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Meio ambiente - 13/10/2017 - 10h45

MS 40 Anos: O desafio de harmonizar população e natureza nas lagoas




Por Tatiana Marin | Fotos: Cleber Gelio e Roseli Silva Pereira do Midiamax / Redação Pantanal News

 

Preservação é objetivo nas lagoas menores

A Lagoa Maior é o cartão postal de Três Lagoas, município 338 quilômetros distante de Campo Grande. Com pista de caminhada e iluminação, ela é frequentada não só pela população, mas por capivaras, pássaros e até jacarés. Já as outras duas lagoas que compõem o conjunto que deu nome à cidade, estão parcialmente preservadas, mas precisam de atenção.

A cidade nasceu no entorno da Lagoa Maior, onde viajantes acampavam e já foi até balneário. Hoje, o local é usado diariamente para se exercitarem ou apenas passearem. É o point de Três Lagoas e é um lugar bonito e agradável. As amendoeiras, ipês, entre outras espécies, completam a paisagem. Mas o que mais chama a atenção dos moradores e visitantes é a fauna.

Muitas capivaras, diversas espécies de pássaros, peixes e até jacarés. Antes de chegarmos supúnhamos que haveria algum tipo de contenção, devido aos jacarés, mas, ao chegar na lagoa achamos a convivência entre humanos e animais aparentemente harmoniosa. Será?

 

Questão polêmica

Recentemente a Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio, realizou a remoção de 3 grandes jacarés da Lagoa Maior depois que a população começou a se aproximar e tentar tocar os animais.

“Foram retirados 3 jacarés grandes e ficaram 10. Foi uma questão polêmica. O que levou a Secretaria de Meio Ambiente a optar pela retirada é que a população estava tocando a cauda, puxando, se aproximando. A preocupação maior era a segurança, principalmente das crianças”, alerta Celso Yamaguti, chefe de gabinete da secretaria.

 

Três jacarés foram retirados da Lagoa Maior, mas ainda há 10 répteis no local. (Foto - Cleber Gelio)Três jacarés foram retirados da Lagoa Maior, mas ainda há 10 répteis no local. (Foto - Cleber Gelio)

 

Segundo ele foram retirados 3 jacarés com mais de 2,20m e de cerca de 80 kg e ainda há um nas mesmas proporções, “mas ele é mais arisco”. Todo o processo de remoção e realocação dos répteis foi coordenado pela pesquisadora da Embrapa Pantanal, Zilca Maria da Silva Campos. Eles foram levados para uma reserva em Brasilândia - uma área alagadiça de 22 mil hectares, entre os rios Verde e Paraná.

 

(Foto - Cleber Gelio)(Foto - Cleber Gelio)

Como disse o secretário, a questão foi polêmica e frequentadores ponderam sobre a decisão. O cabeleireiro Marcos Mariano, de 31 anos, natural de Três Lagoas diz que os jacarés são a marca da Lagoa Maior. “Quem vem a Três Lagoas, sempre vem ver e quer tirar foto”, afirma.

 

De férias, o técnico em química Gilson de Queiroz, de 20 anos, conversou com a reportagem enquanto pescava. “Os jacarés estão em seu habitat natural, acho que não precisava tirar. Dizem que ainda tem, mas nunca mais vi nenhum por aqui”, lamenta.

A empresária Sandrini Maximiliano Souza, de 30 anos, natural de Curitiba, diz que sempre leva o filho à lagoa aos finais de semana e concorda que é uma questão complicada. “Ouvi dizer que tiraram porque era perigoso, mas nunca vi ameaça. Agora vai ter que controlar as capivaras”, analisa.

Controle populacional

De fato, a Secretaria também estuda uma forma de controlar a população de roedores. A saída não é fazer a remoção, como os jacarés, mas um controle de natalidade. “Temos que controlar para não ter super população, para que elas não venham a morrer devido a falta de alimentos disponíveis. Chamamos um especialista em capivaras que nos aconselhou a fazermos vasectomia em alguns machos dominantes”, conta Celso.

 

Vasectomia em alguns machos dominantes pretende realizar controle populacional das capivaras. (Foto - Cleber Gelio)Vasectomia em alguns machos dominantes pretende realizar controle populacional das capivaras. (Foto - Cleber Gelio)

 

Dois a 3 machos dominantes de cada grupo passarão pelo procedimento que, ressalta o secretário, não é o mesmo que castração, o macho “vai continuar dominando o grupo e liderando”. Segundo ele, simplesmente remover capivaras não resolveria, pois a população voltaria a crescer.

 

(Foto - Cleber Gelio)(Foto - Cleber Gelio)

Quando aprovado e colocado em prática, além da vasectomia, outros dados serão colhidos dos animais. “Junto à vasectomia seriam feitos exames de sangue, verificação de carrapatos, brincagem e monitoramento de febre maculosa. Não há notificações da doença em Mato Grosso do Sul, mas queremos garantir que não comece em Três Lagoas”, defende.

 

Outra medida que está em vias de ser tomada, é a utilização do estrume das capivaras com adubo para plantas das áreas públicas da cidade. “Foram feitas análises parasitológica na Unesp (Universidade Estadual Paulista) e não deu nada. As fezes vão ser trituradas. A quantidade é grande. Além de limpar a área, vamos dar uma utilidade”, finailza.

Preservação e recomposição

Apesar de estarem no perímetro urbano da cidade, as duas lagoas menores são de difícil acesso e não estão urbanizadas como a Maior. “Não tem levantamento da fauna da primeira e da segunda lagoa. A intenção é fazer intervenção mínima e não ficará nos moldes da terceira lagoa”, explica Celso.

A ações da Secretaria de Meio Ambiente e Agronegócios nas lagoas menores são em relação a preservação e recomposição de árvores nativas. “Nosso projeto é levar imbaúba para a primeira lagoa e outras árvores frutíferas”, enumera.

Segundo o secretário, o principal problema com as duas lagoas são as queimadas. “Neste ano já aconteceram dois grandes incêndios e um dos objetivos é evitar esses incêndios”, pontua.

 

Incêndio de grandes proporções na Segunda Lagoa em agosto. (Foto - Roseli Silva Pereira)Incêndio de grandes proporções na Segunda Lagoa em agosto. (Foto - Roseli Silva Pereira)

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