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Artigos - 18/08/2008 - 12h06

É doce morrer no mar, por Adilson Luiz Gonçalves




Por Adilson Luiz Gonçalves ( * )

Mas o mar não é salgado?
A poesia de Dorival Caymmi nos ensinou que não!
O sal do mar só servia para temperar os quitutes da baiana, em suas tantas e inesquecíveis canções.
Suas letras brejeiras também tinham a boa pimentinha da sensualidade brasileira. Era só procurar no tabuleiro da baiana que a gente achava tudo de bom: do acarajé aos quindins de Iáiá, meu doce preferido: amarelo como o Sol, doce como o desejo, suave e molhado ao toque, como os lábios da mulher amada!
Ele despertou a curiosidade do mundo ao perguntar: “O que é que a baiana tem?”, para, logo depois, ensinar que toda a mulher brasileira, baiana ou não, traz em si os quatro elementos: o ar sensual; o fogo da paixão; a terra, que sustenta; e a água, que sacia. Fez até uma portuguesa virar baiana: Carmem Miranda!
Além da vida simples do pescador, Caymmi também contou, com sua voz poderosa, a dura vida da escravidão, que ainda existe: “Vida de negro é difícil, é difícil como o quê”.
A jangada virou embarcação de sonhos, que emociona todos que fazem
primeira viagem.
“Minha jangada vai sair pro mar”, expressa o desafio de cada dia; “Vou trabalhar”, a consciência da lida; “meu bem querer”, o amor que nos dá rumo; “Se Deus quiser, quando eu voltar do mar”, a esperança; “um peixe bom, eu vou trazer”, a busca por dias melhores; “Os meus amigos também vão voltar”, o valor da amizade; “e a Deus do céu vamos agradecer”, o reconhecimento de que cada átimo da vida é uma benção divina.
Suas letras, simples como a alma do povo brasileiro, sintetizam a grandiosidade e beleza de nossa estirpe, que funde tantas raças e origens, e confunde “puristas” e “puritanos”.
A religiosidade calma, sem exageros, também está presente na obra do mais baiano de todos os compositores. Ecumênico, ele também pediu a benção à Mãe Meninha do Gantois e jogou flores para Iemanjá. Mas também plantou as sementes que nos deram Nana, Dori e Danilo, que também guardam em si “tantas canções”. Filhos cujo amor nos deu “Acalanto”, que emociona até corações de pedra.
Pois é... As canções de Caymmi são como o mar, que transforma pedras em areia, que escorre entre os dedos como a água do mar, como o “vento que balança as palhas do coqueiro”. O mar, que “quando toca na areia, é bonito!”. O mar que tanto o encantou, que sua musa foi Marina, que sua mulher era Stella Maris. Mar que nos derradeiros momentos ele quis voltar a ver, talvez para dizer adeus... Quem sabe para confirmar que era doce morrer no mar.
Caymmi disse, certa vez, que não tinha onde morar... Doce engano! Ele já morava nos corações dos brasileiros, onde também mora a Bahia, berço do Brasil; terra de São Salvador; Porto Seguro onde a gente se encontra para dar valor à vida e vivê-la com calma, deixando o tempo passar, no tempo da brisa do mar. Ele também morava mundo!
Agora ele mora no céu, de onde pode ver todos os mares do mundo, deitado
na rede que já o esperava.
Caymmi cantou 365 igrejas, na Bahia: uma para cada dia do ano. Ironia do
tempo, ele o levou num ano bissexto...
Desculpe, tempo, “mas eu tô de mal! De mal com você! De mal com você!”.
Mas é por pouco tempo...

(*) Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário (UNISANTOS e UNISANTA) e
Compositor
Home page:
http://geocities.yahoo.com.br/prof_adilson_luiz/
Músicas: br.youtube.com/adilson59
E-mails: adilson@unisantos.br – prof_adilson_luiz@yahoo.com.br
(13) 97723538    
Doe sangue!

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