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Agronegócios - 22/06/2017 - 15h35

Vazio sanitário, que segue até setembro, beneficia lavouras de soja de MS

Estratégia de manejo quebra o ciclo da ferrugem-asiática, maior ameaça à sojicultura




Por Osvaldo Júnior do Campo Grande News / Redação Pantanal News

Lavoura de soja com ferrugem-asiática (Foto: Divulgação/Embrapa)Lavoura de soja com ferrugem-asiática (Foto: Divulgação/Embrapa)Mato Grosso do Sul está em período de vazio sanitário até o dia 15 de setembro. A estratégia de manejo beneficia a sojicultura, porque atrasa a entrada do fungo causador da ferrugem-asiática, quebrando o cliclo da doença. No Brasil, 11 estados e o Distrito Federal adotam essa medida, estabelecida por meio de normativas estaduais. Além do Brasil, o Paraguai também estabeleceu o período de vazio sanitário.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, explica que que o fungo que causa a ferrugem-asiática é biotrófico, ou seja, precisa de hospedeiro vivo para se desenvolver e multiplicar. “Ao eliminarmos as plantas de soja na entressafra quebramos o ciclo do fungo, reduzindo assim a quantidade de esporos presentes no ambiente”, informa.

Na avaliação da especialista, o vazio sanitário é uma das principais estratégias para o manejo da ferrugem-asiática da soja, que é a mais severa doença dessa cultura.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste, Alexandre Dinnys Roese, enfatiza que no Mato Grosso do Sul as condições climáticas favorecem a sobrevivência das plantas voluntárias de soja na entressafra, ao contrário do que acontece nos Estados do Sul do Brasil, onde o clima frio e as geadas dificultam a sobrevivência de plantas voluntárias de soja.

“Temos poucas ocorrências de geada e as temperaturas médias são mais altas no MS do que no Sul, assim a germinação de sementes de soja e seu crescimento no inverno é favorecida”, explica. "Prova disso é que os primeiros relatos da ferrugem asiática na safra normalmente ocorrem aqui na região Centro Oeste do Brasil", acrescenta.

Roese destaca a relação custo-benefício do vazio sanitário, pois gera economia, por meio da redução da quantidade de aplicação de produtos químicos para controle da ferrugem asiática.

Outro benefício dessa estratégia de manejo é contribuir para evitar que o fungo desenvolva resistência aos produtos químicos disponíveis. 

Fiscalização e multas – A fiscalização do Iagro em 2017, deve alcançar 1 milhão e 900 mil hectares, ou seja, 74% da área plantada no Estado, por meio de uma equipe composta por 27 fiscais da área vegetal do Iagro.

A legislação estabelece três ações fundamentais que precisam ser realizadas pelos produtores: realização no período de 1º de setembro a 10 de janeiro, do ano anterior, do Cadastro da área de Plantio de Soja (on-line); destruição e controle das plantas voluntárias de soja; e não cultivar soja durante todo o período de vazio sanitário.

Infringir qualquer uma destas determinações implica em multas que são estabelecidas em unidades fiscais estaduais de referência (Uferms), com a cotação de junho em R$ 24,66 (por unidade).

 

Para os produtores que não realizam o cadastro é de 100 Uferms; não realizar o controle das plantas voluntárias de soja é de 200 Uferms e cultivar lavoura de soja, em período de vazio sanitário, a multa é de 1000 Uferms. (Com assessoria)

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