, seu pai, se primo Paulo Ebling, Paulo Roberto e o meu ex-cadete Magela.

- Manaus (27 de Novembro de 2008)

Acordei às 05:30h para ultimar os preparativos para a viajem para Tabatinga e aproveitei para fazer o Upload de arquivos de fotos para o site. Na chegada ao aeroporto a Fabiola verificou que havia esquecido a carteira com documentos e dinheiro no CMM. Pedi socorro para o Coronel Martini, que se encontrava no Colégio, e ele prontamente resolveu a questão indo pessoalmente levar a carteira da Fabiola. Embarcamos no horário previsto, 10:10h, e cinco minutos depois estávamos voando.

Minha equipe, mal o avião estabilizou, adormeceu enquanto eu não conseguia despregar os olhos da bela calha do Solimões que a aeronave sobrevoava. Admirava a série de praias ainda existentes tendo em vista que o rio ainda não alcançara o pico da cheia. Controlando a hora em relação à velocidade do avião pude comparar, quando a nebulosidade o permitia, mentalmente, o traçado dos mapas com o terreno identificando e conformando, com meu planejamento, diversos furos importantes que me permitiria economizar tempo e energia.

- Manaus Reflexões

É interessante como as vivencias passadas influenciam nosso modo de ver as coisas, de encarar a realidade. Em Manaus tudo me fazia recordar os bons tempos, o convívio diário com minha esposa e as crianças nos arejamentos, período de seis dias de descanso da labuta mensal ininterrupta na BR 174. Sempre comparei minha esposa a uma Valquíria, uma guerreira, que na retaguarda me amparava e estimulava a enfrentar os desafios de uma estrada golpeada pela inclemência das amazônicas intempéries. A Vanessa com três anos e a Danielle com três meses careciam de atenção especial já que o trabalho me compulsava a ser um pai ausente. Andando pelas ruas, pelos locais de tão gratas lembranças, uma profunda e grata nostalgia invade todo o meu ser. Por isso, talvez, minha visão para as manifestações artísticas tenha sido exacerbada.

(*) Hiram Reis

Coronel de Engenharia; professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227

Petrópolis - Porto Alegre - RS

90630 150

Telefone:- (51) 3331 6265

Site:http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

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