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Correio de Corumbá - 23/02/2009 - 08h25

Morreu “Bigode” que era o morador de rua mais popular de Corumbá




Por Adolfo Rodon

 

         Lavador de carros, entregador de jornais, distribuidor de marmitex. Essas eram as ações mais rotineiras do cidadão de rua, do cidadão do mundo, LEONILDO GREGÓRIO GOMES, o prestativo e popular “BIGODE”.

 

            Durante muito tempo ele dormia sob a marquise do edifício Salim Kassar, mais conhecido como IOSA, que fica em frente a Praça da Independência em Corumbá-MS, aliás, essa praça foi outro local que também “abrigou” Leonildo, quando não estava chovendo e nem fazia muito frio. Ele às vezes dizia: “Dormi na praça”, principalmente na época em que estourava nas paradas de sucesso a música de Bruno e Marrone, que leva esse título. Mais recentemente nos últimos meses, ele fazia ponto na Cantina Universal, situada na esquina da Rua Major Gama com a 13 de Junho, onde também aproveitava da sua cobertura anti-sol e chuva para tentar repousar a noite. E como não poderia deixar de ser, suas rotas roupas vinham de doações de amigos. Já nas últimas semanas “Bigode” passava o período noturno sob as marquises do edifício Anache(o mais alto), na mesma calçada da Rádio Clube de Corumbá.

 

            Bigode veio lá do Nordeste brasileiro, tendo nascido no desconhecido município de Cabobró, no estado de Pernambuco, no dia 15 de agosto de 1963, portanto, iria completar 46 anos agora em 2009.

            Bigode deixou sua terra natal ainda moço e seguiu rumo a Minas Gerais em busca de trabalho. Dizia ser serviços gerais, com mais prática em construções como servente de pedreiro. Depois foi em busca de um centro econômico maior, residindo em São Paulo. Também

trabalhou na Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro, passou um período em Caxias do Sul, lá nos pampas(RS); até que resolveu vir conhecer o centro oeste brasileiro, entrando primeiro por Cuiabá, a eterna capital do vizinho estado de Mato Grosso. Finalmente, há oito anos atrás resolveu conhecer Corumbá e gostou tanto da Capital do Pantanal, que resolveu se radicar por aqui, onde o seu corpo ficará sepultado.

 

            O extinto ficou mais popular ainda quando foi deportado, sendo colocado em visível estado de embriagues, totalmente sonolento, naquele famoso ônibus da prefeitura, por ordem do então prefeito Eder Brambilla, que transportou inúmeros moradores de rua de Corumbá para outras regiões do país, como São Paulo e até Brasília.  Bigode quando acordou já estava bem longe da Cidade Branca, ficando a indagar muito assustado, “aonde é que eu estou, para onde é que estão me levando, eu quero voltar para Corumbá”. Quando essa desumana ação foi descoberta, virou escândalo nacional.

 

            Já muito fraco e com a saúde bastante debilitada devido à alimentação irregular, na base do quando tem come, quando não tem fica com fome..., bem como também em virtude do excesso de fumo e da bebida alcoólica, que era para esquecer as mágoas, além de dormir ao relento, sem coberta, lenço ou documento, Bigode através de amigos, ficou na semana passada internado no hospital local, mas após três dias empreendeu fuga, alegando não agüentar mais as picadas de injeção e, certamente, por ter sentido falta da maldita(cachaça).  Correu boato de que teria morrido uma semana atrás. Depois de uns dias foi novamente internado.

 

            Bigode faleceu no dia 13 de fevereiro de 2009, na enfermaria do SB-3 do hospital de Corumbá e, conforme o atestado de óbito emitido pelo Dr. Luiz Fernando, médico cardiologista, a causa mortis foi em virtude de insuficiência respiratória, tuberculose pulmonar e desnutrição.

            Enfim, morreu um dos personagens de rua da Capital do Pantanal, que vivia na sua humildade, um ser humano inofensivo, incapaz de agredir seus semelhantes, que jamais foi acusado de roubos ou furtos. Adeus, Bigode! Descanse na paz do Senhor.

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