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Saúde - 02/10/2017 - 16h24

Caminhada em Campo Grande chama a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer




Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

Caminhada na manhã deste domingo abriu a programação do Outubro Rosa em Campo Grande.
Por G1 MS / Redação Pantanal News

Caminhada promovida pela Rede Feminina de Combate ao Câncer em parceria com a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), realizada na manhã deste domingo (1º), no parque das Nações Indígenas, abriu a programação do Outubro Rosa – mês de conscientização e combate do câncer de mama – em Campo Grande.

O movimento é comemorado em todo o mundo e o nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e incentiva a participação da população, organizações, empresas e entidades sociais.

A partir desta segunda-feira (2), diversas ações dentro da programação do Outubro Rosa serão realizadas em Campo Grande, com objetivo de conscientizar as mulheres sobre a prevenção e o combate ao câncer feminino.

Em Campo Grande, a campanha é promovida pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) e Subecretaria Municipal de Políticas para Mulheres) (Semmu), Hospital de Câncer de Barretos, Hospital de Câncer Alfredo Abrão, entre outros parceiros.

O secretário de Saúde da Capital, Marcelo Luiz Brandão Vilela, reforçou, durante solenidade de abertura da programação em alusão ao Outubro Rosa, a importância das políticas públicas no sentido de alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.

“Nós precisamos trabalhar a promoção da saúde e as ações de prevenção, justamente para evitar as causas futuras. Portanto é preciso conscientizar as mulheres de que é preciso ficar em alerta, porque quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a probabilidade de cura”, disse.

 

Números

 

Dados da Coordenadoria de Estatísticas Vitais (Cevital), órgão ligado a Superintendência de Vigilância em Saúde da Sesau, apontam que cerca de 40% das mortes provocadas por câncer de mama registradas em 2016 em Campo Grande ocorreram em mulheres com mais de 65 anos, o que chama atenção das autoridades em saúde e reacende o alerta para a necessidade de prevenção, principalmente voltada a este público.

Somente no primeiro semestre deste ano (2017), foram registrados 37 óbitos por câncer de mama e 19 do colo do útero, totalizando 56 casos. Durante todo o ano anterior (2016), 111 mulheres faleceram, sendo 86 por câncer de mama e 25 por colo de útero.

A maior incidência de óbitos por câncer de mama está na faixa etária de mulheres com mais de 65 anos (31 casos), o que representa cerca de 40% do total de mortes, seguido de 45 a 55 anos (22 casos); 55 a 64 (19 casos); 25 a 44 (10 casos); 25 a 34 (4 casos), totalizando 86 mortes.

Já por câncer de colo de útero a incidência é entre as mulheres de 45 e 55 anos (8), acompanhada por 35 a 44 anos (7), considerando os dados de 2016.

 

Importância do diagnóstico

 

Segundo a Sesau, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, pois 95% dos casos têm cura, e é a principal medida para a redução da mortalidade. Ainda segundo o Inca, em Campo Grande, no ano passado, das mulheres que realizaram mamografia de rastreamento, 16% foram diagnosticadas com câncer de mama, com ocorrência de 53 óbitos pela doença.

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