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Meio ambiente - 10/08/2017 - 11h16

MS registra o maior número de queimadas dos últimos 7 anos




Divulgação

Por Wendy Tonhati do Midiamax / Redação Pantanal News

Depois de uma longa estiagem, a meteorologia prevê pancadas de chuva no próximo fim semana, em Mato Grosso do Sul. Mas, até lá, a população segue sofrendo com os efeitos da baixa umidade relativa do ar, que causa diversos transtornos à saúde e propaga as queimadas pelas cidades.

Na última quarta-feira (9), câmeras de segurança flagram dupla ateando fogo em terrenos baldios de bairro Parque Residencial dos Girassóis. Os moradores disseram que o incêndio se alastrou rapidamente, próximo às residências. 
Nesta quinta-feira (10), por volta das 10 horas, em Campo Grande, o índice era de 30%, abaixo do que a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o nível ideal para o organismo humano -entre 40% e 70%. O Corpo de Bombeiros, mais uma vez foi acionado para conter às chamas de queimadas em bairros de Campo Grande.

Para esta quinta, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) manteve o alerta para a baixa umidade relativa do ar em todo o no Estado. Nas regiões leste, sul, sudoeste, sul, Pantanal e norte, o alerta é para umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%, com perigo potencial. Já para as outras regiões, o alerta é para perigo: umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%.

De acordo com o monitoramento de focos de calor, feitos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de focos de incêndio acumulados, em Mato Grosso do Sul, entre 1° de janeiro a 9 de agosto, foi de 2.501. O número é 20% maior do que 2016 (2.080) e o maior dos últimos sete cinco anos, neste período. 2011 (743); 2012 (2192); 2013 (966); 2014(990); 2015 (1.760); 2016 (2.080); 2017 (2.501).

Corumbá segue no terceiro lugar no ranking das cidades com maior número de queimadas. Neste ano, já foram 1.369 focos, perdendo só para São Félix do Xingu (PA) e Altamira (PA).

Os números são dos satélites de monitoramento do Inpe e consideram como focos de calor, frentes de fogo com mais de 30 metros de extensão por 1 metro de largura. Ou seja, o número de queimadas é bem maior se contarmos aqueles vizinhos que colocam fogo em terrenos baldios ou áreas que acabam se incendiando por outros fatores, como bitucas de cigarro jogadas na rua.

Problemas de saúde

​De acordo com os médicos, o tempo seco demais e baixa umidade do ar causam danos como o ressecamento das mucosas das vias aéreas, possibilitando crises de asma e a infecções virais e bacterianas. Além do aparecimento de problemas oculares e alergias.

O horário crítico, em geral, ocorre entre 15h e 16h. Os prejuízos para a saúde se tornam mais evidentes: dor de cabeça, complicações alérgicas, sangramento nasal, garganta seca e irritada, sensação de areia nos olhos que ficam vermelhos e congestionados, ressecamento da pele, cansaço.

 

Previsão de chuva

​Pancadas de chuva significativas estão previstas a partir do sábado (12) e devem permanecer até a terça-feira (15). A próxima semana começa com tempo nublado com pancadas de chuva, que podem ser fortes em alguns momentos, ventos de 35km/h, trovoadas em todo o Estado, exceto região norte, nordeste e leste que terão muitas nuvens, na segunda-feira (14).

A chuva deve chegar primeiro às regiões oeste, noroeste, sudoeste e central do Estado. De acordo com o meteorologista Natalio Abrahao Filho, da estação meteorológica Anhanguera-Uniderp, não há previsão de frio e as temperaturas devem seguir elevadas até as mudanças.

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