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Meio ambiente - 27/02/2009 - 06h30

Animais silvestres em ambiente urbano: veja cuidados




Fabio Pellegrini

Por Nadjanara Morbeck, do Notícias MS

 

Mato Grosso do Sul é um dos poucos estados brasileiros onde podemos nos deparar costumeiramente com animais silvestres como lobinhos, veados campeiros, capivaras, quatis, tucanos e araras no nosso dia-a-dia. Essa presença constante de animais silvestres é um excelente indicador da qualidade de nosso meio ambiente e da qualidade de vida de nossas cidades.

Na capital, por exemplo, as travessias dos quatis nas vias públicas do Parque dos Poderes e das capivaras na avenida Senador Filinto Muller, em frente ao Lago do Amor, área de reserva natural da UFMS, já se tornaram atrativos turísticos. Nos fins de semana, famílias campo-grandenses e turistas vão ao local contemplar a beleza e fotografar as capivaras que saem do lago e vão para a mata no fim de tarde.

Porém, é necessário que a população que reside ou trabalha nas imediações dessas áreas de reservas naturais e que costuma ver esses e outros bichos, tome alguns cuidados.

O biólogo Vinicius Andrade Lopes, coordenador do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), explica que a proximidade intensa entre animais silvestres e humanos é uma relação conflituosa, havendo riscos para ambos.

“Recentemente, ao longo da primavera, os animais se reproduziram e algumas espécies, como os quatis, já estão circulando com os filhotes. Apesar do apelo emotivo que têm, os animais podem atacar as pessoas em busca de alimentos ou transmitir doenças específicas dos animais, as chamadas zoonoses. O ideal é apenas admirá-los, e nunca tocá-los ou alimentá-los”, esclarece Vinicius.

Atropelamentos

Com os filhotes, os grupos tendem a se locomover com freqüência em busca de alimentos para o bando, com isso, os animais correm riscos de serem atropelados. “É necessária atenção redobrada próximo às áreas de reservas naturais e jamais exceder a velocidade máxima permitida, pois os animais têm comportamento inesperado. Se o líder do bando atravessa a rua, mesmo havendo fluxo de trânsito, o resto tende a segui-lo, aí acontecem os atropelamentos”, esclarece o capitão Ednilson Queiroz, chefe do Núcleo de Educação Ambiental da Policia Militar Ambiental (PMA).

Alimentação inadequada

Quando os animais são alimentados frequentemente por humanos sem nenhum rigor cientifico, há os seguintes riscos para os animais: obesidade, intoxicação, ocasionando doenças fisiológicas e aumento de gordura. Além disso, os animais se acostumam com o alimento fornecido e perdem o instinto natural de caça, de forma que os filhotes se acostumem a fazer o mesmo. “Isso pode ocasionar numa superpopulação, além do que os animais podem invadir casas e prédios em busca dos alimentos ou facilitar a caça deles, e o conjunto disso tudo era um desequilíbrio ecológico”.

A flora também sofre com isso, pois muitos animais comem frutos e sementes e, ao defecarem, dispersam as sementes, que germinam na maioria das vezes, porém, com a alimentação inadequada, o processo não ocorre e as árvores não são reproduzidas.

Em caso de aparições de animais silvestres em áreas urbanas, as pessoas podem comunicar a Polícia Militar Ambiental (PMA) pelo telefone 67 3314 4920 ou o Corpo de Bombeiros, pelo fone 193.

 Fabio Pellegrini

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Comentários
carlos, em 07/03/2009 - 12h26

isso é tudo mentira

 
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