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Artigos - 06/02/2009 - 13h10

Por que a Copa deve ser nossa




Por Marisa Serrano (*)


Campo Grande que vem fazendo uma campanha exemplar para ser uma das Capitais escolhidas pela FIFA para ser sub-sede da Copa de 2014. No último dia 03 de fevereiro mais de 300 mil pessoas foram paras as ruas – a cidade tem 700 mil habitantes -  para receber a Comissão Técnica da FIFA, numa festa como nunca se viu na Capital de Mato Grosso do Sul.

Foi uma demonstração inédita de exercício de cidadania em torno de uma reivindicação que carregou em si um profundo sentimento histórico. Além disso, trouxe à baila uma saudável disputa com Cuiabá, que também está disputando este campeonato de urbanidade. Nas duas cidades, realizam-se campanhas massivas para ganhar uma disputa cuja importância se traduz em perspectiva de maior prosperidade e aceleração de desenvolvimento urbano.

Nosso prefeito Nelsinho Trad e o Governador André Puccineli, com apoio da bancada federal, estão realizando um grande trabalho de sensibilidade social, mostrando a importância dessa luta. Neste sentido, devo salientar que também estamos fazendo a nossa parte apoiando o lançamento do livro “Legado de Megaeventos Esportivos”, que acontecerá em Campo Grande, em 02 março, na Universidade Católica Dom Bosco, com apoio do Conselho Regional de Educação Física e da prefeitura municipal de Campo Grande.

A cidade que vencer a disputa pela indicação da FIFA poderá deixar um legado importante em termos de obra de infra-estrutura, divulgação turística, geração de renda, melhoria da qualidade de prestação de serviços, crescimento da atividade comercial, desenvolvimento da base tecnológica, enfim, dará um salto significativo no processo urbanístico.

Ser eleita sub-sede de uma Copa do mundo, neste aspecto, transcende a atividade esportiva porque ajudará a acelerar o desenvolvimento. A cidade e o Estado ganham não só em termos visibilidade mundial como passam a ter a grande oportunidade de dar um salto qualitativo em seu processo de crescimento sustentável.

 As vantagens de Campo Grande em relação à sua principal concorrente estão sendo enumeradas e apresentadas à Comissão Técnica da FIFA de maneira a não deixar margem de dúvida: somos a melhor opção se prevalecer a decisão iminentemente técnica, embora fatores de ordem histórica, política e social devam ser considerados como pontos importantes de avaliação de nossa Capital.

Campo Grande tem a vantagem de estar mais próxima do eixo Rio-São Paulo, e também de se situar na área de influência de países como Paraguai e Bolívia. Estes pontos, inegavelmente, fazem tremenda diferença em termos de custos de transporte, locação, rapidez, logística etc.

Mas existem razões de ordem histórica, que remontam ao processo de desmembramento do território de Mato Grosso, que merecem reflexão. Nunca tivemos benesses, nunca fomos contemplados com incentivos como o da SUDAM e, mais, quando o Mato Grosso foi desmembrado, Mato Grosso do Sul teve que começar do zero, criando uma nova identidade cultural, montando toda a infra-estrutura viária, energética e administrativa.

Essa, inclusive, é a origem de nossa dívida externa, considerada a maior do País em termos proporcionais. Essa herança nos exige um esforço imenso para se estabelecer como um Estado progressista, dinâmico, produtivo e avançado.

Desde a edição da Lei Complementar nº 31, assinada pelo ex-presidente Ernesto Geisel, no final dos anos 70, a minha geração viveu esse sonho e rejubilou-se quando viu o momento da concretização de anos e anos de luta separatista. Quando nasceu o Mato Grosso do Sul acreditamos que todos os problemas seriam resolvidos como num passe de mágica.

Neste aspecto, houve uma frustração histórica ao longo das décadas, tanto que muitos acreditavam que a solução seria recomeçar, inclusive mudando o nome do Estado. Em vários momentos de nossa história a sociedade dividiu-se quanto a esta questão: mudar o nome do Estado para deixar claro que não éramos mais o Mato Grosso.

Por isso, nosso Estado completou mais de 30 anos sem conseguir, contudo, ganhar uma marca para ser conhecido como a unidade federativa que abriga a maior parte do Pantanal além de regiões belíssimas como Bonito, Bodoquena, jardim Miranda, Corumbá, Bela Vista e tantas outras

Por essa razão é que Campo Grande merece ser sub-sede da Copa de 2014. Será a oportunidade de ouro que teremos para nos tornar mais conhecidos e sedimentarmos nossa identidade cultural. Teremos a chance que nunca tivemos de nos inserir de maneira positiva nos contextos nacional e internacional. Será o momento crucial para concretizarmos um grande marketing sobre nossas potencialidades turísticas e culturais, mostrando os nossos valores, nossa música, nossa arte, nosso artesano, nossa rica culinária repleta de cores e sabores, enfim, de mostrarmos quem e o que somos.

Acredito que a FIFA deve considerar estes argumentos como fundamentais para escolher Campo Grande como sub-sede da Copa, visto que a decisão será uma espécie de acertos de contas que o País fará com o nosso passado, criando novas perspectivas de mudanças no futuro.

Estamos vivendo o nascimento do século XXI e não podemos perder a chance histórica de transformar as nossas estruturas. Perdemos no passado a oportunidade de ser um Estado-modelo, mas podemos ainda perseguir e conquistar um lugar ao sol dentre os modelos de sucesso de gestão pública no cenário nacional começando com um incentivo como este.

(*) Marisa Serrano  é Senadora e vice-presidente nacional do PSDB


Os artigos publicados com assinatura não representam a opinião do Portal Pantanal News. Sua publicação tem o objetivo de estimular o debate dos problemas do Pantanal do Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, do Brasil e do mundo, garantindo um espaço democrático para a livre exposição de correntes diferentes de pensamentos, idéias e opiniões. redacao@pantanalnews.com.br

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